julho 17, 2009

Ringo Starr The Best

RINGO STARR
A estrela que não perde o brilho!


Richard Starkey Jr. residia com a mãe, Elsie, e o padrasto, Harry Graves, em um bairro humilde de Liverpool na Inglaterra. Quando era pequeno, passou por vários problemas de saúde, ficando internado três anos em hospitais de Liverpool. Por essa razão, ele acabou ficando atrasado na escola e, aos 15 anos, ainda aprendia a ler e escrever.

Em 1957 Richard Starkey Jr., que ficou conhecido como Ringo Starr, iniciou sua própria banda de skiffle com Eddie Miles, chamada The Eddie Clayton Skiffle Group. Em 1959, juntou-se ao grupo Raving Texans, que tinha como cantor Roy Storm. Posteriormente a banda trocou de nome para Rory Storm and the Hurricanes. Foi nesta época que ele adotou o nome artístico Ringo, por causa dos anéis que usava (ring, em inglês). Essa moda chegou ao Brasil tendo Roberto Carlos e Erasmo Carlos como os maiores ícones, dentre outros artistas que os seguiam.

Os Hurricanes fizeram uma turnê em Hamburgo em 1960, onde Ringo Starr acabou conhecendo os integrantes de outra banda de Liverpool, The Beatles. Este fato foi apenas o início de uma carreira espetacular.

Sir Ringo Starr integrou o maior grupo musical de todos os tempos na história do rock - The Beatles. E isto por si só bastaria, ainda que ele não fosse o grande músico que é.

Nascido em 07 de julho de 1940, Ringo Starr ainda é alvo de discussões ridículas do tipo "nunca foi um grande baterista" ou "sua bateria econômica poderia ter sido feita de forma competente por qualquer outro".

Aí passamos para a história de quem veio primeiro: o ovo ou a galinha? Fato é: os Beatles só conseguiram a fama após Ringo Starr ter assumido as baquetas - será coincidência?A verdade é que Ringo Starr é praticamente um caso único na música popular mundial. Um baterista com carreira solo formal que tem mais de vinte trabalhos lançados após a dissolução dos Beatles, sem contar com os discos ao vivo e DVDs de shows.

Em 1989 criou coragem para encarar turnês bem sucedidas com a sua All Starr Band - uma grande sacada de Ringo - onde se juntou com grandes nomes da nata do rock e com eles divide o palco, os holofotes e a atenção do público.

Nessa situação, Ringo só não deu as caras na América do Sul, mais precisamente no Brasil por incompetência, ignorância e desconhecimento dos nossos produtores. Perdemos formações antológicas da All Starr Band, já que Ringo se apresentou nos últimos anos pelo mundo ao lado de feras como Jack Bruce, Peter Frampton, Gary Brooker, Jim Keltner, Dr. John, Roger Hodgson, Joe Walsh, John Entwhistle, Todd Rundgren, Levon Helm, Greg Lake, Edgar Winter, Hamish Stuart, Colin Hay, Gary Wright dentre outros.

Outra verdade é que o mundo dos negócios, mais precisamente no mundo do rock, sempre foi rodeado de mitos e conceitos pré-estabelecidos que, de certa forma, rotularam de maneira equivocada os predicados dos músicos que realmente construíram a identidade desse estilo musical.

De repente o cara que toca um longo solo de guitarra usando um pedal super moderno, é tratado como melhor em relação ao guitarrista de acordes. Sentado no fundo do palco, o baterista que passa cinco minutos fazendo um solo é sobreposto àquele que acompanha magistralmente sua banda. Porém, quem há de negar que este lhe é superior? O caso do baterista dos Beatles encaixa certinho no que escrevo.

Ringo Starr é um baterista preciso, hábil e extremamente técnico, criou para os Beatles uma sonoridade peculiar, que certa vez fez John Lennon declarar: "Se começo a criar alguma coisa, Ringo sabe exatamente aonde quero ir". George Harrison também declarou que: "Tocar sem Ringo é como dirigir um carro com três rodas”. Paul McCartney também disse: “Ringo é o baterista que mais gosto de tocar”.

Com estilo próprio, Ringo Starr fez com que fosse dada mais importância ao modo como se afinava uma bateria, amortecendo o som dos tambores e subvertendo a forma como eram tocados os compassos compostos. Canhoto e tocando uma bateria para destros, Starr reinventou ao longo de sua carreira um estilo de tocar bateria e não “bater” bateria como muitos bateristas novos falam.

Temos vários bateristas, famosos, que tocam o instrumento por causa do Starr. Poderia listar uma infinidade de nomes, mas isso não vem ao caso. Vale informar que além de tocar bateria, cantar e compor, Ringo toca piano, violão e percussão.

Aguardem que Ringo está preparando novidades para 2009. Recentemente ele apareceu ao lado do amigo Paul MacCartney num concerto beneficente. Tenho certeza que será lançado em grande estilo.

Fiz este artigo apenas para esclarecer algumas coisas do exelente músico que a cada dia me surprende com sua carreira e amor pela música e, também, desejar feliz aniversário ao mestre dos tambores. Vida longa ao melhor baterista de todos os tempos!

Abaixo uma relação de lançamentos de Ringo Starr. Vale ressaltar que tudo que se refere a discografia e até filmografia, dos Beatles e seus integrantes em carreira solo, nunca será completa. Sempre existirão coisas a serem atribuídas. Portanto, se faltar alguma coisa não será nada anormal.

Discografia com os Beatles

LPs

A discografia brasileira começa com capas e seleções de músicas diferentes das versões inglesas e americanas. Os álbuns também possuíam nomes diferentes dos
LPs ingleses e americanos, com exceção de Os reis do Iê Iê Iê (versão igual ao LP inglês chamado A Hard Day's Night).

Beatlemania (1963)
Beatles Again (1964)
Os Reis do Iê, Iê, Iê (1964)
Beatles 65 (1965)
Help! (1965)

A partir de Rubber Soul, a discografia brasileira seguiu os lançamentos ingleses.

Rubber Soul (1966)
Revolver (1966)
Beatles Oldies...but goldie's (1967) - Coletânea
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967)
The Beatles ou Álbum Branco (1968)
Yellow Submarine (1968)
Abbey Road (1969)
Hey Jude (álbum) (1970) - Coletânea
Let it be (1970)
Beatles forever (1972) - Coletânea rara, primeira prensagem, pois a música Penny Lane tem dois erros - parada na música e um erro de rotação, se for da primeira tiragem.
The Beatles 1962/1966 (1973) - Coletânea
The Beatles 1967/1970 (1973) - Coletânea

Em 1975 os primeiros álbuns foram relançados, do mesmo modo que os lançamentos ingleses enquanto os discos Beatlemania, Beatles Again, Beatles 65 foram retirados de circulação. Os outros álbuns foram reeditados e continuaram com mesmo nome e capa - Rubber Soul, Revolver, Sgt Pepper's, The Beatles, Yellow Submarine e Let it be.

Please Please Me (1975)
With the Beatles (1975)
Beatles for Sale (1975)
Help! (1975)

Lançamentos após o término da banda.

The Beatles were born (1975) - LP lançado somente no Brasil
Magical Mystery Tour (1976) - Igual ao lançamento americano de 1967.
The Beatles at Hollywood Bowl (1977) - Igual ao lançamento inglês. Tratava-se de um álbum que juntou shows feitos no Hollywood Bowl de Los Angeles feitos em 1964 e 1965.

Love songs (The Beatles Album) (1977) - Coletânea com baladas
Rarities (capa azul) (1980) - Igual ao lançamento inglês, coletânea de músicas presentes em compactos que não estiverem presentes em nenhum álbum oficial.

Rarities (1980) - Igual ao lançamento americano, idem ao Rarities inglês, só que com seleção de músicas diferente da versão inglesa.
Ballads (1980) - Igual ao lançamento inglês
The Beatles Story (1981) - Igual ao lançamento inglês
20 Greatest Hits (1982) - Coletânea igual ao lançamento inglês
Rock and Roll Music - Coletânea
Reel Music - Coletânea com músicas dos filmes

CDs
Lps que foram relançados em
CDs no final da década de 90.

Please Please Me - Álbum originalmente lançado em 1963.
With the Beatles - Álbum originalmente lançado em 1963.
A Hard Day´s Night - Álbum originalmente lançado em 1964.
Beatles For Sale - Álbum originalmente lançado em 1964.
Help! - Álbum lançado originalmente em 1965.
Rubber Soul - Álbum lançado originalmente em 1965.
Revolver - Álbum lançado originalmente em 1966.
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - Álbum lançado originalmente em 1967.
Magical Mystery Tour - Álbum lançado originalmente em 1976 cujas gravações são de 1967.
The Beatles ou Álbum Branco - Lançado originalmente em 1968.
Yellow Submarine - Álbum lançado originalmente em 1968.
Abbey Road - Álbum lançado originalmente em 1969.
Let It Be - Álbum lançado originalmente em 1970.
The Beatles 1962–1966 - Coletânea Vermelha, álbum lançado originalmente em 1973.
The Beatles 1967–1970 - Coletânea Azul, álbum lançado originalmente em 1973.
Love Songs - Álbum lançado em 1977.

Novos lançamentos, alguns foram lançados em vinil e outros em
CDs

Past Masters: Volume 1 - 1988
Past Masters: Volume 2 - 1988
Live at the BBC - 1994
Anthology 1 - 1995
Anthology 2 - 1996
Anthology 3 - 1996
Yellow Submarine Song track - 1999
1 - 2000
Let it Be... Naked - 2003
Capitol Álbuns - Volume 1 - 2004
Capitol Álbuns - Volume 2 - 2006
Love - 2006

Compactos Brasileiros


Simples
Please please me / From me to you (janeiro/1964)
I Want To Hold Your Hand / She Loves You (março/1964)
Long tall Sally / I call your name (dezembro/1964)
I feel fine / If I fell (abril/1965)
Eight day's a week / Rock and roll music (outubro/1965)
This boy / Ticket to ride (junho/1966)
Michelle / Yesterday (agosto/1966)
Paperback writer /
Rain (dezembro/1966)
Yellow Submarine / Eleanor Rigby (março/1967)
Strawberry Fields Forever / Penny Lane (junho/1967)
All you need is love / Baby you're rich man (agosto/1967)
Hello, Goodbye /
I am the walrus (dezembro/1967)
Lady Madonna / The inner light (abril/1968)
Hey Jude / Revolution (dezembro/1968)
Ob-La-Di, Ob-La-Da / Old brown shoe (dezembro/1968)
Something / Come together (novembro/1969)
Let it Be / You know my name (maio/1970)

Duplos
Twist and shout; Taste of honey / Do you want to know a secret; There's a place (julho/1964)
I want to hold your hand; This boy / She loves you;
Love me do (setembro/1964)
A hard day's night; I should have known better /
Can’t buy me love; And I love her (dezembro/1964)
Help; I'm down / Not a second time; Till there was you (outubro/1965)
Yesterday; Act Naturally / You like me too much; It's only love (junho/1966)
You like me too much; Tell me what you see / Dizzy Miss Lizzy; Yes it is (outubro 1966)
Anna; Chains / Misery; I saw her standing there (julho/1966)
All you need is love ; Baby you're rich man / Penny Lane; Strawberry fields forever (dezembro/1967)
Magical mistery tour; You mother should know / I'm the walrus /
The fool on the hill; flying / Blue Jay way. Este com dois compactos duplos e um encarte que contava a história do filme Magical Mystery Tour. (março/1968)

Lançados em 1975
Em 1975 os compactos, também, foram relançados em 45 rpm.

Love me do / PS I love you
From me to you / Please please me
She loves you / I want to hold your hand
A hard day's night / I should have known better
Can't buy me love / You can't do that
I call your name / Long tall Sally
She's a woman / I feel fine
Rock and roll music / Eight days a week
Help / I'm down
Day Tripper / We can work it out
This boy /
Ticket to ride
Michelle / Yesterday
Papperback writer / Rain
Yellow Submarine / Eleanor Rigby
Strawberry fields forever / Penny Lane
All you need is love / Baby you're rich man
Hello Goodbye / I'm the walrus
Lady Madonna / The inner light
Hey Jude / Revoloution
Ob-la-di, ob-la-da / While my guitar gently weeps
Back in the URSS / Twist and Shout
Something / Come together
The ballad of John and Yoko / Old brown shoe
Get back / Don't let me down
Let it be / You know my name


Carreira solo
Sentimental Journey -
1970
Beaucoup of Blues -
1970
Ringo -
1973
Goodnight Vienna -
1974
Blast From Your Past -
1975
Ringo's Rotogravure -
1976
Ringo IV -
1977
Scouse the Mouse,
1977
Bad Boy -
1978
Stop And Smell The Roses -
1981
Old Wave -
1983
Starr Struck - Best of Ringo Starr Vol. #2 -
1989
Time Takes Time - 1992
Vertical Man -
1998
VH1 Storytellers -
1998
I Want To Be Santa Claus -
1999
The Anthology... So Far -
2001
Ringo Rama -
2003
Tour 2003,
2004 Choose Love - 2005
Liverpool 8 -
2008

Com a All Starr Band
Ringo Starr and His All-Starr Band -
1990.
Ringo Starr and His All Starr Band Volume 2: Live From Montreaux -
1993
Ringo Starr and His third All Starr Band - Volume 1-
1995.
King Biscuit Flower Hour Presents Ringo & His New All Starr Band -
2002
Tour 2003/
2004.
Ringo Starr and Friends -
2006


Filmes importantes que Ringo participou.
A Hard Day's Night (1964) com
Paul McCartney, John Lennon e George Harrison.
Help! (1965) com Paul McCartney, John Lennon e George Harrison.
Magical Mistery Tour (1967) com Paul McCartney, John Lennon e George Harrison.
Candy (1968) com
Marlon Brando, Richard Burton, Walter Matthau e Charles Aznavour.
The Magic Christian (1969) com
Peter Sellers.
Let It Be (1970) com Paul McCartney, John Lennon e George Harrison.
200 Motels (1971) com Frank Zappa.
Blindman (1971)
Born to Boogie (1972)
O Filho de Drácula (1974) com
Harry Nilsson.
Lisztomania (1975)
O Homem das Cavernas (1981) com Barbara Bach e
Dennis Quaid.
Give My Regards to Broadstreet (1984) com
Paul McCartney.

julho 01, 2009

Forfun


Forfun lança seu esperado terceiro disco, Polisenso, composto e gravado ao longo de três anos nos quais, muita coisa aconteceu. Grupo que até então era de adolescentes começaram a tocar seus instrumentos – e que no momento seguinte já saíram correndo atrás de palcos que abrigassem o seu som insolente. Hoje mais maduros, vivem da música. Cresceram com a música e com ela criaram o seu próprio universo, repleto de sons, imagens, cores, idéias, percepções, etc. e tal. Polisenso nasceu de uma viagem. Os quatro rapazes alugaram uma casa no bairro carioca de Botafogo, fizeram as adaptações para montar um estúdio e não saíram mais de lá. Entre leituras, papos, descobertas, audições de discos e infindáveis jams, eles fizeram, entre março de 2007 e fevereiro de 2008, toda a composição e a pré-produção de Polisenso. Estive no estúdio Corredor 5 para conversar com a banda no dia 7 de abril no bairro carioca Leblon. Vejam o que Danilo, Vitor, Rodrigo e Nicolas falaram.

Por Elias Nogueira

- Terceiro disco. Mas é incluído aquele primeiro, que vocês lançaram antes do - Teoria Dinâmica Gastativa produzido por Liminha?

Danilo
- Nós lançamos o primeiro que era independente mesmo! Era nosso primeiro álbum. Abriu muitas portas para nós. Vendíamos em todos os shows que fizemos. Arrumávamos uma banca e vendíamos. Foram umas 3.000 cópias. Tocamos em alguns estados do Brasil. Vendia pela internet também. Isso já tem mais de seis anos.

Vitor
- Teoria Dinâmica Gastativa tem uma peculiaridade. Um pouco mais da metade, ele tem dezesseis faixas, são músicas do primeiro CD. Foi melhorando a qualidade de gravação e os arranjos mudaram um pouco. Teve o detalhe das letras que modificamos alguma coisa.

- Quando o Liminha pegou vocês para trabalhar, deu um impulso na carreira banda.

Danilo
- O Liminha veio somar. Aprendemos muito com ele. Técnicas, gravações... O estúdio Nas Nuvens é maravilhoso, grande tem de tudo. Até o fato de ter feito o selo foi bom demais. Tivemos uma exposição muito boa. Em termos de divulgação, conseguimos alcançar coisas que até então não havíamos conseguido. Nossa música tocou nas rádios e chegamos em, quase, todo o Brasil. Abriu as portas para aumentar o número de shows. A banda vinha numa crescente, internet e tal... A partir daquele momento foi um empurrão muito bom!

Vitor
- Em São Paulo, nunca tocamos em rádio, mas aparecemos muito bem na MTV. Teve uma assessoria de imprensa muito boa. No Rio rolou bastante coisa também! Foi nosso Carro-Chefe.

Nicolas
- Fizemos festivais como, Planeta Atlântico, Festival de Verão de Salvador, Ceará Festival... Podemos mostrar nossa cara para um público grande. Isso nos colocou mais em evidência.

Vitor
- Naquela época, final de 2005 e 2006, aparecemos na grande mídia. Coisa que até então, não havíamos conseguido, em termos de jornais e revistas, revistas eletrônicas. A internet nos ajudou muito. 2007 também foi um ano muito bom pra banda!

- E o Liminha? Como ficou a relação da banda com ele?

Danilo
- Tranqüilo. Na verdade, não teve briga, foi apenas incompatibilidade de tempo.

Vitor
- Idéias também. A banda começou ir para outro lado, prova disso é esse novo disco, fugindo do comum.

Danilo
- Acho que independente disso, ele gravaria também! O Liminha já produziu o Titãs, que cada disco era uma coisa diferente... Em minha opinião foi por causa de tempo. Acho que o interesse do selo era uma coisa, muito, mais focado para um público adolescente e isso já estava ficando desconfortável para nós e queríamos fugir disso. Outra coisa foi que começamos a colocar nas temáticas das músicas coisas mais maduras e tentando fugir do lugar comum. Tentamos fazer com mais conteúdo. E o interesse do selo era uma coisa mais pop. Ele estava produzindo, viajando para o exterior e coincidiu que a banda estava querendo gravar naquele momento e o tempo já estava no final. Então resolvemos gravar sozinhos. Mas está tudo numa boa.

- Teve um hiato de 2005 até 2009, até vocês lançarem novo disco.

Rodrigo
- Incrivelmente, conseguimos nos manter bem! Conseguimos nos segura legal. Fizemos muitos shows! Amadurecemos como banda e ficamos mais velhos. Com isso as idéias mudam.

- Como foi que deu o estalo de lançar disco novo?

Danilo
- Quando lançamos o Teoria Dinâmica Gastativa era uma época de transição, estávamos vindo de faculdade, a galera trabalhava em loja. O pessoal estava se desvencilhando dessas coisas para poder assumir uma carreira artística. Nós não tínhamos esquema de compor, de trabalho...

Vitor
- Foi fundamental para assumir o profissionalismo, quando alugamos uma casa, em Botafogo, no final de 2006. Fizemos um estúdio e marcamos uma rotina durante a semana e nos finais de semanas fazíamos shows e sempre renovávamos o roteiro da apresentação. Durante o intervalo, no disco, conseguimos manter nosso público de uma maneira que enchiam os lugares onde tocávamos.

Rodrigo
- Teve lugares que tocamos mais de quatro meses.

Vitor
- isso mesmo! Mas foi a maneira, que tivemos para dar uma renovada. Lançamos duas músicas novas ao vivo. Foi muito legal.

- Neste tempo, vocês foram convidados a participar de alguns projetos.

Danilo
- Trabalhos no Tributo ao Renato Russo – Renato Russo pra sempre. Inclusive, percebemos que você, Elias, trabalhou nesse dia! Foi muito importante para nossa carreira. Fizemos também uma participação com Charles Brown Jr. Conhecemos o Chorão num desses festivais. Ele escutou nosso som gostou e, nos convidou a fazer uma participação numa composição com eles, em seu último disco. Fizemos arranjos juntos - guitarra, baixo e bateria, nós fizemos mais uma guitarra. Dividimos uma parte da letra com Chorão e parte do arranjo. Foi muito bacana! Fomos para São Paulo gravar com ele. O disco saiu ano passado.

Rodrigo
- Teve o DVD da MTV com quatro bandas.

- Por falar em DVD, qual será a hora do Forfun lançar o seu? Vejo que vocês se apresentaram em festivais que poderia gerar registro em vídeo.

Rodrigo
- Acho que faltava material para fazermos um DVD. Acho muito cedo para isso.

Danilo
- Estamos esperando uma oportunidade, legal, para fazermos um DVD. Precisamos estar bem maduro para tal coisa. O show tem que estar bem amarrado. O último show que fizemos como lançamento do disco no Circo Voador (RJ), dia 28 de março, foi incrível. Estamos amadurecendo a idéia de fazer um DVD. A hora vai chegar.

- Como foi o processo de criação disco? Vocês fazem a letra pensando na música ou ao contrário?

Vitor
- Mais a letra pensando na música. Conforme te falamos, alugamos aquela casa, fizemos a reforma no quarto para se transformar num estúdio. Passou o Carnaval de 2007, nos enfurnamos na casa.

Nicolas
- Tinha um esquema de moradia. Dormíamos por lá.

Vitor
- Nós arrepiamos nas composições, fazendo uma pré-produção, oportunidade que nunca tínhamos tido. Gravamos tudo que vinha a cabeça. As idéias de arranjos, letras, músicas, timbres, incorporando elementos que nunca havíamos usado. Foi tudo troca de idéias. Foi ali que começou a criação do disco. Muita coisa foi mudando até finalizar.

- No inicio, vocês eram uma banda mais direcionada em um segmento de música. Era um rock mais pesado e continua sendo pesado. Polisenso tem uma miscigenação de ritmos. Rock, folk, reggae, latina, funk... Era uma banda adolescente. Como foi que aconteceu essa mudança?

Danilo
- Acho que isso foi em função de nossa maturidade. Coisas de nossas cabeças. Acho que esse lance de alugar a casa nos deu uma dimensão maior para que pudéssemos adquirir influências boas. Descobrimos Os Novos Baianos e são quatro pessoas trazendo e trocando idéias de outras bandas que admiramos e que nos influenciaram de certa maneira. Os Novos Baianos é um exemplo que gostamos e curtimos muito. Eles faziam uma salada de ritmos. Essa era a idéia mesmo. Curtimos muitos ritmos jamaicanos... Esses tipos, de groove, para dançar.

Rodrigo
- Fomos vivenciando os lugares que passamos a freqüentar e fomos para um lado, musical, mais dançante. É a mesma coisa de tempos passados, só que agora estamos com mais experiências e estamos descobrindo coisas boas.

Danilo
- Polisenso é a cara da banda e somos nós sem tirar nem por. Espero que o povo goste. Já estamos com grande receptividade nos shows. Tocamos músicas novas e o pessoal está curtindo bastante. Prova disso foi o show do Circo Voador.

junho 26, 2009

Michael Jackson - Eterno

O Mundo chora a morte do cantor
Michael Jackson


O Rei da música pop e da dança teve parada cardíaca fulminante!

Vítima da própria história, o cantor Michael Jackson, de 50 anos, morreu na tarde desta quinta-feira, após sofrer uma parada cardíaca em Los Angeles (UCLA).

Ele passou mal em sua residência durante à tarde do dia 25 de junho e foi levado para o hospital. O astro recebeu massagens cardíaca para reanimação dentro da ambulância. Exames toxicológicos serão feitos no corpo do artista e um boletim ainda será divulgado com as informações exatas da causa da morte, ocorrida às 14h, horário local (18h em Brasília).

Em declarações à "CNN", Brian Oxman, advogado da família do cantor, admitiu que Michael Jackson possa ter ingerido abusivamente remédios prescritos. Segundo o advogado, Michael estava tomando medicamentos para lesões em uma vértebra e em uma perna, resultado de uma queda no palco durante ensaios para os shows em Londres.

Foram 50 shows agendados, todos em Londres. Os ingressos que no anúncio da turnê custavam cerca de 300 reais, com o esgotamento os ingressos passaram a custar 50 mil reais nas mãos de cambistas.

Um dos maiores nomes da música popular mundial, Michael Joseph Jackson começou sua carreira há mais de quatro décadas, em 1962, no grupo Jackson 5, ao lado dos quatro irmãos. Nascido em 1958 na cidade de Gary, no estado americano de Indiana, ele tinha apenas cinco anos quando despontou para o estrelato ao lado de Jackie, Jermaine, Tito, Marlon. Michael começou a cantar sozinho em 1970, ainda durante as apresentações do Jackson 5.

No fim dos anos 60, o Jackson 5 assinou contrato com a gravadora Motown Records, ícone da música negra americana, baseada em Detroit.

O auge de sua carreira ocorreu em 1982, com o lançamento do álbum Thriller, o mais vendido da História, com 41 milhões de cópias em todo o mundo, sendo 21 milhões nos EUA. Jackson foi um cantor dominante no cenário musical dos anos 80 em todo o mundo e se destacava por suas complexas técnicas de dança, como o robot e o moonwalk. Ele era um dançarino fantástico que fez seguidores até hoje.

Michael Jackson ganhou 13 prêmios Grammy em sua carreira e vendeu cerca de 750 milhões de cópias de álbuns em toda a sua vida.
A famosa dança 'moonwalk' foi revelada em uma apresentação de "Billie Jean" em 1983, no canal de televisão NBC.

Quanto ao lado da vida pessoal do astro, deixo por conta de colegas que são especializados em tal pauta. Mas vale informar que todos falam e falam, mas esquecem que Michael sofreu um acidente que o deixou com queimaduras pelo corpo durante a gravação de uma propaganda da Pepsi chegando a queimar seu rosto e cabelo, com isso, foi obrigado a fazer cirurgia plástica para correção da face.

Como o próprio Michael falou “As pessoas dizem que eu tenho vergonha do que sou, mas esquecem que tenho uma doença na pele e que não tenho como curar. Esses comentários me deixam muito triste”. Michael sofria de Vitiligo que é uma doença caracterizada pela despigmentação da pele, formando manchas acrômicas de bordas bem delimitadas e crescimento centrífugo.

A verdade é que Michael Jackson, agora, faz parte de uma constelação, imaginária, de grandes estrelas como Elvis Presley, John Lennon, George Harrison, Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin que deixaram sua música como herança para seus fãs.

Descanse em paz, Michael!

junho 16, 2009

Afrobrasilis


Depois do sucesso da primeira edição, volta ao Bar Mofo, na Lapa, a festa Afrobrasilis, uma Celebração à Alma Negra das Américas, a influência do continente ancestral na música pop do novo mundo.

AFROBRASILIS (Bandas: Metropolis Trio/PopSambaGroove/Paulo Otávio e DJ Machintal)
Local: Mofo Lapa
Endereço: Av. Mem de Sá, 94
Tel.: 21-2221 9851
Dia: 25 de junho de 2009 (quinta-feira)
Horário: 21h
Ingresso: R$15
Capacidade: 200 pessoas
Classificação etária: 18 anos

Grato pela divulgação.

A nossa reinterpretação urbana da magia da reunião tribal, numa noite de vozes e de estilos diversos. Quatro artistas contemporâneos trazem para o palco sua mistura de samba, soul, blues, hip hop, funk e poesia.

Participarão do evento que acontece dia 25/06, quinta feira, às 21h, DJ Machintal, os cantores Paulo Otávio e Robson Coccaro, com seus projetos Supersoul e Pop Samba Groove e a saxofonista e flautista Monica Avila com seu Metropolis Trio.

Monica Ávila, saxofonista e flautista atuante no mercado, já acompanhou vários cantores e bandas no Brasil e exterior, Metropolis Trio é seu projeto pessoal, no qual procura fazer uma música autoral seja de composição própria, de amigos ou de seus ídolos. È uma música urbana, da cidade, daí a origem do nome. Em sua versão atual, o grupo se compõe de Samantha Rennó (percussão), Pedro Portella (Violão) e Monica Ávila (sax, flauta e vocal).

O cantor Robson Coccaro vive entre Rio e Miami. Lá seu projeto Pop Samba Groove é um encontro panamericano de vozes, as vozes de um cantor brasileiro e de uma cantora americana e do swing de músicos brasileiros e latinos. Abriu shows para grandes nomes da música internacional, dentre elas a diva do soul Dionne Warwick e apresentou-se para o renomado produtor Quincy Jones. A banda carioca é formada por Jary Amorim (violão e arranjos), Gustavo Quintela (piano),
Rodrigo Ferreira (baixo), Elly Werneck (bateria) e Monica Ávila (sax alto). No repertório releituras do cancioneiro brazuza, exaltando a obra de grandes nomes da MPB, dentre eles: Jorge Benjor, Djavan, Gilberto Gil e Luiz Melodia.

O cantor e compositor, gaúcho, Paulo Otávio vive no Rio desde setembro de 2000. Sua trajetória independente inclui a produção de 3 CDs, passagens por Portugal e EUA, show ao lado da bateria da Mangueira e atuações em espetáculos de música erudita, destacando sua performance na ópera o “Barbeiro de Sevilha” e montagem pra cantata popular “Cantos Afro brasileiros” com textos de Vinicius de Morais, arranjos de Guerra Peixe e música de Baden Powel. Seu mais recente álbum “Supersoul” é um tributo a sonoridade da soul music brasileira dos anos 70, recebendo bons espaços na mídia especializada. Paulo Otávio vem acompanhado por músico do mais alto calibre, integrantes de sua big band formada por: Ed Santos (guitarra), Gustavo Garcia (Baixo), Pexi (Bateria), Anderson Cardozo (teclados), Gilson de Oliveira (trompete), Leo Bernardo (sax) e Índio Kanoa (trombone).

Além de DJ, Machintal é grafiteiro e produtor musical. Têm uma vasta experiência em criação de beats, trilhas para curtas, teatro e performance. Engajado em projetos que unem música, literatura, dança e graffiti. Acompanha o rapper Deleve em shows pelo Brasil afora. Seu set transita entre a Black music e a música brasileira, criando uma atmosfera rica e única. No currículo passagens por Berlim, Rotterdam, além das principais casas do Rio de Janeiro.

O evento começa as 21h30, com show de abertura do Metropolis Trio, as 22h30 Robson Coccaro e o Pop Samba Groove sobem ao palco com encerramento ficando a cargo de Paulo Otavio e banda Supersoul, nos intervalos discotecagem do DJ Machintal que promete botar a galera pra dançar e celebrar até o sol raiar.

maio 29, 2009

Autoramas na Argentina em Junho!
Oi galera já estamos em contagem regressiva para nossa partida para a Argentina, mais especificamente, Buenos Aires, onde iremos tocar juntos com Guachass do Uruguay no The Roxy Live Bar que fica logo ali em Palermo.
Esperamos todos vocês por lá. The Roxy Live BarJueves, 04 de Junio, 23hs@ The Roxy Live Bar -Niceto Vega 5542, Palermo, Capital Federal - Entradas anticipadas $15 puerta $20.


Abraços e Beijos.RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRock!!!http://www.myspace.com/autoramashttp://www.autoramasrock.com.br/http://www.tramavirtual.com.br/autoramasEm Buenos Aires sempre nos hospedamos com apoio dehttp://www.ostinatto.com/



Bacalhau

maio 06, 2009

Bia Sion

Jazz levado a sério

Cantora e atriz, Bia Sion, transporta para disco show realizado em 2005


Por Elias Nogueira


“A Levada do Jazz” é o disco lançado e idealizado pela cantora/atriz Bia Sion com o repertório do show realizado em 2005 e levado aos palcos a partir de 2006. O espetáculo desta atriz/cantora foi prestigiado por um público animadíssimo e por amigos especiais. Dirigido por Anselmo Vasconcellos que animou as noites do Leblon e por onde passou durante alguns meses.
- O Show vem sendo realizado desde 2005, até hoje, em diversos lugares. Faço quando posso, é uma diversão pra mim. Adoro cantar Jazz! Em 2007 ganhei uma grana trabalhando como locutora e resolvi investir no CD, para mostrar meu trabalho para as pessoas, divulgar e curti.

Na verdade, Bia Sion escondia seu lado de cantora e mostrava, ao público, somente o lado de atriz. Mas agora, mostra seus dotes de cantora para o público.
- Sempre cantei, toco violão, componho, escrevo, produzo e sou atriz porque é a profissão que abracei e amo. Sou cantora, também, e agora estou assumindo isso com um produto idealizado pelo meu gosto musical.

Amante do jazz e do swing, herança que vem de família, Bia acabou achando no músico Dodô Ferreira à direção musical que necessitava para seu show e naturalmente isso se reflete no CD de estúdio gravado, sem estresse, em 2008 - teve a produção musical de Marcelo Alonso Neves.

Rodeada de músicos maravilhosos - Marco Tommaso (piano), Adriano Souza (piano) e João Cortez (bateria), além de canjas impagáveis de seu primo Roberto Sion (sax) e do excelente David Ganc (flauta), Bia Sion mostra que não veio para de brincar.
- O David, nós estudamos no mesmo colégio, ele era um pouco mais velho. Mas quem o convidou para tocar no CD foi o Dodô Ferreira. Eu adorei.

No CD você o ouvinte poderá conferir clássicos de George & Ira Gershwin, Cole Porter, Hart & Rodgers...
- Faz parte do repertório do show. Eu escolhi com o Dodô Ferreira que é o diretor musical, arranjador e contrabaixista.
O disco era para ter 11 faixas, mas, quando nasceu o selo Discobertas – do produtor Marcelo Fróes, Bia comentou sobre seu projeto oculto. O produtor estava fazendo uma coletânea all-star com brasileiros interpretando canções de George Gershwin. Prontamente Bia foi convidada a participar e estrearia em disco, muito bem acompanhada, ao lado de nomes como Ângela Ro Ro, Leny Andrade, Cida Moreira, Nara Leão, Renato Russo e Cauby Peixoto, dentre outros. E foi assim que nasceu a 12ª faixa.
- Adoro todas as canções, são todas lindas e especiais.

Bia e sua banda gravaram “But Not For Me” para a coletânea “George Gershwin: Letra & Música”, lançada pelo mesmo selo, em novembro de 2008 e, naturalmente a faixa encontrou lugar também no CD solo da cantora – que agora entrou nos planos da gravadora.

Faltava um projeto gráfico à altura do repertório. Marisa Alvarez Lima apostou e fez as fotos, e não tardou muito para que o designer David Amiel desse o toque que o disco merecia. “A Levada do Jazz” nasce com o mesmo zelo e carinho com que foi gerado por todos que participaram.

maio 04, 2009

Hyldon - Soul Brasileiro

Hyldon & Banda temporada em Botafogo

Hyldon, um dos primórdios da Soul Music nacional, escolheu o Cinemathèque para lançamento oficial do novo show “Soul Brasileiro”. Autor de sucessos como “Na rua, na chuva, na fazenda”, "As Dores do Mundo”, “Velhos Camaradas”, ”Na sombra de uma árvore” e “Estão dizendopor aí”, gravou o novo disco com participações de 35 convidados, como Chico Buarque, Carlinhos Brown, Zeca Baleiro, Frejat, JorgeVercilo dentre outros.
Vale ressaltar que este disco está na lista da Revista Rolling Stone entre os 25 melhores discos do ano.
Para balançar o esqueleto da galera, o cantor resolveu colocar no repertório, pérolas do Soul Brazuca, com sucessos de Tim Maia, Cassiano, Bebeto, Carlinhos Brown, Sandra de Sá, Jorge Benjor, Sullivan.
Serão quatro noites inesquecíveis. Hyldon é a senha para viajar na história da Soul Music Brasileira e suas várias tendências. Samba, Soul, Samba Funk, Samba Rock, Funk, Baladas, Rap, Hip Hop.
Hyldon & Banda Samba Soul estarão quebrando tudo e em cada noite sempre a participação de um convidado especial: dia 7 MC Catra, dia 14 Bebeto, dia 21 Sullivan, dia 28 Carlos Dafé. MC Marechal abre os trabalhos e depois do show a festa segue com a discotecagem soul do DJ Zé Octavio.
Não perca todo o swing de Hyldon no Cinemathèque, um dos lugares preferidos para quem gosta de se divertir ouvindo a Old School e as novas tendências da música feita no Brasil. Perfeito pra ouvir, dançar e cantar um som da pesada, como diria o saudoso Big Boy.

CinemathèqueRua Voluntários da Pátria, 53 - BotafogoRio de Janeiro / RJTel.: (21) 2266-1218 (dia) e 2286-5731 (noite) Casa sujeita à lotação. Horário 22h

abril 15, 2009

A voz da hora!

‘Pintando e Bordando’ é o segundo disco da cantora, cearense, Lúcia Menezes com produção de José Milton e arranjos de Cristovão Bastos e João Lyra. Neste CD Lucia expõe a diversidade de estilos em canções onde a unidade é a sua voz e interpretação. Lúcia Menezes pesquisou o repertório por dois anos para concretizar o disco. Aglutinou canções antigas e novas que são representativas e recém descobertas. Com jeito peculiar de interpretar e personalidade total, a cantora vem mostrar para o público, maior, agora para o país inteiro, porque foi considerada uma promessa que virou realidade. Lúcia está pronta para despontar no Brasil e mundo afora. O interessante é que, ao escutar a sua voz, você a identifica como Lúcia Menezes. Digo isso porque, atualmente, existe várias cantoras que não se consegue, através de audição, identificá-las chegando a confundi-las com diferentes vozes. Uma parece Gal Costa, outra Ivete Sangalo, outra Ana Carolina... No caso dela não se aplica. Com sua voz, única, Lúcia vai longe! Em conversa, pude fazer algumas perguntas para conhecer um pouco do seu novo trabalho e carreira. Veja o que ela falou.

Por Elias Nogueira


- Seleção de repertório durou mais de dois anos para ser concretizado. O que mais deu trabalho na escolha?
- O mais difícil foi escolher só 14 músicas para entrar no disco. A princípio, nós tínhamos 90 preferidas, então, você imagina quantas músicas ficaram de fora e como foi difícil selecioná-las! Dava para fazer mais uma porção de discos.

- Ficaram faixas de fora, que você gostaria que estivessem incluídas?
- Sim, claro, algumas, ou melhor, dizendo, muitas! Se citar todas nem caberia neste espaço. Algumas eu espero ainda gravar em outros discos.

- Vejo que as composições, do seu disco, são de nomes consagrados. Você teve autorização pessoal de cada um deles? Eles escutaram a sua versão? Opinaram?
- Não, com esses arranjadores, esse estúdio e o José Milton. Não precisamos.

- Quanto tempo você tem de carreira?
- Canto profissionalmente desde 1988, quando ganhei o Festival de Camocim, no Ceará. Entretanto, quem gosta de cantar não espera muito. Aos três anos participei e ganhei um prêmio, "Melhor voz infantil" de Itapipoca - onde nasci. Nesse concurso fui inscrita pela minha mãe, era produção da Radiadora de lá - espécie de rádio comunitária. Cantei em corais, participei da Ópera Nordestina, que só apresentou dois atos por falta de recursos financeiros. Enfim, sempre cantei!

- Pode falar dos outros trabalhos?
- Antes desses dois álbuns, que considero mais profissionais porque foram lançados via gravadoras e com distribuição nacional - Kuarup no primeiro e este pela Som Livre. Fiz três discos independentes no Ceará que ficaram com distribuição somente no Estado – Divina comédia humana de 1991 em vinil, Lucinha Menezes ao vivo com repertório da Carmen Miranda em 1996 e Lúcia Menezes de 2005.


- Produzido por José Milton e arranjos com a assinatura de Cristovão Bastos e João Lyra. Como foi trabalhar com eles?
- Já havia gravado com eles no disco Lúcia Menezes que fiz em 2005. São maravilhosos, grandes profissionais e pessoas lindas! Gostaria sempre de trabalhar com eles. O José Milton é meu Mago!

- Sendo o segundo disco, qual o diferencial para o primeiro?
- No que se refere à qualidade e repertório acho que está parecido. No sentido de bem trabalhado, bem gravado, bem arranjado, e bem produzido. Nas relações pessoais foi muito melhor, pois com o tempo, ganhamos confiança e liberdade mútua. Agora, já somos amigos!

- Rio, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte.... Haverá shows de lançamento?
- Faremos shows no Rio ainda em abril, se Deus quiser! São Paulo, logo a seguir. No Rio de Janeiro temos marcados dois pocket shows - 30 de abril na Livraria Saraiva do Shopping Rio Sul e no dia 15 de junho na Modern Sound. Mas estamos fechando também temporada em outros lugares, para um público maior. Fortaleza, minha cidade, será logo depois, seguida de Curitiba, Belo Horizonte e Brasília.



Faixa a faixa

Presente de Iemanjá (João Lyra / Paulo César Pinheiro) - canção inédita feita especialmente para o disco, traz o ritmo indígena toré – cantos sagrados que desenvolve nos índios o amor, a união e a força para sustentar sua cultura.

Chazinho com biscoito (Vander Lee) - Lúcia ouviu este samba no disco do próprio Vander, se identificou logo com ele e aprendeu a cantar sem compromisso. Sua interpretação remete à melhor escola de Carmem Miranda.

Estátua da paciência (Noel Rosa / Jerônimo Cabral) - o fox trote pouco conhecido de Noel Rosa e Jerônimo Cabral é, segundo Lúcia, musicalmente diferente de tudo que Noel fez, mas a letra tem tudo a ver com ele. Foi gravada uma única vez pelo grupo Coisas Nossas na coleção completa de sua obra lançada pela gravadora Velas em 1983, onde a cantora a descobriu.

Os grilos são astros (Rosinha de Valença) - uma canção lenta com influências rurais que traz a delicadeza na música e na letra. É bastante conhecida pela interpretação da própria Rosinha.

Terral (Ednardo) - esta canção com acentos do maracatu cearense remete à Lúcia o sentimento de saudade do Ceará, sua terra natal. O filho Artur Menezes, também cearense e músico, participa tocando guitarra.

Uva de caminhão (Assis Valente) - samba bem conhecido na interpretação de Carmem Miranda. E, como Lúcia é apaixonada por Carmem e por Assis Valente, recheia o disco com charme e graciosidade.

Menino de roça (João Bá / Dercio Marques) - este baião só foi gravado por João Bá e apresentado a Lúcia pelo próprio autor.

Nem ouro, nem prata (Ruy Maurity / José Jorge J.B. de Carvalho / Júlio José do Nascimento) – o ponto de terreiro é recordação de adolescência de Lúcia. Quando o redescobriu num disco de Ruy Maurity encontrado como raridade num sebo, a música lhe voltou à memória com muita alegria.

Palavra doce (Mario Travassos) - este samba, gravado por Mario Reis em 1963, já estava completamente esquecido e foi trazido para o disco por José Milton. Sua gravação só foi possível após a única sobrinha do autor registrar a música e liberá-la.

No cordão da saideira (Edu Lobo) - o frevo de bloco tem o sabor do início da adolescência em Fortaleza e lembra Nara Leão, outra paixão de Lúcia, que o gravou tão lindamente.

Samba do grande amor (Chico Buarque) - este samba a enlouqueceu desde que ouviu pela primeira vez e escolheu porque estava bem próxima dele no momento da definição do repertório. Já foi gravado por grandes intérpretes da MPB, cada um com uma interpretação própria e marcante.

Mangaratiba (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira) - xote que fez muito sucesso no Ceará e era bem conhecido de toda a família. Hoje, morando no Rio de Janeiro, Lúcia passa alguns fins-de-semana no município de Mangaratiba, próximo à capital. Gravou-o em homenagem aos vários amigos que encontrou por lá.

Viola cantadora (Marcelo Tupynambá) - esta cantiga de viola é outra música que Lúcia canta desde criança, quando faltava energia em Fortaleza e, então, a família se reunia na varanda e rolava a cantoria.

Os profissionais (Belchior) - um rock com levada country tão importante nos anos 60, que, 40 anos depois, ainda faz um resumo daquele movimento. O filho Artur Menezes participa novamente com o violão slide e a guitarra brincando entre eles.


Fotos: Leonardo Aversa

abril 13, 2009

Show do cantor e compositor gaúcho Paulo Otávio, no Cotton Club Café, com participação especial da cantora Alexandra Scotti, acompanhado de Guilheme Munhoz (carron) e João Arruda (violão) , apresentando versões acústicas de canções de mais recente CD "Supersoul", que resgata a sonoridade da soul music produzida no Brasil nos anos 70. No repertório, inéditas, como "Muito mais", "Samba Funk" e "Se eu quiser", além de clássicos da soul music, como "Cruisin", de Smokey Robinson, "Descobridor dos sete mares", de Tim Maia e "Olhos Coloridos" sucesso na voz de Sandra de Sá.


O Cotton Club Café fica no Posto Seis em Copacabana, reduto da MPB. Por lá já passaram nomes como Ângela RôRô, Altamiro Carrilho, Tito Madi, João Donato, Claudia Telles e Cris Dellano.

Show: Do cantor e compositor Paulo Otávio com participação especial da cantora Alexandra Scotti.
Local: Cotton Club Café – Av. Atlântica, 4240 - Copacabana
Reservas: 21-2227-5404 – 3259-2650
Dia: 17 de abril - sexta feira
Horário: 20h
Ingresso: R$16
Capacidade: 80 pessoas

*Após as 21h acesso pelo Hotel Sofitel ou pelo estacionamento do shopping Cassino Atlântico. Serviço com drinks especiais e cozinha caprichosa, como opção á seus clientes, aberto de terça a domingo, apresenta shows de quarta a domingo, á partir das 20h.


Paulo Otávio
Natural de Porto Alegre, Paulo Otávio cresceu em Montenegro (RS), iniciando sua trajetória em 1984, como cantor, compositor e instrumentista, participando de festivais na capital, litoral e interior do estado.

Formou as bandas "Sobrecarga" e "Paulo Otávio e os Metralhas", lançando em 1996 seu primeiro trabalho em CD, produção independente que rendeu bons espaços na mídia, com o clipe da música "Louco por você", exibido por diversas emissoras de televisão.

Nascido numa família de aristas, sobrinho do diretor teatral Antônio Abujamra, do ator Zé Vitor Castiel e do músico e ator André Abujamra, aprendeu em casa o gosto pela arte. Em busca de novos desafios, no ano de 1998 mudou-se para Hollywood, na Califórnia, onde teve a oportunidade de estudar e acrescentar conhecimentos à sua formação.

Nos Estados Unidos logo teve seu trabalho reconhecido, atuando ao lado de grandes nomes da música internacional, como o guitarrista Gilby Clarke (ex-Guns n’ Roses), o baterista Eric Singer (Kiss), o tecladista Rique Pantoja e o trompetista Harry Kim, arranjador e músico da banda de Phil Colllins.

De volta ao Brasil, atuou em espetáculos de música erudita, interpretando a cantata popular "Cantos afro-brasileiros", com temas de Baden Powel e textos de Vinícius de Morais. Em maio de 2000 participou da ópera o "Barbeiro de Sevilha", realizada no teatro São Pedro, em Porto Alegre, com direção de Valter Neiva e regência do maestro Lutero Rodrigues, membro da Academia Brasileira de Música.

Em setembro de 2001, apresentou ao lado da bateria da Mangueira o show "O samba é funk", que foi o embrião da sonoridade atual que mistura música popular brasileira e música negra americana. Em 2003, lançou o CD "Acreditar faz bem", trabalho autoral gravado entre Brasil e Estados Unidos que contou com a participação de músicos de diversos países e estados brasileiros.

Desde setembro de 2007 vivendo no Rio de janeiro, o artísta não esconde seu amor pela cidade e acaba de lançar seu terceiro trabalho em cd ”Supersoul”, que resgata a sonoridade da soul music produzida no Brasil no final dos anos 70, misturando influencias do funk americano, com o balanço e o swing do música brasileira.

Alexandra Scotti
Desde pequena, a cantora e compositora gaúcha Alexandra Scotti, natural de Caxias do Sul (RS), parece ter encontrado na música sua grande forma de expressão.

A ligação com a música aconteceu em 1993, meses depois de regressar de um intercâmbio cultural nos Estados Unidos. Na época, cursando as faculdades de Letras e Artes Cênicas em Porto Alegre, Alexandra Scotti foi convidada a ingressar na banda Fróide Explica, que unia humor, música e teatro. A partir daí, começou a compor
suas próprias canções. Iniciou sua carreira solo em 1995, na cidade de Curitiba, depois de mudar-se com a família para lá.
Seu show de estréia aconteceu no Teatro Paiol em julho de 1995.
Em 1996, formou-se na Faculdade de Letras na PUC de Curitiba.
Em 1996, Alexandra Scotti entrou para a Companhia de Ópera Seca, do polêmico diretor teatral Gerald Thomas. Participou dos espetáculos “Nowhere Man" e “Os reis do iê-iê-iê” viajando por várias cidades brasileiras, ao mesmo tempo em que continuava com seus shows. Permaneceu até 1997.
Em 1998, participou de vários festivais de músicas pelo país.
Na cidade de Alfenas (MG) recebeu o prêmio de “Música mais comunicativa“ com a canção “Rio Grande do Blues“.
Em dezembro, venceu em Tóquio (Japão) o concurso Miss and Mister University International 1998. Esse concurso não visava apenas beleza, mas sim, aptidão artística.
Em 1999, decidida a conquistar um espaço maior com sua música, Alexandra Scotti mudou-se para São Paulo e chamou para tocar em sua banda de músicos gaúchos que lá moravam.
Depois de alguns meses fazendo shows em São Paulo e no sul do Brasil, o selo Alarme Records de Porto Alegre contratou a cantora.
Em 2000, Alexandra Scotti lançou seu primeiro cd intitulado “Amor Brechó“, com 9 canções próprias e uma releitura de “Paixão”, sucesso da dupla gaúcha Kleiton e Kledir.
Em 2001, numa de suas visitas à família em Curitiba, Alexandra Scotti conheceu o produtor musical Nelson Motta numa palestra sobre seu livro Noites Tropicais.
Entusiasmado com o trabalho musical de Alexandra, Nelsinho incentivou a cantora a morar no Rio de Janeiro.
No final de 2001, Alexandra mudou-se para o Rio de Janeiro, onde reside atualmente.

Em 2002, após alguns shows na cidade, Alexandra participou do projeto para novos talentos chamado "Noites Cariocas" apresentado por Nelson Motta. Nessa mesma época, a gravadora EMI interessou-se pelo seu trabalho.

No final de 2002, Alexandra Scotti assina contrato com a EMI e entra em estúdio para a gravação de seu segundo CD.

Suas canções são executadas nas principais rádios do Brasil como Antena 1 e MPB FM (Rio de Janeiro), Eldorado FM e Rádio Cultura
(São Paulo), Itapema FM (rede do sul do Brasil), Rádio Senado (Brasília), Lumen FM e Educativa FM (Curitiba), entre outras.

Atuando também como produtora cultural, idealizou e produziu um festival para novas cantoras chamado “Projeto Gloss – a nova música das mulheres“, que teve sua primeira edição em outubro de 2006 na casa de shows Melt, no Rio de Janeiro.

Atualmente, Alexandra Scotti vem fazendo shows em várias cidades brasileiras e lança em 2007 seu terceiro cd intitulado “Irresistível“, produzido por Luciano Granja.

Além disso, foi convidada para participar da peça infantil "A história do príncipe que nasceu azul" de autoria e direção de Marcelo Aquino.

abril 07, 2009

Big Gilson - Alto astral!

Ontem tive a oportunidade de conferir, em Copacabana, na Modern Sound, o lançamento do disco, Sentenced to Living, do guitarrista Big Gilson. Como sempre, ele deu um show de guitarra mostrando o novo repertório. Com auxilio luxuoso do baixista Pedro Leão e do baterista Gil Eduardo, Gilson despejou tudo que tinha vontade! Eu achei ótimo porque Gilson estava descontraído, tocando mais do que nunca! Como se não bastasse, Big Gilson convidou o Beale Street - Ivan Mariz – guitarrista e Cesar Lago – baixista - neto do famoso, já falecido, ator e compositor Mário Lago, para fazer uma participação. Aliás, o baterista que toca com Big Gilson é também filho de famoso! Gil Eduardo é filho do Erasmo Carlos e, ex-integrante do Blues Etílicos. A noite só tinha que ser ótima! Não é a toa que Big Gilson é tido como – Orgulho nacional do blues.

Prestigiaram o evento pessoas como: Kleber Dias, Otávio Rocha, Big Joe Manfra...

março 25, 2009

Charles Master em alto clima!

Com carreira musical bem sucedida que nasceu no Rio Grande do Sul e percorreu o Brasil - ícone dos anos 80 e 90. Criador de belas canções que são sucessos eternos - Irmã do Dr. Robert, Oh Déby, Quem Procura Acha, Ana Banana, Não Sei, Cachorro Louco, Nunca Mais Voltar e outras tantas. Charles Master foi o líder do TNT, lendário grupo de rock da segunda metade dos 80. Atualmente o cantor vive um momento especial, com o lançamento do segundo trabalho solo, inédito, intitulado: “Ninguém é perfeito”.

Charles Master conseguiu, no estúdio, traçar e realizar seus planos e colocar em prática o próprio conceito musical sem pressões. Suas idéias fluíram livres e o resultado não poderia ser diferente. Mais um importante álbum de rock cheio de energia, recheado de versos lindos e com sacadas que Charles sempre inclui em suas letras. Nas onze faixas Charles traduz toda sua energia do roqueiro que busca sempre se atualizar nos padrões atuais e reciclando.

"Ninguém é perfeito" - começa em grande estilo com a balada/rock Alto Clima - uma declaração de amor para mulher amada. Você que me faz tão bem, você que é o meu par, você que tem meu amor todo dia... Eu me encontrei ao te achar...

Andam Espalhando Por Aí Que Eu Não Sou Mais Seu - segunda faixa, um country bem ao estilo do lendário Raul Seixas é uma animada fofoca onde o caluniado tenta explicar o que aconteceu, como diz o próprio Charles na letra: É hora de ficar cada um no seu lugar... falem bem ou falem mal, o importante sempre foi falar. ... Mas tratando os outros como cães nem o melhor amigo do homem aguenta...

Na terceira música Ninguém é Perfeito - faixa título, Charles Master tem a parceria do seu amigo e ator Théo Becker. Um rock com pegada das pérolas dos anos 70, transportada para 2008 onde a letra é perfeita para lembrar que todo ser humano tem defeitos, mesmo que sejam de diferentes dimensões. Ninguém é perfeito eu tenho defeitos, mas tenho um lugar lá no céu...

Na Minha - é uma parceria com Egisto Dal Santo, um nome importante dentro do rock gaúcho e fundador dos Colarinhos Caóticos e do rapper Piá que faz uma participação especial na faixa. Charles conta uma história de um cara quieto que não se metia com ninguém e que tem esperança que um dia tudo vai mudar para melhor. Eu era um cara tranqüilo não me preocupava Nem com isso e nem com aquilo... ... já tentei de tudo abro os meus olhos e vejo no escuro.... hoje é o meu dia acho que tudo vai mudar... Eu era um cara na minha... Essa é para tocar nas rádios imediatamente!

Ficar Junto – é uma declaração de amor por uma menina mimada, sem juízo e quer ter todas as vontades feitas, além de não querer mais ficar como ele. Eu sei, ela nunca teve juízo e é bem isso que eu preciso pra dar aquele ar juvenil...

A seguir vem Velho Lugar – uma autêntica balada, típica, de final de inverno, onde o casal fica juntinho curtindo.

O disco ainda vem com o grande sucesso de Teixeirinha, Querência Amada, um verdadeiro hino rio-grandense, Outra Noite Que Se Vai (Master-Armandinho), Tão Triste e Faltou Memória. Conseguimos furar agenda do cantor para bater um papo.


Por Elias Nogueira

- Primeira formação do TNT.
- Charles Master, Flávio Basso, Nei Van Sória e Felipe Jotz e foi meu primeiro trabalho na música.

- Discos lançados.
- Uma coletânea chamada Rock Grande do Sul, pela RCA Victor selo PLUG e depois mais três LPs.

- O mais gratificante em vinte anos de estrada com TNT?
- As gerações de fãs que fazem parte dessa história e que me ouvem até hoje.

- As idéias.
- Nunca tive problema porque as minhas, idéias, sempre foram as melhores! (risos) e geralmente quem se preocupava e fazia as músicas era eu. Sempre tive esse dom.

- Carreira.
- Tenho CD solo que lancei em 2001 pela Som Livre. Depois de dois anos de turnê e mais de 300 shows pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, fui convidado pela Orbeat para fazer um CD e DVD ao vivo, com os companheiros do grupo. Parei o meu trabalho individual pra poder dar atenção ao projeto TNT. O CD/DVD nos lançaram na estrada novamente, a pedido dos fãs e também da gravadora Orbeat. Encerramos as atividades do grupo com um disco de inéditas lançado em 2005. Hoje me dedico à carreira solo e o meu CD “Ninguém é perfeito”, vem bem do jeito que quero. Dez músicas de minha autoria mostram exatamente o momento que vivo e sei que vou adorar tocar todas nos meus shows. É sem dúvida o trabalho mais maduro da minha carreira e o melhor.

- Rio de Janeiro. Esteve no show do Rodrigo Santos do Barão Vermelho...
- O Rio de Janeiro é uma cidade que amo e quero estar o máximo possível. Tenho grandes amigos e muita cumplicidade com a cena musical da cidade. Gosto do trabalho dos grupos cariocas e é sempre um prazer fazer parte das festas e shows com a galera do show bussines. Sinto-me à vontade e muito inspirado na Cidade Maravilhosa.

- Essa parceria com a Secretária de Cultura é bom pra você? Sei que o disco é muito badalado no Sul.
- A parceria com a Secretária de Cultura é maravilhosa por que através dela e da Prefeitura Municipal de Porto Alegre consigo realizar um grande sonho que é lançar o meu cd.!

- Shows em, Santa Catarina, Paraná, Sã Paulo. Rio de Janeiro...
- Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, estão presentes, direto na minha agenda. O Centro do país vai ganhar uma atenção especial após show de lançamento em POA.


- Prêmio Açorianos de música, você foi indicado. Como ele funciona?
- Após a indicação 3 jurados definem as premiações em cada categoria. Tipo melhor CD, melhor compositor, melhor cantor, melhor instrumentista etc.. O prêmio é assim: É montado jurado com pessoas especializadas em música do Sul e os discos que foram lançados durante o ano, são escutados e indicados.

- DVD em carreira solo.
- O meu próximo projeto vai ser um CD E DVD. Gravo ainda esse ano.

- Quando compõem você pensa em seu cotidiano ou apenas concentra-se em fazer um tema para criar?
- Sem compromisso em compor ou tendo que falar disso ou daquilo. Falo coisas que me vem à cabeça e que possam ajudar a mim e as pessoas que escutarem meu som, sejam com palavras de conforto, verdades ou apenas trechos que façam as pessoas esquecerem-se de tudo enquanto cantam durante o dia.


- Fale da primeira faixa do disco - Alto Clima - que pra mim é uma das melhores.
- Alto Clima compus em um Ukulele, um instrumento típico havaiano que parece um cavaquinho, mas não é. Ele foi inspirado no cavaco mesmo só que possui cordas de nylon e a afinação não tem nada a ver com o cavaco que é um Am7 (lá menor com sétima) se tocarmos as cordas sem digitar em nenhuma casa. Comprei na Mandolim Bros, Staten Island NY loja preferida do Beatle George, em outubro de 2007, quando estive lá tocando, em New Jersey. O Ukulele ia comigo todas as manhãs pra o Central Park enquanto a família se preparava pra começar a nossa jornada diária de turistas. Então, em uma manhã dessas saiu Alto Clima que compus pra minha mulher e em extensão pra o pequeno Kim – meu filho que na época com dois anos e quatro meses e que nos acompanhava na viajem. Alto Clima é um momento de felicidade da minha vida e eu consegui ser tão verdadeiro que consigo transmitir essa felicidade pra as pessoas que a escutam. Mais de cem pessoas, entre elas parentes, amigos, desconhecidos... enfim todo o tipo de gente seja pessoalmente por e-mail, Orkut, e outras formas de comunicação, já me falaram dela. Levando em consideração as palavras dessas pessoas e formas como elas se expressaram pra me falar de Alto Clima, é que resolvi que ela vai ser a encarregada de manter o meu no trabalho na mídia a partir de abril quando devemos virar a música de trabalho.

março 23, 2009

A hora e a vez de Twiggy!
Dez anos de carreira, Letícia - paulistana de Pindamonhangaba, SP - lança o tão esperado primeiro disco de sua carreira. Com apenas 17 anos, e mais de dez anos de trabalho poderiam parecer um infinito, já que ela começou a cantar aos sete anos. Participou de corais e concursos, foi para um programa de televisão e chegou a vencer o concurso de jovens talentos de Raul Gil em 2005. Seu primeiro disco teve uma concepção natural, enquanto a adolescente transformava-se numa mulher que o Brasil vai conhecer em seu disco que sai pelo selo Discobertas. Twiggy (nome artístico) para os íntimos no Brasil a dentro.

Gravado em 2008 com três integrantes do grupo Dr. Sin, e produzido pelo baixista Andria Busic, o disco de estréia de Twiggy foi todo preparado no moderno estúdio Norcal - São Paulo, e traz no repertório canções de Erasmo Carlos, Rita Lee, Leoni, Cazuza e Barão Vermelho, dentre outras entregues especialmente à voz da cantora.

“Twiggy”, a bolachinha, abre com “Olho do Furacão”, faixa de trabalho que revisita o belo rock composto há alguns anos por Erasmo Carlos e os rapazes, do extinto, LS Jack. De Erasmo também é a faixa que fecha oficialmente o disco - “Escorregadia”, parceria com o guitarrista Rick Ferreira. O disco conta com releituras de “Ovelha Negra” Rita Lee, “Pense e Dance” Barão Vermelho e “Diga Não” Leoni. O interessante é que as inéditas, feitas por Liah, Rodrigo Leal e Dr. Sin, foram feitas especialmente para o disco. “O Nosso Amor a Gente Inventa" do Cazuza, gravada por Twiggy para uma trilha sonora de novela, e “Piggies” de George Harrison, que a cantora registrou com acompanhamento da banda de Andreas Kisser em 2008 aparecem como faixas extras.

Em 2008, Twiggy teve a chance de gravar uma canção inédita de Paul McCartney, “Suicide”, um jazz com arranjo moderno de big band feito pelo maestro Zezo de Almeida e que rendeu a faixa incluída somente na coletânea “Letra & Música”. Em entrevista a cantora faz revelações, fala de carreira, disco e futuro.


Reportagem por Elias Nogueira

- Dezessete anos de idade e dez anos de carreira. Como é isso?
- Para ser bem sincera, nunca tinha pensado nesse número! O fato é que comecei tão cedo que a música acabou fazendo parte do meu crescimento, de uma forma tão natural que nem costumo me dar conta. Parando pra pensar, é mesmo bastante tempo. Mas de forma alguma me sinto uma veterana. Posso dizer que apesar de tudo que já fiz, estou apenas começando.


- Como surgiu o nome Twiggy?
- Twiggy surgiu por acaso, quando fui fazer fotos em São Paulo e o produtor comentou que por algum motivo, ali, eu lembrava a Twiggy, top-model inglesa dos anos 60.

- Elaboração do disco. Quanto tempo levou até finalizar?
-
O disco inicialmente seria meu presente de 15 anos! Sem dúvida, naquela época não havia pressa alguma em gravar numa grande gravadora. Mas desde o início fiz questão de que fosse um disco bem produzido, com bons músicos, repertório, estúdio, capa etc. Por isso foi um longo processo, que se iniciou em 2006/2007 com a escolha do repertório e depois com a gravação entre 2007/2008. Na época em que gravei "Piggies" para o projeto Álbum Branco, o disco já estava em fase de mixagem e masterização. Daí para o lançamento, pelo selo Discobertas, foi uma conseqüência, quase, natural. Era pra ter saído no final de 2008, mas havia uma quantidade enorme de produtos, na fila, da Sony DADC e nós tiramos o pé do acelerador.

- Seleção de repertório.
- A seleção do repertorio foi feita aos poucos, por escolha minha e sugestões de produtores. Costumo dar palpites na produção do disco sim. Acredito ser primordial estar totalmente satisfeita com o resultado final do trabalho. Por sorte, na produção do disco, assim como nas participações como a do Álbum Branco, estive sempre cercada dos melhores músicos, contribuindo com suas opiniões. Dou palpites, mas também costumo ser bastante receptiva.

-
Gravar Erasmo Carlos, Cazuza, Rita Lee... Causou certo receio?
- Tento não pensar dessa forma, pois afinal não é pretensão minha de forma alguma fazer melhor ou substituir algum desses grandes artistas. Comparações podem até surgir, mas com esse tipo de coisa não me preocupo. Prefiro encarar essas versões simplesmente como homenagens de uma fã a artistas que de certa forma a influenciaram.

- Vejo que é linkada com nomes badalados do meio como Andreas Kisser, Érika Martins... Como os conheceu?
- Conheci muitas pessoas graças aos programas de TV - inclusive o pessoal do Dr. Sin, que foi um contato vital. Uma das minhas exigências era que o disco fosse gravado com eles, e hoje nós temos uma amizade bem bacana. Eles não só deram uma roupagem especial ao repertório, como também contribuíram com duas músicas, sendo uma inédita. Já o Andreas Kisser, conheci por intermédio do Marcelo Fróes, na época de participar do Álbum Branco, assim como Paulo Zinner e Daniel Latorre - fechando o power trio que gravou "Piggies" comigo. Ainda não tive o prazer de conhecer a Érika Martins pessoalmente, mas soube que ela curtiu tanto a versão de "Piggies" que o Marcelo então sugeriu que ela verbalizasse isso no encarte do meu primeiro CD. Foi muito legal da parte dela ter aceitado. Érika é uma das grandes cantoras de rock da nova geração.

- Você se espelha em alguma cantora ou cantor, para criar seu próprio estilo? - Na verdade não. Tenho vários artistas prediletos, dos quais sou praticamente tiete, mas hoje em dia não tenho a pretensão de espelhar minha carreira na deles. Até porque não ouço apenas um estilo e, principalmente, porque acho que como artistas somos frutos indireto de todas, nossas, influências. Acredito que tudo o que ouvimos nos influencia de alguma forma. Mas, na maior parte das vezes, não considero esse processo intencional. Talvez em termos de arranjo, algumas vezes seja necessário citar influências para transmitir uma idéia, mas em termos de vocal não.

-
"Álbum Branco". Foi seu primeiro registro lançado? Como foi sua participação?
- Meu primeiro registro em disco foi em 2005, em uma homenagem aos - 40 Anos da Jovem Guarda do quadro "Jovens Talentos" do programa Raul Gil. Gravei o clássico de Eduardo Araújo, "Vem Quente que eu Estou Fervendo". Nesse ano cheguei a ganhar o concurso. Depois gravei músicas para trilhas sonoras de duas novelas da Rede Record - Prova de Amor e Luz do Sol. Mas considero minha participação no Álbum Branco como algo especial em minha carreira, por ter me dado oportunidade de conhecer pessoas, extremamente, talentosas e produzir algo totalmente diferente de tudo o que eu havia feito anteriormente. Sem falar na honra de gravar Beatles!

- Você está na Alemanha. Retorna ao Brasil?
- Estou na Alemanha desde janeiro, estudando música e fazendo contatos com músicos e pessoas do mercado em geral. Farei algum trabalho de divulgação do disco, afinal há duas faixas em inglês e este é o idioma universal do rock. Além disso, para aqueles que, como eu, gostam de estilos mais pesados como Metal, a Alemanha é um oásis! Mas sim, retorno ao Brasil em Janeiro de 2010.

- Shows?
- No momento shows não são prioridade. Fiz muitos shows na época em que estava gravando o disco, e mesmo antes, sempre tive banda. Participei, inclusive, dos shows nas festas de lançamento do Álbum Branco. Mas na Alemanha, por enquanto e por tempo indeterminado, estou sem banda. Mas já em minhas primeiras semanas aqui tive que cantar Bossa Nova em um evento para convidados!

março 11, 2009

Jefferson Gonçalves - Lona Cultural Gilberto Gil


Jefferson Gonçalves lança seu mais recente CD "Ar puro" na Lona Cultural Municipal Gilberto Gil, dia 21 de Março - sábado.

Show: Jefferson Gonçalves & Banda
Lançamento CD "Ar Puro"
Abertura: Beale Street


Dia: 21/03 - Sábado
Local: Lona Cultural Gilberto Gil - Av. Marechal Fontenelle nº 5000 – Realengo - Rio de Janeiro - RJ
Ingressos: R$ 20 (inteira) - R$10 (1/2 entrada)
Obs.: 0s 300 primeiros pagam 1/2 entrada = R$10

Telefone: (21) 3462-0774 / 3333-2889 Fax: (21) 3355-1028 – Cel.: (21) 9995-7070 / Nxt: 7891-6070 (ID: 8*74070)
Contatos: www.lonagilbertogil.com.br contato@lonagilbertogil.com.br
Horário: 22h
Faixa etária: 16 anos
450 lugares sentados
Mais arquibancadas sem cadeiras = Total geral 800 pessoas




Jefferson Gonçalves & Banda – AR PURO

As margens do rio Mississipi e o sertão do Cariri são paisagens distantes, mas para o gaitista Jefferson Gonçalves elas são complementares e o músico fez delas suas referências para criar seu mais recente CD, intitulado: AR PURO (Blues Time Records).

O trabalho é fruto de uma intensa pesquisa de ritmos e melodias nordestinas, iniciada em 2001 e já presente em seus discos anteriores. Com essa mistura o musico cria uma sonoridade própria e instigante, se tornando assim o pioneiro nesse estilo. Seus shows são uma viagem musical, tendo no repertório: músicas autorais, clássicos do Blues, Country Blues, Folk, Funk Blues, entre outros estilos, num show alto-astral, contagiante e porque não, dançante.

Oriundo da banda Baseado em Blues, com passagem pelo trio Blues Etc, Jefferson Gonçalves tem se destacado como um dos mais versáteis gaitistas de sua geração. Tendo em seu currículo gravações e shows com artistas como Victor Biglione, Belchior, Celso Blues Boy e Vanessa Barun, entre outros – inclusive representando o Brasil em encontros internacionais, como o da Sociedade para a Preservação e Avanço da Harmônica (SPAH, em 1998, em Detroit (EUA). Em 2002 e 2003, fez turnês na Argentina, se apresentando em algumas das melhores casas de Buenos Aires, como o Teatro San Martin. Lançou-se em carreira solo em 2004 com o bem sucedido - Gréia. Depois de conquistar o território nacional, partiu para mais uma turnê pelos EUA ao lado do bem conceituado guitarrista Big Gilson e do cantor inglês The Wolf em agosto de 2005, apresentando-se em espaços considerados essenciais para o blues e o jazz, entre os quais o Blue Note (Nova York), Deep Ellum Blues (Texas) e Bamboo Room (Florida), dentre outros. Nos meses de março e abril de 2007, realizou sua primeira tour pela Europa, com o apoio da Hering Harmônicas. Sua primeira parada foi em Frankfurt – Alemanha, na maior feira de instrumentos musicais a MUSIKMESSE, onde fez o lançamento oficial da linha de gaitas com sua assinatura fabricada pela Hering Harmônicas e depois seguiu para a Espanha onde se apresentou ao lado do guitarrista Big Gilson, nas cidades de Madrid e Toledo.

O ano de 2008 começa com muitas realizações e novidades para o músico, em fevereiro se apresentou com sua banda na 9°edição do festival de Jazz e Blues de Guaramiranga – CE e no mês de junho se apresentou junto do guitarrista Kléber Dias, no Senegal Folk Festival, realizado em Dakar, no Théâtre de Verdure do Institut Français Léopold Sédar Senghor, o convite partiu da Embaixada do Brasil no Senegal e do grupo musical senegalês, Les Frères Guissé; Além de se apresentarem com o grupo, a dupla mostrou ao povo senegalês um pouco da mistura do blues com os ritmos nordestinos e músicas de seu bem sucedido CD - Ar Puro.

Com toda esta experiência adquirida em centenas de shows, gravações, viagens e workshops, Jefferson Gonçalves tem sido uma referência em harmônica no Brasil, mostrando que a música transita sem barreiras, por inúmeros estilos. Aliás, limitação nenhuma faria sentido num cenário como o do Brasil, onde música plural se respira como se fosse ar... Ar puro.

Em seus shows Jefferson é acompanhado por: Kléber Dias (voz, guitarra, dobro, violão de 12 cordas e bandolim), Sérgio Velasco (Guitarra, Marimbal, dobro, violão de 6 cordas, Lap Steel e vocal), Fábio Mesquita (baixo), Anderson Moraes (Bateria e Percussão) e Marco B.Z. (bateria e Percussão).
(Elias Nogueira)
Foto: João Paulo

fevereiro 18, 2009



Autoramas - Best International Show - Gruta77- Madrid
LO MEJOR DE 2008 EN GRUTA77
08-01-2009
RANKING 2008

“Lo mejor del año en Gruta’77”
Que la revista G’77 se viera obligada a decir adiós no es razón suficiente para que no publicáramos el esperado ranking, con lo mejor de 2008 en el escenario de Gruta’77. Un año en el que han pasado muchísimas bandas nuevas por la sala y en el que el nivel ha seguido aumentando. Las fechas del ranking se cerraron el día de Navidad, por lo que han quedado fuera de la evaluación grandes nombres como los ruso-americanos de Jancee Pornick Casino o los malagueños Airbag. A continuación, te dejamos nuestra opinión sobre lo mejor del año 2008 en Gruta’77.


MEJOR CONCIERTO ROCK INTERNACIONAL
01. AUTORAMAS…7 de nov.
02. MOTHER SUPERIOR…4 de oct.
03. CREEPSHOW…15 de nov.
04. MAGNOLIAS…20 de jun.
05. DUB TRIO…13 de oct.
06. MARY WEISS…29 de may.
07. BABY WOODROSE…13 de ene.
08. PEACOCKS…9 de may.
09. BLACK HALOS…24 de may.
10. KEPI THE BAND…31 de oct.

A las puertas se quedaron dentro del sonido country-50’s AL & THE BLACK CATS, RENO BROTHERS y SLAM & HOWIE, entre los clásicos de siempre UK SUBS, DWARVES y NEW CHRISTS, y además MUCK & THE MIRES, el swing de MARC TORTORICCI y TEXAS TERRY con la mejor formación que ha traído jamás a España. El primer puesto se lo llevó la deslumbrante apuesta de AUTORAMAS, unos brasileños poco conocidos por aquí y en su primera visita a Europa, pero grandes músicos, muy originales y con un sonido de guitarra trabajado para cada canción, resultando tremendamente divertidos y frescos. MOTHER SUPERIOR personificaron la perfección técnica absoluta y CREEPSHOW dejaron claro que dentro del mundo psychobilly ofrecen una apuesta totalmente original que trasciende al estilo. Curiosamente en este ranking no repite nadie del año pasado.