julho 17, 2009

Ringo Starr The Best

RINGO STARR
A estrela que não perde o brilho!


Richard Starkey Jr. residia com a mãe, Elsie, e o padrasto, Harry Graves, em um bairro humilde de Liverpool na Inglaterra. Quando era pequeno, passou por vários problemas de saúde, ficando internado três anos em hospitais de Liverpool. Por essa razão, ele acabou ficando atrasado na escola e, aos 15 anos, ainda aprendia a ler e escrever.

Em 1957 Richard Starkey Jr., que ficou conhecido como Ringo Starr, iniciou sua própria banda de skiffle com Eddie Miles, chamada The Eddie Clayton Skiffle Group. Em 1959, juntou-se ao grupo Raving Texans, que tinha como cantor Roy Storm. Posteriormente a banda trocou de nome para Rory Storm and the Hurricanes. Foi nesta época que ele adotou o nome artístico Ringo, por causa dos anéis que usava (ring, em inglês). Essa moda chegou ao Brasil tendo Roberto Carlos e Erasmo Carlos como os maiores ícones, dentre outros artistas que os seguiam.

Os Hurricanes fizeram uma turnê em Hamburgo em 1960, onde Ringo Starr acabou conhecendo os integrantes de outra banda de Liverpool, The Beatles. Este fato foi apenas o início de uma carreira espetacular.

Sir Ringo Starr integrou o maior grupo musical de todos os tempos na história do rock - The Beatles. E isto por si só bastaria, ainda que ele não fosse o grande músico que é.

Nascido em 07 de julho de 1940, Ringo Starr ainda é alvo de discussões ridículas do tipo "nunca foi um grande baterista" ou "sua bateria econômica poderia ter sido feita de forma competente por qualquer outro".

Aí passamos para a história de quem veio primeiro: o ovo ou a galinha? Fato é: os Beatles só conseguiram a fama após Ringo Starr ter assumido as baquetas - será coincidência?A verdade é que Ringo Starr é praticamente um caso único na música popular mundial. Um baterista com carreira solo formal que tem mais de vinte trabalhos lançados após a dissolução dos Beatles, sem contar com os discos ao vivo e DVDs de shows.

Em 1989 criou coragem para encarar turnês bem sucedidas com a sua All Starr Band - uma grande sacada de Ringo - onde se juntou com grandes nomes da nata do rock e com eles divide o palco, os holofotes e a atenção do público.

Nessa situação, Ringo só não deu as caras na América do Sul, mais precisamente no Brasil por incompetência, ignorância e desconhecimento dos nossos produtores. Perdemos formações antológicas da All Starr Band, já que Ringo se apresentou nos últimos anos pelo mundo ao lado de feras como Jack Bruce, Peter Frampton, Gary Brooker, Jim Keltner, Dr. John, Roger Hodgson, Joe Walsh, John Entwhistle, Todd Rundgren, Levon Helm, Greg Lake, Edgar Winter, Hamish Stuart, Colin Hay, Gary Wright dentre outros.

Outra verdade é que o mundo dos negócios, mais precisamente no mundo do rock, sempre foi rodeado de mitos e conceitos pré-estabelecidos que, de certa forma, rotularam de maneira equivocada os predicados dos músicos que realmente construíram a identidade desse estilo musical.

De repente o cara que toca um longo solo de guitarra usando um pedal super moderno, é tratado como melhor em relação ao guitarrista de acordes. Sentado no fundo do palco, o baterista que passa cinco minutos fazendo um solo é sobreposto àquele que acompanha magistralmente sua banda. Porém, quem há de negar que este lhe é superior? O caso do baterista dos Beatles encaixa certinho no que escrevo.

Ringo Starr é um baterista preciso, hábil e extremamente técnico, criou para os Beatles uma sonoridade peculiar, que certa vez fez John Lennon declarar: "Se começo a criar alguma coisa, Ringo sabe exatamente aonde quero ir". George Harrison também declarou que: "Tocar sem Ringo é como dirigir um carro com três rodas”. Paul McCartney também disse: “Ringo é o baterista que mais gosto de tocar”.

Com estilo próprio, Ringo Starr fez com que fosse dada mais importância ao modo como se afinava uma bateria, amortecendo o som dos tambores e subvertendo a forma como eram tocados os compassos compostos. Canhoto e tocando uma bateria para destros, Starr reinventou ao longo de sua carreira um estilo de tocar bateria e não “bater” bateria como muitos bateristas novos falam.

Temos vários bateristas, famosos, que tocam o instrumento por causa do Starr. Poderia listar uma infinidade de nomes, mas isso não vem ao caso. Vale informar que além de tocar bateria, cantar e compor, Ringo toca piano, violão e percussão.

Aguardem que Ringo está preparando novidades para 2009. Recentemente ele apareceu ao lado do amigo Paul MacCartney num concerto beneficente. Tenho certeza que será lançado em grande estilo.

Fiz este artigo apenas para esclarecer algumas coisas do exelente músico que a cada dia me surprende com sua carreira e amor pela música e, também, desejar feliz aniversário ao mestre dos tambores. Vida longa ao melhor baterista de todos os tempos!

Abaixo uma relação de lançamentos de Ringo Starr. Vale ressaltar que tudo que se refere a discografia e até filmografia, dos Beatles e seus integrantes em carreira solo, nunca será completa. Sempre existirão coisas a serem atribuídas. Portanto, se faltar alguma coisa não será nada anormal.

Discografia com os Beatles

LPs

A discografia brasileira começa com capas e seleções de músicas diferentes das versões inglesas e americanas. Os álbuns também possuíam nomes diferentes dos
LPs ingleses e americanos, com exceção de Os reis do Iê Iê Iê (versão igual ao LP inglês chamado A Hard Day's Night).

Beatlemania (1963)
Beatles Again (1964)
Os Reis do Iê, Iê, Iê (1964)
Beatles 65 (1965)
Help! (1965)

A partir de Rubber Soul, a discografia brasileira seguiu os lançamentos ingleses.

Rubber Soul (1966)
Revolver (1966)
Beatles Oldies...but goldie's (1967) - Coletânea
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967)
The Beatles ou Álbum Branco (1968)
Yellow Submarine (1968)
Abbey Road (1969)
Hey Jude (álbum) (1970) - Coletânea
Let it be (1970)
Beatles forever (1972) - Coletânea rara, primeira prensagem, pois a música Penny Lane tem dois erros - parada na música e um erro de rotação, se for da primeira tiragem.
The Beatles 1962/1966 (1973) - Coletânea
The Beatles 1967/1970 (1973) - Coletânea

Em 1975 os primeiros álbuns foram relançados, do mesmo modo que os lançamentos ingleses enquanto os discos Beatlemania, Beatles Again, Beatles 65 foram retirados de circulação. Os outros álbuns foram reeditados e continuaram com mesmo nome e capa - Rubber Soul, Revolver, Sgt Pepper's, The Beatles, Yellow Submarine e Let it be.

Please Please Me (1975)
With the Beatles (1975)
Beatles for Sale (1975)
Help! (1975)

Lançamentos após o término da banda.

The Beatles were born (1975) - LP lançado somente no Brasil
Magical Mystery Tour (1976) - Igual ao lançamento americano de 1967.
The Beatles at Hollywood Bowl (1977) - Igual ao lançamento inglês. Tratava-se de um álbum que juntou shows feitos no Hollywood Bowl de Los Angeles feitos em 1964 e 1965.

Love songs (The Beatles Album) (1977) - Coletânea com baladas
Rarities (capa azul) (1980) - Igual ao lançamento inglês, coletânea de músicas presentes em compactos que não estiverem presentes em nenhum álbum oficial.

Rarities (1980) - Igual ao lançamento americano, idem ao Rarities inglês, só que com seleção de músicas diferente da versão inglesa.
Ballads (1980) - Igual ao lançamento inglês
The Beatles Story (1981) - Igual ao lançamento inglês
20 Greatest Hits (1982) - Coletânea igual ao lançamento inglês
Rock and Roll Music - Coletânea
Reel Music - Coletânea com músicas dos filmes

CDs
Lps que foram relançados em
CDs no final da década de 90.

Please Please Me - Álbum originalmente lançado em 1963.
With the Beatles - Álbum originalmente lançado em 1963.
A Hard Day´s Night - Álbum originalmente lançado em 1964.
Beatles For Sale - Álbum originalmente lançado em 1964.
Help! - Álbum lançado originalmente em 1965.
Rubber Soul - Álbum lançado originalmente em 1965.
Revolver - Álbum lançado originalmente em 1966.
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - Álbum lançado originalmente em 1967.
Magical Mystery Tour - Álbum lançado originalmente em 1976 cujas gravações são de 1967.
The Beatles ou Álbum Branco - Lançado originalmente em 1968.
Yellow Submarine - Álbum lançado originalmente em 1968.
Abbey Road - Álbum lançado originalmente em 1969.
Let It Be - Álbum lançado originalmente em 1970.
The Beatles 1962–1966 - Coletânea Vermelha, álbum lançado originalmente em 1973.
The Beatles 1967–1970 - Coletânea Azul, álbum lançado originalmente em 1973.
Love Songs - Álbum lançado em 1977.

Novos lançamentos, alguns foram lançados em vinil e outros em
CDs

Past Masters: Volume 1 - 1988
Past Masters: Volume 2 - 1988
Live at the BBC - 1994
Anthology 1 - 1995
Anthology 2 - 1996
Anthology 3 - 1996
Yellow Submarine Song track - 1999
1 - 2000
Let it Be... Naked - 2003
Capitol Álbuns - Volume 1 - 2004
Capitol Álbuns - Volume 2 - 2006
Love - 2006

Compactos Brasileiros


Simples
Please please me / From me to you (janeiro/1964)
I Want To Hold Your Hand / She Loves You (março/1964)
Long tall Sally / I call your name (dezembro/1964)
I feel fine / If I fell (abril/1965)
Eight day's a week / Rock and roll music (outubro/1965)
This boy / Ticket to ride (junho/1966)
Michelle / Yesterday (agosto/1966)
Paperback writer /
Rain (dezembro/1966)
Yellow Submarine / Eleanor Rigby (março/1967)
Strawberry Fields Forever / Penny Lane (junho/1967)
All you need is love / Baby you're rich man (agosto/1967)
Hello, Goodbye /
I am the walrus (dezembro/1967)
Lady Madonna / The inner light (abril/1968)
Hey Jude / Revolution (dezembro/1968)
Ob-La-Di, Ob-La-Da / Old brown shoe (dezembro/1968)
Something / Come together (novembro/1969)
Let it Be / You know my name (maio/1970)

Duplos
Twist and shout; Taste of honey / Do you want to know a secret; There's a place (julho/1964)
I want to hold your hand; This boy / She loves you;
Love me do (setembro/1964)
A hard day's night; I should have known better /
Can’t buy me love; And I love her (dezembro/1964)
Help; I'm down / Not a second time; Till there was you (outubro/1965)
Yesterday; Act Naturally / You like me too much; It's only love (junho/1966)
You like me too much; Tell me what you see / Dizzy Miss Lizzy; Yes it is (outubro 1966)
Anna; Chains / Misery; I saw her standing there (julho/1966)
All you need is love ; Baby you're rich man / Penny Lane; Strawberry fields forever (dezembro/1967)
Magical mistery tour; You mother should know / I'm the walrus /
The fool on the hill; flying / Blue Jay way. Este com dois compactos duplos e um encarte que contava a história do filme Magical Mystery Tour. (março/1968)

Lançados em 1975
Em 1975 os compactos, também, foram relançados em 45 rpm.

Love me do / PS I love you
From me to you / Please please me
She loves you / I want to hold your hand
A hard day's night / I should have known better
Can't buy me love / You can't do that
I call your name / Long tall Sally
She's a woman / I feel fine
Rock and roll music / Eight days a week
Help / I'm down
Day Tripper / We can work it out
This boy /
Ticket to ride
Michelle / Yesterday
Papperback writer / Rain
Yellow Submarine / Eleanor Rigby
Strawberry fields forever / Penny Lane
All you need is love / Baby you're rich man
Hello Goodbye / I'm the walrus
Lady Madonna / The inner light
Hey Jude / Revoloution
Ob-la-di, ob-la-da / While my guitar gently weeps
Back in the URSS / Twist and Shout
Something / Come together
The ballad of John and Yoko / Old brown shoe
Get back / Don't let me down
Let it be / You know my name


Carreira solo
Sentimental Journey -
1970
Beaucoup of Blues -
1970
Ringo -
1973
Goodnight Vienna -
1974
Blast From Your Past -
1975
Ringo's Rotogravure -
1976
Ringo IV -
1977
Scouse the Mouse,
1977
Bad Boy -
1978
Stop And Smell The Roses -
1981
Old Wave -
1983
Starr Struck - Best of Ringo Starr Vol. #2 -
1989
Time Takes Time - 1992
Vertical Man -
1998
VH1 Storytellers -
1998
I Want To Be Santa Claus -
1999
The Anthology... So Far -
2001
Ringo Rama -
2003
Tour 2003,
2004 Choose Love - 2005
Liverpool 8 -
2008

Com a All Starr Band
Ringo Starr and His All-Starr Band -
1990.
Ringo Starr and His All Starr Band Volume 2: Live From Montreaux -
1993
Ringo Starr and His third All Starr Band - Volume 1-
1995.
King Biscuit Flower Hour Presents Ringo & His New All Starr Band -
2002
Tour 2003/
2004.
Ringo Starr and Friends -
2006


Filmes importantes que Ringo participou.
A Hard Day's Night (1964) com
Paul McCartney, John Lennon e George Harrison.
Help! (1965) com Paul McCartney, John Lennon e George Harrison.
Magical Mistery Tour (1967) com Paul McCartney, John Lennon e George Harrison.
Candy (1968) com
Marlon Brando, Richard Burton, Walter Matthau e Charles Aznavour.
The Magic Christian (1969) com
Peter Sellers.
Let It Be (1970) com Paul McCartney, John Lennon e George Harrison.
200 Motels (1971) com Frank Zappa.
Blindman (1971)
Born to Boogie (1972)
O Filho de Drácula (1974) com
Harry Nilsson.
Lisztomania (1975)
O Homem das Cavernas (1981) com Barbara Bach e
Dennis Quaid.
Give My Regards to Broadstreet (1984) com
Paul McCartney.

julho 01, 2009

Forfun


Forfun lança seu esperado terceiro disco, Polisenso, composto e gravado ao longo de três anos nos quais, muita coisa aconteceu. Grupo que até então era de adolescentes começaram a tocar seus instrumentos – e que no momento seguinte já saíram correndo atrás de palcos que abrigassem o seu som insolente. Hoje mais maduros, vivem da música. Cresceram com a música e com ela criaram o seu próprio universo, repleto de sons, imagens, cores, idéias, percepções, etc. e tal. Polisenso nasceu de uma viagem. Os quatro rapazes alugaram uma casa no bairro carioca de Botafogo, fizeram as adaptações para montar um estúdio e não saíram mais de lá. Entre leituras, papos, descobertas, audições de discos e infindáveis jams, eles fizeram, entre março de 2007 e fevereiro de 2008, toda a composição e a pré-produção de Polisenso. Estive no estúdio Corredor 5 para conversar com a banda no dia 7 de abril no bairro carioca Leblon. Vejam o que Danilo, Vitor, Rodrigo e Nicolas falaram.

Por Elias Nogueira

- Terceiro disco. Mas é incluído aquele primeiro, que vocês lançaram antes do - Teoria Dinâmica Gastativa produzido por Liminha?

Danilo
- Nós lançamos o primeiro que era independente mesmo! Era nosso primeiro álbum. Abriu muitas portas para nós. Vendíamos em todos os shows que fizemos. Arrumávamos uma banca e vendíamos. Foram umas 3.000 cópias. Tocamos em alguns estados do Brasil. Vendia pela internet também. Isso já tem mais de seis anos.

Vitor
- Teoria Dinâmica Gastativa tem uma peculiaridade. Um pouco mais da metade, ele tem dezesseis faixas, são músicas do primeiro CD. Foi melhorando a qualidade de gravação e os arranjos mudaram um pouco. Teve o detalhe das letras que modificamos alguma coisa.

- Quando o Liminha pegou vocês para trabalhar, deu um impulso na carreira banda.

Danilo
- O Liminha veio somar. Aprendemos muito com ele. Técnicas, gravações... O estúdio Nas Nuvens é maravilhoso, grande tem de tudo. Até o fato de ter feito o selo foi bom demais. Tivemos uma exposição muito boa. Em termos de divulgação, conseguimos alcançar coisas que até então não havíamos conseguido. Nossa música tocou nas rádios e chegamos em, quase, todo o Brasil. Abriu as portas para aumentar o número de shows. A banda vinha numa crescente, internet e tal... A partir daquele momento foi um empurrão muito bom!

Vitor
- Em São Paulo, nunca tocamos em rádio, mas aparecemos muito bem na MTV. Teve uma assessoria de imprensa muito boa. No Rio rolou bastante coisa também! Foi nosso Carro-Chefe.

Nicolas
- Fizemos festivais como, Planeta Atlântico, Festival de Verão de Salvador, Ceará Festival... Podemos mostrar nossa cara para um público grande. Isso nos colocou mais em evidência.

Vitor
- Naquela época, final de 2005 e 2006, aparecemos na grande mídia. Coisa que até então, não havíamos conseguido, em termos de jornais e revistas, revistas eletrônicas. A internet nos ajudou muito. 2007 também foi um ano muito bom pra banda!

- E o Liminha? Como ficou a relação da banda com ele?

Danilo
- Tranqüilo. Na verdade, não teve briga, foi apenas incompatibilidade de tempo.

Vitor
- Idéias também. A banda começou ir para outro lado, prova disso é esse novo disco, fugindo do comum.

Danilo
- Acho que independente disso, ele gravaria também! O Liminha já produziu o Titãs, que cada disco era uma coisa diferente... Em minha opinião foi por causa de tempo. Acho que o interesse do selo era uma coisa, muito, mais focado para um público adolescente e isso já estava ficando desconfortável para nós e queríamos fugir disso. Outra coisa foi que começamos a colocar nas temáticas das músicas coisas mais maduras e tentando fugir do lugar comum. Tentamos fazer com mais conteúdo. E o interesse do selo era uma coisa mais pop. Ele estava produzindo, viajando para o exterior e coincidiu que a banda estava querendo gravar naquele momento e o tempo já estava no final. Então resolvemos gravar sozinhos. Mas está tudo numa boa.

- Teve um hiato de 2005 até 2009, até vocês lançarem novo disco.

Rodrigo
- Incrivelmente, conseguimos nos manter bem! Conseguimos nos segura legal. Fizemos muitos shows! Amadurecemos como banda e ficamos mais velhos. Com isso as idéias mudam.

- Como foi que deu o estalo de lançar disco novo?

Danilo
- Quando lançamos o Teoria Dinâmica Gastativa era uma época de transição, estávamos vindo de faculdade, a galera trabalhava em loja. O pessoal estava se desvencilhando dessas coisas para poder assumir uma carreira artística. Nós não tínhamos esquema de compor, de trabalho...

Vitor
- Foi fundamental para assumir o profissionalismo, quando alugamos uma casa, em Botafogo, no final de 2006. Fizemos um estúdio e marcamos uma rotina durante a semana e nos finais de semanas fazíamos shows e sempre renovávamos o roteiro da apresentação. Durante o intervalo, no disco, conseguimos manter nosso público de uma maneira que enchiam os lugares onde tocávamos.

Rodrigo
- Teve lugares que tocamos mais de quatro meses.

Vitor
- isso mesmo! Mas foi a maneira, que tivemos para dar uma renovada. Lançamos duas músicas novas ao vivo. Foi muito legal.

- Neste tempo, vocês foram convidados a participar de alguns projetos.

Danilo
- Trabalhos no Tributo ao Renato Russo – Renato Russo pra sempre. Inclusive, percebemos que você, Elias, trabalhou nesse dia! Foi muito importante para nossa carreira. Fizemos também uma participação com Charles Brown Jr. Conhecemos o Chorão num desses festivais. Ele escutou nosso som gostou e, nos convidou a fazer uma participação numa composição com eles, em seu último disco. Fizemos arranjos juntos - guitarra, baixo e bateria, nós fizemos mais uma guitarra. Dividimos uma parte da letra com Chorão e parte do arranjo. Foi muito bacana! Fomos para São Paulo gravar com ele. O disco saiu ano passado.

Rodrigo
- Teve o DVD da MTV com quatro bandas.

- Por falar em DVD, qual será a hora do Forfun lançar o seu? Vejo que vocês se apresentaram em festivais que poderia gerar registro em vídeo.

Rodrigo
- Acho que faltava material para fazermos um DVD. Acho muito cedo para isso.

Danilo
- Estamos esperando uma oportunidade, legal, para fazermos um DVD. Precisamos estar bem maduro para tal coisa. O show tem que estar bem amarrado. O último show que fizemos como lançamento do disco no Circo Voador (RJ), dia 28 de março, foi incrível. Estamos amadurecendo a idéia de fazer um DVD. A hora vai chegar.

- Como foi o processo de criação disco? Vocês fazem a letra pensando na música ou ao contrário?

Vitor
- Mais a letra pensando na música. Conforme te falamos, alugamos aquela casa, fizemos a reforma no quarto para se transformar num estúdio. Passou o Carnaval de 2007, nos enfurnamos na casa.

Nicolas
- Tinha um esquema de moradia. Dormíamos por lá.

Vitor
- Nós arrepiamos nas composições, fazendo uma pré-produção, oportunidade que nunca tínhamos tido. Gravamos tudo que vinha a cabeça. As idéias de arranjos, letras, músicas, timbres, incorporando elementos que nunca havíamos usado. Foi tudo troca de idéias. Foi ali que começou a criação do disco. Muita coisa foi mudando até finalizar.

- No inicio, vocês eram uma banda mais direcionada em um segmento de música. Era um rock mais pesado e continua sendo pesado. Polisenso tem uma miscigenação de ritmos. Rock, folk, reggae, latina, funk... Era uma banda adolescente. Como foi que aconteceu essa mudança?

Danilo
- Acho que isso foi em função de nossa maturidade. Coisas de nossas cabeças. Acho que esse lance de alugar a casa nos deu uma dimensão maior para que pudéssemos adquirir influências boas. Descobrimos Os Novos Baianos e são quatro pessoas trazendo e trocando idéias de outras bandas que admiramos e que nos influenciaram de certa maneira. Os Novos Baianos é um exemplo que gostamos e curtimos muito. Eles faziam uma salada de ritmos. Essa era a idéia mesmo. Curtimos muitos ritmos jamaicanos... Esses tipos, de groove, para dançar.

Rodrigo
- Fomos vivenciando os lugares que passamos a freqüentar e fomos para um lado, musical, mais dançante. É a mesma coisa de tempos passados, só que agora estamos com mais experiências e estamos descobrindo coisas boas.

Danilo
- Polisenso é a cara da banda e somos nós sem tirar nem por. Espero que o povo goste. Já estamos com grande receptividade nos shows. Tocamos músicas novas e o pessoal está curtindo bastante. Prova disso foi o show do Circo Voador.

junho 26, 2009

Michael Jackson - Eterno

O Mundo chora a morte do cantor
Michael Jackson


O Rei da música pop e da dança teve parada cardíaca fulminante!

Vítima da própria história, o cantor Michael Jackson, de 50 anos, morreu na tarde desta quinta-feira, após sofrer uma parada cardíaca em Los Angeles (UCLA).

Ele passou mal em sua residência durante à tarde do dia 25 de junho e foi levado para o hospital. O astro recebeu massagens cardíaca para reanimação dentro da ambulância. Exames toxicológicos serão feitos no corpo do artista e um boletim ainda será divulgado com as informações exatas da causa da morte, ocorrida às 14h, horário local (18h em Brasília).

Em declarações à "CNN", Brian Oxman, advogado da família do cantor, admitiu que Michael Jackson possa ter ingerido abusivamente remédios prescritos. Segundo o advogado, Michael estava tomando medicamentos para lesões em uma vértebra e em uma perna, resultado de uma queda no palco durante ensaios para os shows em Londres.

Foram 50 shows agendados, todos em Londres. Os ingressos que no anúncio da turnê custavam cerca de 300 reais, com o esgotamento os ingressos passaram a custar 50 mil reais nas mãos de cambistas.

Um dos maiores nomes da música popular mundial, Michael Joseph Jackson começou sua carreira há mais de quatro décadas, em 1962, no grupo Jackson 5, ao lado dos quatro irmãos. Nascido em 1958 na cidade de Gary, no estado americano de Indiana, ele tinha apenas cinco anos quando despontou para o estrelato ao lado de Jackie, Jermaine, Tito, Marlon. Michael começou a cantar sozinho em 1970, ainda durante as apresentações do Jackson 5.

No fim dos anos 60, o Jackson 5 assinou contrato com a gravadora Motown Records, ícone da música negra americana, baseada em Detroit.

O auge de sua carreira ocorreu em 1982, com o lançamento do álbum Thriller, o mais vendido da História, com 41 milhões de cópias em todo o mundo, sendo 21 milhões nos EUA. Jackson foi um cantor dominante no cenário musical dos anos 80 em todo o mundo e se destacava por suas complexas técnicas de dança, como o robot e o moonwalk. Ele era um dançarino fantástico que fez seguidores até hoje.

Michael Jackson ganhou 13 prêmios Grammy em sua carreira e vendeu cerca de 750 milhões de cópias de álbuns em toda a sua vida.
A famosa dança 'moonwalk' foi revelada em uma apresentação de "Billie Jean" em 1983, no canal de televisão NBC.

Quanto ao lado da vida pessoal do astro, deixo por conta de colegas que são especializados em tal pauta. Mas vale informar que todos falam e falam, mas esquecem que Michael sofreu um acidente que o deixou com queimaduras pelo corpo durante a gravação de uma propaganda da Pepsi chegando a queimar seu rosto e cabelo, com isso, foi obrigado a fazer cirurgia plástica para correção da face.

Como o próprio Michael falou “As pessoas dizem que eu tenho vergonha do que sou, mas esquecem que tenho uma doença na pele e que não tenho como curar. Esses comentários me deixam muito triste”. Michael sofria de Vitiligo que é uma doença caracterizada pela despigmentação da pele, formando manchas acrômicas de bordas bem delimitadas e crescimento centrífugo.

A verdade é que Michael Jackson, agora, faz parte de uma constelação, imaginária, de grandes estrelas como Elvis Presley, John Lennon, George Harrison, Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin que deixaram sua música como herança para seus fãs.

Descanse em paz, Michael!

junho 16, 2009

Afrobrasilis


Depois do sucesso da primeira edição, volta ao Bar Mofo, na Lapa, a festa Afrobrasilis, uma Celebração à Alma Negra das Américas, a influência do continente ancestral na música pop do novo mundo.

AFROBRASILIS (Bandas: Metropolis Trio/PopSambaGroove/Paulo Otávio e DJ Machintal)
Local: Mofo Lapa
Endereço: Av. Mem de Sá, 94
Tel.: 21-2221 9851
Dia: 25 de junho de 2009 (quinta-feira)
Horário: 21h
Ingresso: R$15
Capacidade: 200 pessoas
Classificação etária: 18 anos

Grato pela divulgação.

A nossa reinterpretação urbana da magia da reunião tribal, numa noite de vozes e de estilos diversos. Quatro artistas contemporâneos trazem para o palco sua mistura de samba, soul, blues, hip hop, funk e poesia.

Participarão do evento que acontece dia 25/06, quinta feira, às 21h, DJ Machintal, os cantores Paulo Otávio e Robson Coccaro, com seus projetos Supersoul e Pop Samba Groove e a saxofonista e flautista Monica Avila com seu Metropolis Trio.

Monica Ávila, saxofonista e flautista atuante no mercado, já acompanhou vários cantores e bandas no Brasil e exterior, Metropolis Trio é seu projeto pessoal, no qual procura fazer uma música autoral seja de composição própria, de amigos ou de seus ídolos. È uma música urbana, da cidade, daí a origem do nome. Em sua versão atual, o grupo se compõe de Samantha Rennó (percussão), Pedro Portella (Violão) e Monica Ávila (sax, flauta e vocal).

O cantor Robson Coccaro vive entre Rio e Miami. Lá seu projeto Pop Samba Groove é um encontro panamericano de vozes, as vozes de um cantor brasileiro e de uma cantora americana e do swing de músicos brasileiros e latinos. Abriu shows para grandes nomes da música internacional, dentre elas a diva do soul Dionne Warwick e apresentou-se para o renomado produtor Quincy Jones. A banda carioca é formada por Jary Amorim (violão e arranjos), Gustavo Quintela (piano),
Rodrigo Ferreira (baixo), Elly Werneck (bateria) e Monica Ávila (sax alto). No repertório releituras do cancioneiro brazuza, exaltando a obra de grandes nomes da MPB, dentre eles: Jorge Benjor, Djavan, Gilberto Gil e Luiz Melodia.

O cantor e compositor, gaúcho, Paulo Otávio vive no Rio desde setembro de 2000. Sua trajetória independente inclui a produção de 3 CDs, passagens por Portugal e EUA, show ao lado da bateria da Mangueira e atuações em espetáculos de música erudita, destacando sua performance na ópera o “Barbeiro de Sevilha” e montagem pra cantata popular “Cantos Afro brasileiros” com textos de Vinicius de Morais, arranjos de Guerra Peixe e música de Baden Powel. Seu mais recente álbum “Supersoul” é um tributo a sonoridade da soul music brasileira dos anos 70, recebendo bons espaços na mídia especializada. Paulo Otávio vem acompanhado por músico do mais alto calibre, integrantes de sua big band formada por: Ed Santos (guitarra), Gustavo Garcia (Baixo), Pexi (Bateria), Anderson Cardozo (teclados), Gilson de Oliveira (trompete), Leo Bernardo (sax) e Índio Kanoa (trombone).

Além de DJ, Machintal é grafiteiro e produtor musical. Têm uma vasta experiência em criação de beats, trilhas para curtas, teatro e performance. Engajado em projetos que unem música, literatura, dança e graffiti. Acompanha o rapper Deleve em shows pelo Brasil afora. Seu set transita entre a Black music e a música brasileira, criando uma atmosfera rica e única. No currículo passagens por Berlim, Rotterdam, além das principais casas do Rio de Janeiro.

O evento começa as 21h30, com show de abertura do Metropolis Trio, as 22h30 Robson Coccaro e o Pop Samba Groove sobem ao palco com encerramento ficando a cargo de Paulo Otavio e banda Supersoul, nos intervalos discotecagem do DJ Machintal que promete botar a galera pra dançar e celebrar até o sol raiar.

maio 29, 2009

Autoramas na Argentina em Junho!
Oi galera já estamos em contagem regressiva para nossa partida para a Argentina, mais especificamente, Buenos Aires, onde iremos tocar juntos com Guachass do Uruguay no The Roxy Live Bar que fica logo ali em Palermo.
Esperamos todos vocês por lá. The Roxy Live BarJueves, 04 de Junio, 23hs@ The Roxy Live Bar -Niceto Vega 5542, Palermo, Capital Federal - Entradas anticipadas $15 puerta $20.


Abraços e Beijos.RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRock!!!http://www.myspace.com/autoramashttp://www.autoramasrock.com.br/http://www.tramavirtual.com.br/autoramasEm Buenos Aires sempre nos hospedamos com apoio dehttp://www.ostinatto.com/



Bacalhau

maio 06, 2009

Bia Sion

Jazz levado a sério

Cantora e atriz, Bia Sion, transporta para disco show realizado em 2005


Por Elias Nogueira


“A Levada do Jazz” é o disco lançado e idealizado pela cantora/atriz Bia Sion com o repertório do show realizado em 2005 e levado aos palcos a partir de 2006. O espetáculo desta atriz/cantora foi prestigiado por um público animadíssimo e por amigos especiais. Dirigido por Anselmo Vasconcellos que animou as noites do Leblon e por onde passou durante alguns meses.
- O Show vem sendo realizado desde 2005, até hoje, em diversos lugares. Faço quando posso, é uma diversão pra mim. Adoro cantar Jazz! Em 2007 ganhei uma grana trabalhando como locutora e resolvi investir no CD, para mostrar meu trabalho para as pessoas, divulgar e curti.

Na verdade, Bia Sion escondia seu lado de cantora e mostrava, ao público, somente o lado de atriz. Mas agora, mostra seus dotes de cantora para o público.
- Sempre cantei, toco violão, componho, escrevo, produzo e sou atriz porque é a profissão que abracei e amo. Sou cantora, também, e agora estou assumindo isso com um produto idealizado pelo meu gosto musical.

Amante do jazz e do swing, herança que vem de família, Bia acabou achando no músico Dodô Ferreira à direção musical que necessitava para seu show e naturalmente isso se reflete no CD de estúdio gravado, sem estresse, em 2008 - teve a produção musical de Marcelo Alonso Neves.

Rodeada de músicos maravilhosos - Marco Tommaso (piano), Adriano Souza (piano) e João Cortez (bateria), além de canjas impagáveis de seu primo Roberto Sion (sax) e do excelente David Ganc (flauta), Bia Sion mostra que não veio para de brincar.
- O David, nós estudamos no mesmo colégio, ele era um pouco mais velho. Mas quem o convidou para tocar no CD foi o Dodô Ferreira. Eu adorei.

No CD você o ouvinte poderá conferir clássicos de George & Ira Gershwin, Cole Porter, Hart & Rodgers...
- Faz parte do repertório do show. Eu escolhi com o Dodô Ferreira que é o diretor musical, arranjador e contrabaixista.
O disco era para ter 11 faixas, mas, quando nasceu o selo Discobertas – do produtor Marcelo Fróes, Bia comentou sobre seu projeto oculto. O produtor estava fazendo uma coletânea all-star com brasileiros interpretando canções de George Gershwin. Prontamente Bia foi convidada a participar e estrearia em disco, muito bem acompanhada, ao lado de nomes como Ângela Ro Ro, Leny Andrade, Cida Moreira, Nara Leão, Renato Russo e Cauby Peixoto, dentre outros. E foi assim que nasceu a 12ª faixa.
- Adoro todas as canções, são todas lindas e especiais.

Bia e sua banda gravaram “But Not For Me” para a coletânea “George Gershwin: Letra & Música”, lançada pelo mesmo selo, em novembro de 2008 e, naturalmente a faixa encontrou lugar também no CD solo da cantora – que agora entrou nos planos da gravadora.

Faltava um projeto gráfico à altura do repertório. Marisa Alvarez Lima apostou e fez as fotos, e não tardou muito para que o designer David Amiel desse o toque que o disco merecia. “A Levada do Jazz” nasce com o mesmo zelo e carinho com que foi gerado por todos que participaram.

maio 04, 2009

Hyldon - Soul Brasileiro

Hyldon & Banda temporada em Botafogo

Hyldon, um dos primórdios da Soul Music nacional, escolheu o Cinemathèque para lançamento oficial do novo show “Soul Brasileiro”. Autor de sucessos como “Na rua, na chuva, na fazenda”, "As Dores do Mundo”, “Velhos Camaradas”, ”Na sombra de uma árvore” e “Estão dizendopor aí”, gravou o novo disco com participações de 35 convidados, como Chico Buarque, Carlinhos Brown, Zeca Baleiro, Frejat, JorgeVercilo dentre outros.
Vale ressaltar que este disco está na lista da Revista Rolling Stone entre os 25 melhores discos do ano.
Para balançar o esqueleto da galera, o cantor resolveu colocar no repertório, pérolas do Soul Brazuca, com sucessos de Tim Maia, Cassiano, Bebeto, Carlinhos Brown, Sandra de Sá, Jorge Benjor, Sullivan.
Serão quatro noites inesquecíveis. Hyldon é a senha para viajar na história da Soul Music Brasileira e suas várias tendências. Samba, Soul, Samba Funk, Samba Rock, Funk, Baladas, Rap, Hip Hop.
Hyldon & Banda Samba Soul estarão quebrando tudo e em cada noite sempre a participação de um convidado especial: dia 7 MC Catra, dia 14 Bebeto, dia 21 Sullivan, dia 28 Carlos Dafé. MC Marechal abre os trabalhos e depois do show a festa segue com a discotecagem soul do DJ Zé Octavio.
Não perca todo o swing de Hyldon no Cinemathèque, um dos lugares preferidos para quem gosta de se divertir ouvindo a Old School e as novas tendências da música feita no Brasil. Perfeito pra ouvir, dançar e cantar um som da pesada, como diria o saudoso Big Boy.

CinemathèqueRua Voluntários da Pátria, 53 - BotafogoRio de Janeiro / RJTel.: (21) 2266-1218 (dia) e 2286-5731 (noite) Casa sujeita à lotação. Horário 22h

abril 15, 2009

A voz da hora!

Pintando e Bordando’ é o segundo disco da cantora, cearense, Lúcia Menezes com produção de José Milton e arranjos de Cristovão Bastos e João Lyra. Neste CD Lucia expõe a diversidade de estilos em canções onde a unidade é a sua voz e interpretação. Lúcia Menezes pesquisou o repertório por dois anos para concretizar o disco. Aglutinou canções antigas e novas que são representativas e recém descobertas. Com jeito peculiar de interpretar e personalidade total, a cantora vem mostrar para o público, maior, agora para o país inteiro, porque foi considerada uma promessa que virou realidade. Lúcia está pronta para despontar no Brasil e mundo afora. O interessante é que, ao escutar a sua voz, você a identifica como Lúcia Menezes. Digo isso porque, atualmente, existe várias cantoras que não se consegue, através de audição, identificá-las chegando a confundi-las com diferentes vozes. Uma parece Gal Costa, outra Ivete Sangalo, outra Ana Carolina... No caso dela não se aplica. Com sua voz, única, Lúcia vai longe! Em conversa, pude fazer algumas perguntas para conhecer um pouco do seu novo trabalho e carreira. Veja o que ela falou.

Por Elias Nogueira


- Seleção de repertório durou mais de dois anos para ser concretizado. O que mais deu trabalho na escolha?
- O mais difícil foi escolher só 14 músicas para entrar no disco. A princípio, nós tínhamos 90 preferidas, então, você imagina quantas músicas ficaram de fora e como foi difícil selecioná-las! Dava para fazer mais uma porção de discos.

- Ficaram faixas de fora, que você gostaria que estivessem incluídas?
- Sim, claro, algumas, ou melhor, dizendo, muitas! Se citar todas nem caberia neste espaço. Algumas eu espero ainda gravar em outros discos.

- Vejo que as composições, do seu disco, são de nomes consagrados. Você teve autorização pessoal de cada um deles? Eles escutaram a sua versão? Opinaram?
- Não, com esses arranjadores, esse estúdio e o José Milton. Não precisamos.

- Quanto tempo você tem de carreira?
- Canto profissionalmente desde 1988, quando ganhei o Festival de Camocim, no Ceará. Entretanto, quem gosta de cantar não espera muito. Aos três anos participei e ganhei um prêmio, "Melhor voz infantil" de Itapipoca - onde nasci. Nesse concurso fui inscrita pela minha mãe, era produção da Radiadora de lá - espécie de rádio comunitária. Cantei em corais, participei da Ópera Nordestina, que só apresentou dois atos por falta de recursos financeiros. Enfim, sempre cantei!

- Pode falar dos outros trabalhos?
- Antes desses dois álbuns, que considero mais profissionais porque foram lançados via gravadoras e com distribuição nacional - Kuarup no primeiro e este pela Som Livre. Fiz três discos independentes no Ceará que ficaram com distribuição somente no Estado – Divina comédia humana de 1991 em vinil, Lucinha Menezes ao vivo com repertório da Carmen Miranda em 1996 e Lúcia Menezes de 2005.


- Produzido por José Milton e arranjos com a assinatura de Cristovão Bastos e João Lyra. Como foi trabalhar com eles?
- Já havia gravado com eles no disco Lúcia Menezes que fiz em 2005. São maravilhosos, grandes profissionais e pessoas lindas! Gostaria sempre de trabalhar com eles. O José Milton é meu Mago!

- Sendo o segundo disco, qual o diferencial para o primeiro?
- No que se refere à qualidade e repertório acho que está parecido. No sentido de bem trabalhado, bem gravado, bem arranjado, e bem produzido. Nas relações pessoais foi muito melhor, pois com o tempo, ganhamos confiança e liberdade mútua. Agora, já somos amigos!

- Rio, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte.... Haverá shows de lançamento?
- Faremos shows no Rio ainda em abril, se Deus quiser! São Paulo, logo a seguir. No Rio de Janeiro temos marcados dois pocket shows - 30 de abril na Livraria Saraiva do Shopping Rio Sul e no dia 15 de junho na Modern Sound. Mas estamos fechando também temporada em outros lugares, para um público maior. Fortaleza, minha cidade, será logo depois, seguida de Curitiba, Belo Horizonte e Brasília.



Faixa a faixa

Presente de Iemanjá (João Lyra / Paulo César Pinheiro) - canção inédita feita especialmente para o disco, traz o ritmo indígena toré – cantos sagrados que desenvolve nos índios o amor, a união e a força para sustentar sua cultura.

Chazinho com biscoito (Vander Lee) - Lúcia ouviu este samba no disco do próprio Vander, se identificou logo com ele e aprendeu a cantar sem compromisso. Sua interpretação remete à melhor escola de Carmem Miranda.

Estátua da paciência (Noel Rosa / Jerônimo Cabral) - o fox trote pouco conhecido de Noel Rosa e Jerônimo Cabral é, segundo Lúcia, musicalmente diferente de tudo que Noel fez, mas a letra tem tudo a ver com ele. Foi gravada uma única vez pelo grupo Coisas Nossas na coleção completa de sua obra lançada pela gravadora Velas em 1983, onde a cantora a descobriu.

Os grilos são astros (Rosinha de Valença) - uma canção lenta com influências rurais que traz a delicadeza na música e na letra. É bastante conhecida pela interpretação da própria Rosinha.

Terral (Ednardo) - esta canção com acentos do maracatu cearense remete à Lúcia o sentimento de saudade do Ceará, sua terra natal. O filho Artur Menezes, também cearense e músico, participa tocando guitarra.

Uva de caminhão (Assis Valente) - samba bem conhecido na interpretação de Carmem Miranda. E, como Lúcia é apaixonada por Carmem e por Assis Valente, recheia o disco com charme e graciosidade.

Menino de roça (João Bá / Dercio Marques) - este baião só foi gravado por João Bá e apresentado a Lúcia pelo próprio autor.

Nem ouro, nem prata (Ruy Maurity / José Jorge J.B. de Carvalho / Júlio José do Nascimento) – o ponto de terreiro é recordação de adolescência de Lúcia. Quando o redescobriu num disco de Ruy Maurity encontrado como raridade num sebo, a música lhe voltou à memória com muita alegria.

Palavra doce (Mario Travassos) - este samba, gravado por Mario Reis em 1963, já estava completamente esquecido e foi trazido para o disco por José Milton. Sua gravação só foi possível após a única sobrinha do autor registrar a música e liberá-la.

No cordão da saideira (Edu Lobo) - o frevo de bloco tem o sabor do início da adolescência em Fortaleza e lembra Nara Leão, outra paixão de Lúcia, que o gravou tão lindamente.

Samba do grande amor (Chico Buarque) - este samba a enlouqueceu desde que ouviu pela primeira vez e escolheu porque estava bem próxima dele no momento da definição do repertório. Já foi gravado por grandes intérpretes da MPB, cada um com uma interpretação própria e marcante.

Mangaratiba (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira) - xote que fez muito sucesso no Ceará e era bem conhecido de toda a família. Hoje, morando no Rio de Janeiro, Lúcia passa alguns fins-de-semana no município de Mangaratiba, próximo à capital. Gravou-o em homenagem aos vários amigos que encontrou por lá.

Viola cantadora (Marcelo Tupynambá) - esta cantiga de viola é outra música que Lúcia canta desde criança, quando faltava energia em Fortaleza e, então, a família se reunia na varanda e rolava a cantoria.

Os profissionais (Belchior) - um rock com levada country tão importante nos anos 60, que, 40 anos depois, ainda faz um resumo daquele movimento. O filho Artur Menezes participa novamente com o violão slide e a guitarra brincando entre eles.


Fotos: Leonardo Aversa

abril 13, 2009

Show do cantor e compositor gaúcho Paulo Otávio, no Cotton Club Café, com participação especial da cantora Alexandra Scotti, acompanhado de Guilheme Munhoz (carron) e João Arruda (violão) , apresentando versões acústicas de canções de mais recente CD "Supersoul", que resgata a sonoridade da soul music produzida no Brasil nos anos 70. No repertório, inéditas, como "Muito mais", "Samba Funk" e "Se eu quiser", além de clássicos da soul music, como "Cruisin", de Smokey Robinson, "Descobridor dos sete mares", de Tim Maia e "Olhos Coloridos" sucesso na voz de Sandra de Sá.


O Cotton Club Café fica no Posto Seis em Copacabana, reduto da MPB. Por lá já passaram nomes como Ângela RôRô, Altamiro Carrilho, Tito Madi, João Donato, Claudia Telles e Cris Dellano.

Show: Do cantor e compositor Paulo Otávio com participação especial da cantora Alexandra Scotti.
Local: Cotton Club Café – Av. Atlântica, 4240 - Copacabana
Reservas: 21-2227-5404 – 3259-2650
Dia: 17 de abril - sexta feira
Horário: 20h
Ingresso: R$16
Capacidade: 80 pessoas

*Após as 21h acesso pelo Hotel Sofitel ou pelo estacionamento do shopping Cassino Atlântico. Serviço com drinks especiais e cozinha caprichosa, como opção á seus clientes, aberto de terça a domingo, apresenta shows de quarta a domingo, á partir das 20h.


Paulo Otávio
Natural de Porto Alegre, Paulo Otávio cresceu em Montenegro (RS), iniciando sua trajetória em 1984, como cantor, compositor e instrumentista, participando de festivais na capital, litoral e interior do estado.

Formou as bandas "Sobrecarga" e "Paulo Otávio e os Metralhas", lançando em 1996 seu primeiro trabalho em CD, produção independente que rendeu bons espaços na mídia, com o clipe da música "Louco por você", exibido por diversas emissoras de televisão.

Nascido numa família de aristas, sobrinho do diretor teatral Antônio Abujamra, do ator Zé Vitor Castiel e do músico e ator André Abujamra, aprendeu em casa o gosto pela arte. Em busca de novos desafios, no ano de 1998 mudou-se para Hollywood, na Califórnia, onde teve a oportunidade de estudar e acrescentar conhecimentos à sua formação.

Nos Estados Unidos logo teve seu trabalho reconhecido, atuando ao lado de grandes nomes da música internacional, como o guitarrista Gilby Clarke (ex-Guns n’ Roses), o baterista Eric Singer (Kiss), o tecladista Rique Pantoja e o trompetista Harry Kim, arranjador e músico da banda de Phil Colllins.

De volta ao Brasil, atuou em espetáculos de música erudita, interpretando a cantata popular "Cantos afro-brasileiros", com temas de Baden Powel e textos de Vinícius de Morais. Em maio de 2000 participou da ópera o "Barbeiro de Sevilha", realizada no teatro São Pedro, em Porto Alegre, com direção de Valter Neiva e regência do maestro Lutero Rodrigues, membro da Academia Brasileira de Música.

Em setembro de 2001, apresentou ao lado da bateria da Mangueira o show "O samba é funk", que foi o embrião da sonoridade atual que mistura música popular brasileira e música negra americana. Em 2003, lançou o CD "Acreditar faz bem", trabalho autoral gravado entre Brasil e Estados Unidos que contou com a participação de músicos de diversos países e estados brasileiros.

Desde setembro de 2007 vivendo no Rio de janeiro, o artísta não esconde seu amor pela cidade e acaba de lançar seu terceiro trabalho em cd ”Supersoul”, que resgata a sonoridade da soul music produzida no Brasil no final dos anos 70, misturando influencias do funk americano, com o balanço e o swing do música brasileira.

Alexandra Scotti
Desde pequena, a cantora e compositora gaúcha Alexandra Scotti, natural de Caxias do Sul (RS), parece ter encontrado na música sua grande forma de expressão.

A ligação com a música aconteceu em 1993, meses depois de regressar de um intercâmbio cultural nos Estados Unidos. Na época, cursando as faculdades de Letras e Artes Cênicas em Porto Alegre, Alexandra Scotti foi convidada a ingressar na banda Fróide Explica, que unia humor, música e teatro. A partir daí, começou a compor
suas próprias canções. Iniciou sua carreira solo em 1995, na cidade de Curitiba, depois de mudar-se com a família para lá.
Seu show de estréia aconteceu no Teatro Paiol em julho de 1995.
Em 1996, formou-se na Faculdade de Letras na PUC de Curitiba.
Em 1996, Alexandra Scotti entrou para a Companhia de Ópera Seca, do polêmico diretor teatral Gerald Thomas. Participou dos espetáculos “Nowhere Man" e “Os reis do iê-iê-iê” viajando por várias cidades brasileiras, ao mesmo tempo em que continuava com seus shows. Permaneceu até 1997.
Em 1998, participou de vários festivais de músicas pelo país.
Na cidade de Alfenas (MG) recebeu o prêmio de “Música mais comunicativa“ com a canção “Rio Grande do Blues“.
Em dezembro, venceu em Tóquio (Japão) o concurso Miss and Mister University International 1998. Esse concurso não visava apenas beleza, mas sim, aptidão artística.
Em 1999, decidida a conquistar um espaço maior com sua música, Alexandra Scotti mudou-se para São Paulo e chamou para tocar em sua banda de músicos gaúchos que lá moravam.
Depois de alguns meses fazendo shows em São Paulo e no sul do Brasil, o selo Alarme Records de Porto Alegre contratou a cantora.
Em 2000, Alexandra Scotti lançou seu primeiro cd intitulado “Amor Brechó“, com 9 canções próprias e uma releitura de “Paixão”, sucesso da dupla gaúcha Kleiton e Kledir.
Em 2001, numa de suas visitas à família em Curitiba, Alexandra Scotti conheceu o produtor musical Nelson Motta numa palestra sobre seu livro Noites Tropicais.
Entusiasmado com o trabalho musical de Alexandra, Nelsinho incentivou a cantora a morar no Rio de Janeiro.
No final de 2001, Alexandra mudou-se para o Rio de Janeiro, onde reside atualmente.

Em 2002, após alguns shows na cidade, Alexandra participou do projeto para novos talentos chamado "Noites Cariocas" apresentado por Nelson Motta. Nessa mesma época, a gravadora EMI interessou-se pelo seu trabalho.

No final de 2002, Alexandra Scotti assina contrato com a EMI e entra em estúdio para a gravação de seu segundo CD.

Suas canções são executadas nas principais rádios do Brasil como Antena 1 e MPB FM (Rio de Janeiro), Eldorado FM e Rádio Cultura
(São Paulo), Itapema FM (rede do sul do Brasil), Rádio Senado (Brasília), Lumen FM e Educativa FM (Curitiba), entre outras.

Atuando também como produtora cultural, idealizou e produziu um festival para novas cantoras chamado “Projeto Gloss – a nova música das mulheres“, que teve sua primeira edição em outubro de 2006 na casa de shows Melt, no Rio de Janeiro.

Atualmente, Alexandra Scotti vem fazendo shows em várias cidades brasileiras e lança em 2007 seu terceiro cd intitulado “Irresistível“, produzido por Luciano Granja.

Além disso, foi convidada para participar da peça infantil "A história do príncipe que nasceu azul" de autoria e direção de Marcelo Aquino.

abril 07, 2009

Big Gilson - Alto astral!

Ontem tive a oportunidade de conferir, em Copacabana, na Modern Sound, o lançamento do disco, Sentenced to Living, do guitarrista Big Gilson. Como sempre, ele deu um show de guitarra mostrando o novo repertório. Com auxilio luxuoso do baixista Pedro Leão e do baterista Gil Eduardo, Gilson despejou tudo que tinha vontade! Eu achei ótimo porque Gilson estava descontraído, tocando mais do que nunca! Como se não bastasse, Big Gilson convidou o Beale Street - Ivan Mariz – guitarrista e Cesar Lago – baixista - neto do famoso, já falecido, ator e compositor Mário Lago, para fazer uma participação. Aliás, o baterista que toca com Big Gilson é também filho de famoso! Gil Eduardo é filho do Erasmo Carlos e, ex-integrante do Blues Etílicos. A noite só tinha que ser ótima! Não é a toa que Big Gilson é tido como – Orgulho nacional do blues.

Prestigiaram o evento pessoas como: Kleber Dias, Otávio Rocha, Big Joe Manfra...