maio 22, 2007

Rádio Fluminense




Rádio Fluminense em livro

Rádio Fluminense FM, antiga rádio voltada para o rock no Rio de Janeiro, start na vitrine musical de diferentes artistas que hoje são nomes famosos como, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, dentre outros e que tem sua trajetória inicial marcado pela antiga rádio que sempre dava oportunidades para novos talentos. Os primeiros cinco anos da rádio estão relatados minuciosamente no livro “Rádio Fluminense FM - A porta de entrada do rock brasileiro nos anos 80” lançado pela Outras Letras Editora, escrito pela jornalista Maria Estrella.
Ao longo de quase 200 páginas, Maria Estrella conta à história da emissora que ficou conhecida como a rádio “Maldita” e ainda esclarece como funcionavam as rádios cariocas antes da chegada da Fluminense FM, que foi ao ar pela primeira vez no dia 1º de março de 1982. Em entrevista exclusiva ao Elias Nogueira, Maria Estrella conta com mais detalhes como foi gerado o livro.




Quando foi que surgiu a idéia de fazer um livro contanto a história da rádio?
O livro é resultado da monografia de conclusão do curso de especialização em Jornalismo Cultural, na UERJ, que eu concluí em novembro de 2005. O tema surgiu da minha experiência pessoal como ouvinte da rádio e por considerá-la um exemplo a ser seguido, já que não aceitava jabá e abriu espaço para tanta gente que não tinha onde tocar. Foi escutando a Fluminense que eu formei meu gosto musical e conheci muita gente (internacional e nacional) que tinha um trabalho de excelente qualidade.

Você já havia lançado outro livro antes?
Não, esse é o meu primeiro.



Você é contemporâneo do rock Brasil. O que mais chamou sua atenção na Rádio Fluminense?
Sim, quando a Maldita surgiu, eu tinha 13/14 anos. Naquela época, eu estava descobrindo o rock, através da influência de três irmãos e seus amigos, que levavam os discos pra gente escutar lá em casa. Como falei, o melhor da Fluminense foi escutar o que não se tocava em nenhuma outra rádio. Isso era muito bacana. E participar de todo o movimento, comprando os primeiros compactos, comparando as versões demos que tocavam na rádio com as divulgadas nos discos foi uma experiência muito rica.

Quem mais te ajudou nessa empreitada?
Fiz o livro inteiro sozinha. Banquei tudo, entrevistei as pessoas, escrevi o texto, comprei as fotos, escolhi as ilustrações e montei os capítulos. Toda essa formatação foi feita por mim. Na produção do livro, propriamente dito, não posso deixar de citar a inestimável contribuição do designer gráfico Luiz Marcelo Rezende, que diagramou o livro, fez as ilustrações e trabalhou com uma dedicação que fez toda a diferença.

Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou na elaboração?
Devo dizer que o livro foi muito trabalhoso, mas não foi difícil. Tive a grande sorte de ser muito bem recebido pelos entrevistados e ter à mão uma bibliografia valiosa para a pesquisa. Foi um ano inteiro de entrevistas e quatro meses de redação do texto. Como foi uma monografia, as sugestões do meu orientador Carlos Moreno foram valiosas para, pouco a pouco, dar forma ao que vinha sendo pesquisado.

Qual foi a maior virtude deste trabalho?
A maior virtude é não deixar a Fluminense FM cair no esquecimento. É manter viva a memória de uma rádio inesquecível para muitas pessoas e permitir que o rádio carioca dos anos 80 possa ser pesquisado a qualquer tempo. Oferecer este material de estudo para pesquisadores, estudantes e professores é o meu maior orgulho.

Você acha que ficou faltando algo que poderia ter saído em livro?
Sempre fica, né? É uma pena, mas como é possível contar tudo de uma vez só? Na noite do lançamento, me contaram histórias bacanas que não estão no livro, como as aventuras dos técnicos que ficavam no Sumaré girando a antena para as localidades que não estavam ouvindo a rádio e cujos ouvintes reclamavam exaustivamente pelo telefone da rádio. "Fulano, não está pegando em Madureira. Vira pra lá". Fantástico! Muitas vinhetas que poderiam ter sido incluídas - como a do programa "Guitarras" - eu não consegui a tempo e ficaram de fora do cd, infelizmente.

Em sua opinião, qual a importância do livro?
A importância é mostrar todos que fizeram a Fluminense FM nascer. O querido Luiz Antonio Mello, diretor geral da rádio, já tinha lançado seu livro "A Onda Maldita", onde contou sobre a rádio, mas o meu é complementar e mostra mais o papel de cada um e a repercussão da rádio no mercado fonográfico do país. Consegui ampliar a visão do Luiz Antonio e fiz um recorte mais jornalístico da Fluminense FM.

Que tipo de retorno você espera com esse lançamento?
Rádio e música sempre fizeram parte do meu dia-a-dia. Espero poder continuar contribuindo para que o rádio seja motivo de estudo. Meu próximo livro será sobre a Rádio Cidade que, se ainda existisse no dia carioca, completaria 30 anos em maio de 2007. Entre tantas outras, essa é mais uma emissora que não pode cair no esquecimento.

5 comentários:

Sergio Villarim disse...

Tenho muitas boas recordações da "MALDITA". Foi lá que nossa banda (Bacamarte) surgiu e cresceu, graças ao queridissimo Luiz Antonio Mello, que era um fã de carteirinha...onde andas, Luiz?

Leonardo Rivera disse...

E isso aí, Ringo!

Henrique Kurtz disse...

Elias,
Existe um livro que fala sobre a história da Rádio Cidade FM:
A história da rádio FM no Rio de Janeiro, Volume I; A Rádio Cidade, por Nicolau Maranini. 2005. UniverCidade Editora - Rio de Janeiro.

Anônimo disse...

Caro Elias, vc teria o e-mail da Maria Estrella? Sou coordenador do projeto literário Sempre um Papo na região Norte e gostaria de convidá-la para lançar o livro por aqui. Grato. Fred Perillo - oficinadecomunicacao@yahoo.com.br

Anônimo disse...

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