agosto 28, 2008

Banda Godd Times - Com Fernando Borges

Banda Good Times Festa - Fernando Borges (guitarra, violão, voz e vocal), Pedro Santos (baixo, voz e vocal), Márcio Martins "Cebola" (guitarra solo), Leonardo Fiaux (teclado), Leonardo Camacho (bateria) e Solange Pellegrini (voz e vocal), apresentam o melhor do disco, dance, pop e soul music. É uma viagem no tempo, tocando o melhor do flashback dançante, para não deixar ninguém parado. O repertório de pérolas da música como Go To Be Real, Ymca, Zodiac, Puro Êxtase, Será, Sonífera Ilha, Meu Erro, Ana Júlia, Dancin days, Losing my religion, entre outras.

Show: Banda Good Times Festa (com Fernando Borges)
Dia: 27/09/08
Local: Macanudo's Bar (Anexo da Churrascaria Macanudo - Tijuca) Rua Uruguai, 373
Telefone: 2571-6292
Ingressos: R$12,00 e R$10 (com flyer)
Horário: 22h
18 anos
250 pessoas


Show: Banda Good Times Festa (com Fernando Borges)
Dia: 27/09/08
Local: Macanudo's Bar (Anexo da Churrascaria Macanudo - Tijuca) Rua Uruguai, 373
Telefone: 2571-6292
Ingressos: R$12 e R$10 (com flyer)
Horário: 22h
18 anos
250 pessoas

A Banda Good Times Festa foi criada pelo radialista Fernando Borges. Comunicador da extinta rádio 98 FM (onde ficou a frente do programa Good Times de 1985 à 2008), ele também é guitarrista e foi o idealizador deste projeto, formando uma banda de mesmo nome do seu antigo programa, com músicas para fazer uma verdadeira festa. Disco, dance, pop e soul music são as vertentes da banda. É uma viagem no tempo, tocando o melhor do flashback dançante, para não deixar ninguém parado. Formada desde outubro de 2006, a Banda já passou com sucesso por vários lugares como Espaço Cultural Marlene, Macanudo, Castelo do Vinho, ABANERJ, Apollo Tubos, Olaria Atlético Clube, Clube Monte Líbano, Clube Naval, América Futebol Clube, Olímpico Clube, Sambola Hall, Lona Cultural Jacob do Bandolim, Lona Cultural Hermeto Pascoal, Varandas Gourmet, QG Music Hall, Pistache, Clube Aliados de Campo Grande, Shopping Barra Garden e Nuth, sendo assistidos por mais de 20.0000 pessoas - Fernando Borges é o guitarrista da Banda Good Times Festa, que traz ainda nomes como o baixista Pedro Santos, o guitarrista solo Márcio Martins "Cebola", o tecladista Leonardo Fiaux, o baterista Leandro Camacho e a vocalista Solange Pellegrini.

Jefferson Gonçalves

Jefferson Gonçalves lança seu mais recente CD “Ar puro” na Lona Cultural Renato Russo, sábado dia 20 de setembro.

Show: Jefferson Gonçalves & Banda
Lançamento CD “Ar Puro”
Abertura: The Old Blues Banda
Dia: 20/09
Local: Lona Cultural Municipal Renato Russo – Praça Manuel Bandeira s/n Aterro do Cocotá - Ilha do Governador - RJ
Ingressos: R$12 - Idosos e estudantes - R$6 - Lista Amiga - R$10,00
Telefone: (21)3363-8324
Horário: 21h
400 lugares
Livre

A mais nova Lona Cultural da cidade do Rio de Janeiro é a da Ilha doGovernador, reafirmando uma ação de vanguarda da Secretaria Municipal das Culturas. As lonas revelam que a cultura é um instrumento de inclusão, transformação e desenvolvimento, revitalizando os espaços públicos, estimulando a convivência comunitária e despertando sentimentos de cidadania e pertencimento à cidade do Rio de Janeiro. O nome da Lona da Ilha, escolhido pela comunidade, é uma homenagem ao músico Renato Russo


Jefferson Gonçalves & Banda – AR PURO
As margens do rio Mississipi e o sertão do Cariri são paisagens distantes, mas para o gaitista Jefferson Gonçalves elas são complementares e o músico fez delas suas referências para criar seu mais recente CD, intitulado: AR PURO (Blues Time Records).

O trabalho é fruto de uma intensa pesquisa de ritmos e melodias nordestinas, iniciada em 2001 e já presente em seus discos anteriores. Com essa mistura o musico cria uma sonoridade própria e instigante, se tornando assim o pioneiro nesse estilo. Seus shows são uma viagem musical, tendo no repertório: músicas autorais, clássicos do Blues, Country Blues, Folk, Funk Blues, entre outros estilos, num show alto-astral, contagiante e porque não, dançante.

Oriundo da banda Baseado em Blues, com passagem pelo trio Blues Etc, Jefferson Gonçalves tem se destacado como um dos mais versáteis gaitistas de sua geração. Tendo em seu currículo gravações e shows com artistas como Victor Biglione, Belchior, Celso Blues Boy e Vanessa Barun, entre outros – inclusive representando o Brasil em encontros internacionais, como o da Sociedade para a Preservação e Avanço da Harmônica (SPAH, em 1998, em Detroit (EUA). Em 2002 e 2003, fez turnês na Argentina, se apresentando em algumas das melhores casas de Buenos Aires, como o Teatro San Martin. Lançou-se em carreira solo em 2004 com o bem sucedido - Gréia. Depois de conquistar o território nacional, partiu para mais uma turnê pelos EUA ao lado do bem conceituado guitarrista Big Gilson e do cantor inglês The Wolf em agosto de 2005, apresentando-se em espaços considerados essenciais para o blues e o jazz, entre os quais o Blue Note (Nova York), Deep Ellum Blues (Texas) e Bamboo Room (Florida), dentre outros. Nos meses de março e abril de 2007, realizou sua primeira tour pela Europa, com o apoio da Hering Harmônicas. Sua primeira parada foi em Frankfurt – Alemanha, na maior feira de instrumentos musicais a MUSIKMESSE, onde fez o lançamento oficial da linha de gaitas com sua assinatura fabricada pela Hering Harmônicas e depois seguiu para a Espanha onde se apresentou ao lado do guitarrista Big Gilson, nas cidades de Madrid e Toledo.

O ano de 2008 começa com muitas realizações e novidades para o músico, em fevereiro se apresentou com sua banda na 9°edição do festival de Jazz e Blues de Guaramiranga – CE e no mês de junho se apresentou junto do guitarrista Kléber Dias, no Senegal Folk Festival, realizado em Dakar, no Théâtre de Verdure do Institut Français Léopold Sédar Senghor, o convite partiu da Embaixada do Brasil no Senegal e do grupo musical senegalês, Les Frères Guissé; Além de se apresentarem com o grupo, a dupla mostrou ao povo senegalês um pouco da mistura do blues com os ritmos nordestinos e músicas de seu bem sucedido CD - Ar Puro.

Com toda esta experiência adquirida em centenas de shows, gravações, viagens e workshops, Jefferson Gonçalves tem sido uma referência em harmônica no Brasil, mostrando que a música transita sem barreiras, por inúmeros estilos. Aliás, limitação nenhuma faria sentido num cenário como o do Brasil, onde música plural se respira como se fosse ar... Ar puro.

Em seus shows Jefferson é acompanhado por: Kléber Dias (voz, guitarra, dobro, violão de 12 cordas e bandolim), Sérgio Velasco (Guitarra, Marimbal,dobro, violão de 6 cordas, Lap Steel e vocal), Fábio Mesquita (baixo), Anderson Moraes ( Bateria e Percussão) e Marco B.Z. (bateria e Percussão).

agosto 06, 2008

Charles Master


Charles Master prepara a volta por cima!

Com carreira musical bem sucedida que nasceu no Rio Grande do Sul e percorreu o Brasil - ícone dos anos 80 e 90. Criador de belas canções que são sucessos eternos - Irmã do Dr. Robert, Oh Déby, Quem Procura Acha, Ana Banana, Não Sei, Cachorro Louco, Nunca Mais Voltar e outras tantas. Charles Master foi o líder do TNT, lendário grupo de rock da segunda metade dos 80. Atualmente o cantor vive um momento especial, com a finalização do segundo trabalho solo, inédito, intitulado: (Ninguém é perfeito). Consegui furar agenda do cantor para bater um papo.

Por Elias Nogueira
Foto: Nando Loureiro

Primeira formação do TNT
- Charles Master, Flávio Basso, Nei Van Sória e Felipe Jotz e foi meu primeiro trabalho na música.

Discos lançados
- Uma coletânea chamada Rock Grande do Sul, pela RCA Victor selo PLUG e depois mais três LPs.

O mais gratificante em vinte anos de estrada com TNT
- As gerações de fãs que fazem parte dessa história e que me ouvem até hoje.

As idéias
- Nunca tive problema porque as minhas, idéias, sempre foram as melhores! (risos) e geralmente quem se preocupava e fazia as músicas era eu. Sempre tive esse dom.

Finalizando o segundo disco solo
- Tenho CD solo que lancei em 2001 pela Som Livre. Depois de dois anos de turnê e mais de 300 shows pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, fui convidado pela Orbeat para fazer um CD e DVD ao vivo, com os companheiros do grupo. Parei o meu trabalho individual pra poder dar atenção ao projeto TNT. O CD/DVD nos lançaram na estrada novamente, a pedido dos fãs e também da gravadora Orbeat. Encerramos as atividades do grupo com um disco de inéditas lançado em 2005. Hoje me dedico à carreira solo e o meu próximo CD, (Ninguém é perfeito), vem bem do jeito que quero. Dez músicas de minha autoria, mostram exatamente o momento que vivo e sei que vou adorar tocar todas nos meus shows. É sem dúvida o trabalho mais maduro da minha carreira e o melhor.

Rio de Janeiro. Esteve no show do Rodrigo Santos...
- O Rio de Janeiro é uma cidade que amo e quero estar o máximo possível. Tenho grandes amigos e muita cumplicidade com a cena musical da cidade. Gosto do trabalho dos grupos cariocas e é sempre um prazer fazer parte das festas e shows com a galera do show bussines. Sinto-me à vontade e muito inspirado na Cidade Maravilhosa. Estou finalizando no Rio.

- Morar no Rio
- O meu coração já mora!

julho 15, 2008


O ‘Amor Ódio Amor’ do cantor Jorge Guilherme

Artista mostra o amor em três atos em disco novo

O volta-redondense Jorge Guilherme vem trilhando um caminho sem volta na música brasileira. Desde a primeira apresentação em público, já se vão mais de 25 anos. E ainda assim continua se reinventando e sendo considerado uma grata surpresa na música nacional.

Sua vida nas ondas do som começou aos dez anos, quando ingressou como tenorino no Coral Villa Lobos da CSN - Companhia Siderúrgica Nacional. Excursionou com o grupo por dois anos e foi estudar, por prazer, canto técnico. Aos dezessete anos participou de uma banda ‘cover’ formada por amigos. Integrou projetos ainda mais profissionais que lhe renderam bons shows, prêmios, participações na TV e grandes amigos. Na década de 90 esteve em diversos grupos e tocou “na noite” pelos bares e casas noturnas no Vale do Paraíba. Ótimo período, onde desenvolveu sua performance autêntica e vibrante.

Em 2001 dava os primeiros passos da carreira solo e já em 2003 prensou, distribuiu independente e esgotou em curtíssimo tempo as três mil cópias de seu primeiro CD, ‘Tão Perto de Você’ – que contém obras de arte do pop rock, com influências de MPB e música negra. Estava ali o termômetro de sua carreira, naquela estréia em disco planejada por três anos a fio! Com emoção e técnica aliadas a uma proposta conceitual Jorge Guilherme se mostrou um cantor com personalidade na voz e um compositor de mão cheia – já que assina doze (ótimas) músicas, dez delas sozinho. O disco fala de amor sem vulgaridade, acena para a alegria, a vida e as relações a dois. Deste álbum, JG trabalhou as músicas "Será?" (que chegou a rolar em rodinhas na PUC, no Rio) e "Você Voltou Pra Mim".

Depois desta agradável surpresa para marcar a chegada-solo, Jorge Guilherme manteve seu estilo de melodias “simples-porém-rebuscadas” e letras “românticas-sem-ser-piegas”. Em 2006 seus dois primeiros sucessos do primeiro álbum entraram no CD de Leandro Lopes (Pica-Pau) – vencedor do Programa Ídolos do SBT, lançado com “Será?” na posição de carro-chefe pela SonyBMG. Neste mesmo ano iniciou a pré-produção e a gravação de ‘Amor Ódio Amor’, segundo CD que agora chega às lojas pelo selo Astronauta Discos – responsável pelo lançamento de discos de Autoramas, Beto Lee e Luis Capucho, entre outros.

“Totalmente autoral, o álbum traduz a trilogia de qualquer relacionamento em suas treze canções”, comenta o multifacetado Jorge Guilherme, que escreve à mão linhas sinceras de sua história. “Conto o amor em três atos. No início do CD, falo de toda a fase de conquista, dos primeiros amores. No meio, já entra o ódio, que é representado pelo ciúme. Por fim, é o amor fraterno, amor da conta bancária, do casamento”, diz ele, completando: “Desde a pré-produção até a finalização foram sete meses. Compus quatro músicas que estão no CD. As outras nove já estavam compostas”. Foram feitas duas mil cópias. “É muito para um artista independente”, comenta Jorge Guilherme, que gravou num estúdio de Volta Redonda. A masterização do CD foi feita no estúdio Magic Máster, no Rio, o mesmo utilizado por artistas consagrados.

São 13 canções, todas autorais. E JG também assinou a produção, letras, músicas e arranjos – um trabalho totalmente autoral produzido com a ajuda de Tuta e Diogo Macedo, colaboradores que também estiveram no primeiro CD. As rádios de Volta Redonda já tocaram “Na Sua Estrada” e “Madrugada”. Para todo o Brasil, este mês começa a tocar algumas canções em rádio que confirma o teor pop de sua trajetória.

Suas influências declaradas são de artistas como Cazuza, Elis Regina, Renato Russo, Cássia Eller, Ney Matogrosso, Freddie Mercury (Queen), Ian Astiburry (The Cult), Bruce Dickinson (Iron Maiden), Michael Jackson e outros nomes. Seu porte de artista o faz um cara com “punch” de rock e conteúdo de MPB.

julho 09, 2008

Marcelo Fróes, Zé Ramalho e Erasmo Carlos


No momento em que comemora 40 anos de carreira, Zé Ramalho abre seu baú e nos brinda com este surpreendente “capítulo zero” de sua carreira. Com gravações em fita cassete extraída diretamente da mesa de som dos históricos shows que o artista realizou antes da fama, entre os anos de 1973 e 1976. Estas gravações históricas foram guardadas pelo artista por mais de trinta anos e agora, finalmente masterizadas com a melhor tecnologia disponível, resultam no primeiro lançamento do selo Discobertas do pesquisador e produtor Marcelo Fróes.
O lançamento do disco duplo O ‘Capitulo Zero’ da Trajetória de Zé Ramalho da Paraíba aconteceu terça-feira dia 8 de julho na Livraria da Travessa no Leblon – Zona Sul do Rio de Janeiro. Estiveram no local para prestigiar, o famoso cantor paraibano que distribuiu autógrafos, Erasmo Carlos, Renato Barros, Robertinho de Recife, Bacalhau (Autoramas), Big Gilson, Fred Nascimento (Tranta), Érika Martins, Gabriel Thomaz, dentre outros. (Elias Nogueira)

julho 01, 2008

Detonautas - O Retorno de Saturno

Detonautas reaparece com melhor disco de carreira

Roqueiros cariocas mudam de gravadora e lançam “O Retorno de Saturno”

Lançando seu quarto álbum “O Retorno de Saturno”, primeiro pela Sony-BMG (Os antecedentes saíram pela Warner), e o primeiro sem o guitarrista Rodrigo Netto que foi vítima da violência urbana, o quinteto carioca, Tico Santa Cruz (vocal), Cléston (DJ e percussão), Renato Rocha (guitarra), Tchello (baixo) e Fábio Brásil (bateria), demonstram mais maturidade devido à experiência que vem adquirindo desde que lançou o primeiro disco em 2002. Com canções menos pesadas, letras bem definidas e acertando o alvo que é proposto, os Detonautas Roque Clube vem confirmar que o melhor disco de sua carreira é “O Retorno de Saturno” que vêm recheados de canções que tem potencial para se tornarem sucessos como a faixa título, O Retorno de Saturno e Nada É Sempre Igual. Em entrevista para o INTERNATIONAL MAGAZINE – o cantor, compositor e também guitarrista Tico Santa cruz, pode falar sobre como foi concebido o disco e outras coisas interessantes.

Por Elias Nogueira

- Fale do "Retorno de Saturno". Quando tempo durou para ficar pronto?
- Comecei a compor, estas, canções em 2007, mais precisamente em janeiro quando fui para Trancoso na Bahia fazer um retiro. Levei o violão sem imaginar que algo pudesse sair. Quando as músicas começaram a tomar forma, as gravei na secretária eletrônica do meu celular. Depois que voltei para o Rio de Janeiro mostrei pra banda e fizemos uns ensaios só com violão e piano. Soou tudo muito bonito e não foi preciso pensar muito para concluir que esse seria o clima do disco. Quando entramos para gravar, no fim do mesmo ano, fizemos tudo muito rapidamente devido à simplicidade a qual estávamos dispostos a conceber o trabalho. Ao todo um ano e quatro meses.

- O Fernando Magalhães mais uma vez esteve com vocês.
- O Fernandão é um querido. Nosso parceiro desde o princípio. Além dele o Tomás Magno, também, foi o produtor e assinamos todos juntos, pois o trabalho fora exatamente dessa forma. Em alguns momentos ficávamos sozinhos, em outros, com na companhia de um deles e em outros juntos. Isso deu uma diversidade e uma liberdade para interpretarmos com o sentimento mais sincero possível e tendo duas pessoas observando e nos ajudando com seu olhar distanciado. Fernando fez o Baixo de "Soldados de chumbo" incluiu algumas guitarras que tem uma personalidade incrível e junto com o Renato e o Tomás tirou altos sons dos instrumentos que escolhemos. É uma parceria que sempre deu frutos.

- Seleção de repertório. Como foi feito?
- Das 14 músicas, que fiz em Trancoso, 11 entraram no disco. Fizemos ainda um no estúdio ao longo dos ensaios e compôs como conteúdo digital. Vai ser disponibilizado para o público em breve. Nós sabíamos o tempo todo o que queríamos então foi entrar e ser objetivo.

- Inspiração para compor. Continua como antes?
- A inspiração é algo inexplicável, porém quando estás com tua imaginação e teu vocabulário em constante exercício fica bem mais fácil de expressá-la no papel e em melodias. Tenho lido muito de seis anos para cá e isso fez com que conseguisse materializar idéias que antes só conseguia expressar em textos. Sei que ainda preciso amadurecer muita coisa, mas tenho consciência de que estou no caminho certo.

- Foi difícil fazer o novo trabalho com ausência do Rodrigo Netto?
- Sem dúvida. A ausência dele como pessoa, compositor, criador e amigo deixa um buraco na alma e esse buraco só pode ser preenchido trazendo sua energia para o dia a dia. Na verdade ele só esteve ausente fisicamente, pois sentimos a presença dele e isso se reflete nas letras e canções.

- No disco a banda está com rock com menos peso. É efeito da perda do amigo?
- Não sei se é efeito. Creio que o que vivemos pós a perda violenta do Netto nos conduziu para esse lugar. Nossos discos são fases claras da banda, não nos interessa repetir formular e fazer cover de nós mesmos. Queremos sempre experimentar e o natural foi que as coisas levassem a sonoridade para onde foi.
- Em shows haverá necessidade de outro guitarrista?
- Embora eu esteja tocando violão e guitarra o Phelipe - que era roadie do Netto - assumiu uma das guitarras, pois o que ele fazia era tão importante que não havia uma forma de simplesmente ignorar e passar a trabalhar com um guitarrista a menos.

- Você, atualmente, passa para o público, que não é somente cantor de uma banda de rock, mas uma pessoa que se preocupa com as causas sociais. Isso se deu após o desaparecimento do Rodrigo Netto ou você sempre foi engajado politicamente?
- Para quem só me conheceu depois da tragédia pode ser. Porém basta pesquisar, vasculhar minha vida, assistir a shows antigos e ao próprio DVD para desfazer tal engano. Não tenho como controlar a opinião alheia, mas é fato que a mídia abriu mais espaço para que eu pudesse introduzir alguns temas que antes ficavam restritos a apresentações e blogs.

Faixa a faixa

01 - O retorno de Saturno
- Um lindo final de tarde cor de rosa no Arpoador - RJ

02 - Nada é sempre igual
- Confessional

03 - Verdades do mundo
- Dedicada ao Netto

04 - Só pelo bem querer
- Minha maneira de enxergar o relacionamento homem e mulher sem envolver o amor romântico que é vendido pelas novelas. É estar com alguém por que se quer e não por um compromisso social, moral ou religioso.

05 - Lógica
- Primeira canção que escrevi, também, para o Rodrigo. Tive muitos sonhos com ele.

06 - Tanto faz
- Confessional.

07 - Oração do horizonte
- Representa tudo que falo nos protestos contra a violência.

08 - Soldados de chumbo
- Uma cantiga de ninar com uma letra ácida.

09 - Ensaio sobre a cegueira
- Além de ser uma homenagem ao Saramago por quem sou altamente influenciado, é uma forma de aguçar a curiosidade dos fãs com a literatura. Se os rappers americanos ostentam carrões, jóias e mulheres, nós queremos divulgar um universo diferente: a literatura.

10 - Enquanto houver
- Tem endereço certo.

11 - Eu vou vomitar em você
- Muito intelectual, de butique e de botequim, se identificará com essa canção. Muita gente vai vestir a carapuça.
ENTREVISTA PUBLICADA ORIGINALMENTE NO INTERNATIONAL MAGAZINE EDIÇÃO 142 - ABRIL DE 2008

junho 20, 2008

Campeonato de surf no Arpoador

Surf no Arpoador










Leonardo Cardoso leva a taça do Campeonato Aberto de Surf do Arpoador pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro

Foi realizado, no dia 14 de maio no Arpoador (RJ), mais um campeonato de surf para jovens de até 17 anos. Com Alto nível de competição, os surfistas não se intimidaram e travaram uma briga, no bom sentido, para ganhar o cobiçado troféu.

Com dia lindo, mar com temperatura agradável e belas ondas, a competição seguiu em ritmo de festa.
“Cada escolinha tem a liberdade de organizar um campeonato por direitos sobre a Associação de Surfistas no Arpoador, que na realidade são três associações que existem. Essas três associações batem de frente porque já não se conversa mais com os organizadores. Mas isso não impede que se possa organizar um campeonato do alto nível como você comprovou. As pessoas que organizaram o campeonato gostam e dão apoio ao esporte. Teve participantes de outras localidades. A faixa etária é de 17 anos. Tem o Picachú que tem sete anos e já compete”, esclarece Marcelo FX, um dos incentivadores do evento.

Quem pensa que o campeonato não teve emoção, se enganou! Com favoritismo total de Philip, surge uma nova promessa do surf. Um loirinho de olhos verdes de nome Leonardo Cardoso. Um jovem de pouco mais de 13 anos de idade, morador de Copacabana. Na realidade ele venceu o campeonato numa competição que foi decidida onda a onda dando mais emoção.
“É a segunda vez que participo. A primeira vez, em 2007, não estava bem preparado e fui eliminado na primeira bateria. Achei que deveria treinar muito mais pra ficar melhor e foi o que fiz. Minha maior dificuldade foi competir com o Philip que é muito bom de ondas.
Que esta vitória seja primeira da série de outras que poderão acontecer”
, diz o campeão Leonardo Cardoso, a nova promessa do surf.

abril 14, 2008

Rodrigo Santos e George Israel
















Rodrigo e George uniram-se, como vem fazendo em shows pela cidade e em outros estados, e gravaram DVD na emblemática casa noturna Canecão no Rio de Janeiro, na terça-feira à noite dia 8 de abril.















Guto Goffi, Renne Rossano, Jorge Valadão, Odeid, Gabriel Thomaz, Fernando Magalhães, Rodrigo Sha, Alex Veley, Leo Ortiz, Rodrigo Santos e George Israel. 08 04 2008 Canecão

abril 03, 2008


O jornalista e escritor Joel Macedo fez parte das primeiras edições do jornal Rolling Stone no Brasil. Participou do movimento cultural hippie, na contracultura e percorreu os Estados Unidos por terra duas vezes testemunhando o movimento e as transformações dos anos 60. Como correspondente da edição brasileira do jornal Rolling Stone, Macedo viajou pela Europa, Norte da África, Ásia Central, índia e Nepal. O Jornalista lança “Albatroz – O encontro das tribos na Califórnia dos anos 60” – financiado pelo próprio autor assim como os antecessores, Tatuagem (1972); Despertador (1979); Lições da Fornalha (1991). “As editoras nunca quiseram papo comigo”, admite Joel. Abaixo algumas falas do autor em conversa com Elias Nogueira.



Correspondente nos Estados Unidos
- Foi meio que acidental. Fui como correspondente de emergência do jornal Última Hora porque o pessoal do Dopes poderia a qualquer momento me prender. Os coronéis queriam minha cabeça porque eu dava carona para militantes de esquerda.

AI-5
- Fui num avião da Varig no dia 13 de dezembro de 1968 no dia do AI-5. Estava cheio de pessoas importantes fugindo da repressão. Este dia era o dia das bruxas! Eles iam prender todos. Eu só soube disso dentro do avião. Era uma noite muito severa.

Hippie
- Fiquei a disposição do Samuel (Wainer) enviando reportagens para a Última Hora. Entrevistei algumas pessoas como o Herbert Marcuse (Filósofo alemão da Escola de Frankfurt radicado nos EUA nos anos 60 e que por suas idéias progressistas e anti-capitalistas e se tornou guru da esquerda americana). Foi numa palestra na Universidade de Columbia. Foi assim que comecei a entrar em contato com a esquerda americana, conheci o movimento hippies. Fui me enfronhando com tudo aquilo. Cheguei a ser hippie a partir de minha ida para Califórnia.


Contracultura
- Sempre fui um cara da contracultura. Quando você milita na coisa, dificilmente você vai para o lado do sistema, até porque você nunca desperdiçaria sua experiência. Pode até reciclar e passar de uma utopia para outra, mas sempre num esquema da contracultura.

De Nova Iorque para Califórnia
Fiquei seis meses em Nova Iorque e fui, por terra, para Califórnia. Freqüentei muito o Fillmore West no West Village. Lá assisti show do Johnny Winter que para mim é o maior bluesman de todos os tempos. O blues branco está muito bem representado. Eric Clapton, John Mayall, dentre outros. Mas o Johnny Winter consegue ser melhor em minha opinião.

Altamont
Rolling Stones é uma história que conto no Albatroz e começa no Festival de Altamont em 1969, onde a produção dos Stones cometeu o equívoco de contratar os Hell Angles para fazer a segurança do evento, naquele dezembro de 1969 onde houve aquelas mortes (foram 4). Ali foi o prenúncio do sonho hippie. Woodstock já havia acontecido.


Alternativo
- A partir desta minha vivência na Califórnia me tornei um militante da alternativa. Fundei o jornal Presença, que teve dois números.

abril 01, 2008

Autoramas na WTN com Vinny


O Autoramas, banda com 11 anos de estrada no cenário independente do rock carioca, é o convidado do WTN Show desta semana, programa da Web Television Network que apresenta bandas alternativas tocando em formato acústico e em entrevistas com Vinny.

O grupo se apresentou com a sua mais nova integrante, Flávia Couri, a terceira baixista de sua história, sucedendo Simone e Selma. A carioca passou pela prova de fogo tocando “Hotel Cervantes” e “A 300 km/h”, do novo cd “Teletransporte”, além do sucesso “Música de Amor”.
Para conferir o programa, acesse a WTN – Web Television Network
(
www.wtn.com.br ) a partir do dia 11/04.

A WTN possui 13 programas atualizados semanalmente envolvendo temas como música, esporte, videogames, teatro e tecnologia e é um empreendimento da produtora de vídeo Publytape, sediada no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. (Juliana Alcantara)

março 27, 2008

Capa do CD "Ar puro"


O que posso dizer do show que presenciei na terça-feira última dia 25 de março na Modern Sound Mega Music Store em Copacabana-RJ no lançamentoCD "Ar puro", terceiro disco solo, do gaitista Jefferson Gonçalves? Jefferson que em cada disco e cada show mostrando desenvoltura digna de um grande músico, com uma banda entrosada, show correto e sem buracos. Gostei também do jeito moleque de tocar misturas de ritmos como frevo, forró, maracatu etc. e tal, tudo muito bem calibrado com a influência blues e rock. Gostei do guitarrista Kleber Dias que além de tocar guitarra, bandolim e violão, está cantando muito bem. Dias está mais maduro como músico e sem aqueles vícios, antigos, que são dispensáveis. Gostei também de ver o Marco BZ (ex-Baseado em Blues) tocando percussão e em vários momentos tocando, com maestria, bateria. Mas o novo baterista (Técio Andrade) não compromete em nada. Ele é bom, tem ótima desenvoltura e segura com dignidade o show. Não poderia deixar de citar também o guitarrista Sergio Velasco com solos marcantes e sem exageros.

Jefferson Gonçalves que um dia foi promessa, agora é uma referência nacional da harmônica. A única insatisfação que tenho em seus shows é quando termina o bis. De tão bom que é as horas são imperceptíveis e fica aquele desejo de quero mais! Valeu Jefferson pelas belas canções de seu disco “Ar puro” e pela gentileza de nos presentear com o clássico “All along the Watchtower” do menestrel Bob Dylan.

Vale informar que: Desde 2001, Jefferson tem feito pesquisas de ritmos nordestinos, encontrando similaridades com gêneros norte-americanos e demonstrando, dessa forma, que a música desconhece barreiras.