abril 13, 2009

Show do cantor e compositor gaúcho Paulo Otávio, no Cotton Club Café, com participação especial da cantora Alexandra Scotti, acompanhado de Guilheme Munhoz (carron) e João Arruda (violão) , apresentando versões acústicas de canções de mais recente CD "Supersoul", que resgata a sonoridade da soul music produzida no Brasil nos anos 70. No repertório, inéditas, como "Muito mais", "Samba Funk" e "Se eu quiser", além de clássicos da soul music, como "Cruisin", de Smokey Robinson, "Descobridor dos sete mares", de Tim Maia e "Olhos Coloridos" sucesso na voz de Sandra de Sá.


O Cotton Club Café fica no Posto Seis em Copacabana, reduto da MPB. Por lá já passaram nomes como Ângela RôRô, Altamiro Carrilho, Tito Madi, João Donato, Claudia Telles e Cris Dellano.

Show: Do cantor e compositor Paulo Otávio com participação especial da cantora Alexandra Scotti.
Local: Cotton Club Café – Av. Atlântica, 4240 - Copacabana
Reservas: 21-2227-5404 – 3259-2650
Dia: 17 de abril - sexta feira
Horário: 20h
Ingresso: R$16
Capacidade: 80 pessoas

*Após as 21h acesso pelo Hotel Sofitel ou pelo estacionamento do shopping Cassino Atlântico. Serviço com drinks especiais e cozinha caprichosa, como opção á seus clientes, aberto de terça a domingo, apresenta shows de quarta a domingo, á partir das 20h.


Paulo Otávio
Natural de Porto Alegre, Paulo Otávio cresceu em Montenegro (RS), iniciando sua trajetória em 1984, como cantor, compositor e instrumentista, participando de festivais na capital, litoral e interior do estado.

Formou as bandas "Sobrecarga" e "Paulo Otávio e os Metralhas", lançando em 1996 seu primeiro trabalho em CD, produção independente que rendeu bons espaços na mídia, com o clipe da música "Louco por você", exibido por diversas emissoras de televisão.

Nascido numa família de aristas, sobrinho do diretor teatral Antônio Abujamra, do ator Zé Vitor Castiel e do músico e ator André Abujamra, aprendeu em casa o gosto pela arte. Em busca de novos desafios, no ano de 1998 mudou-se para Hollywood, na Califórnia, onde teve a oportunidade de estudar e acrescentar conhecimentos à sua formação.

Nos Estados Unidos logo teve seu trabalho reconhecido, atuando ao lado de grandes nomes da música internacional, como o guitarrista Gilby Clarke (ex-Guns n’ Roses), o baterista Eric Singer (Kiss), o tecladista Rique Pantoja e o trompetista Harry Kim, arranjador e músico da banda de Phil Colllins.

De volta ao Brasil, atuou em espetáculos de música erudita, interpretando a cantata popular "Cantos afro-brasileiros", com temas de Baden Powel e textos de Vinícius de Morais. Em maio de 2000 participou da ópera o "Barbeiro de Sevilha", realizada no teatro São Pedro, em Porto Alegre, com direção de Valter Neiva e regência do maestro Lutero Rodrigues, membro da Academia Brasileira de Música.

Em setembro de 2001, apresentou ao lado da bateria da Mangueira o show "O samba é funk", que foi o embrião da sonoridade atual que mistura música popular brasileira e música negra americana. Em 2003, lançou o CD "Acreditar faz bem", trabalho autoral gravado entre Brasil e Estados Unidos que contou com a participação de músicos de diversos países e estados brasileiros.

Desde setembro de 2007 vivendo no Rio de janeiro, o artísta não esconde seu amor pela cidade e acaba de lançar seu terceiro trabalho em cd ”Supersoul”, que resgata a sonoridade da soul music produzida no Brasil no final dos anos 70, misturando influencias do funk americano, com o balanço e o swing do música brasileira.

Alexandra Scotti
Desde pequena, a cantora e compositora gaúcha Alexandra Scotti, natural de Caxias do Sul (RS), parece ter encontrado na música sua grande forma de expressão.

A ligação com a música aconteceu em 1993, meses depois de regressar de um intercâmbio cultural nos Estados Unidos. Na época, cursando as faculdades de Letras e Artes Cênicas em Porto Alegre, Alexandra Scotti foi convidada a ingressar na banda Fróide Explica, que unia humor, música e teatro. A partir daí, começou a compor
suas próprias canções. Iniciou sua carreira solo em 1995, na cidade de Curitiba, depois de mudar-se com a família para lá.
Seu show de estréia aconteceu no Teatro Paiol em julho de 1995.
Em 1996, formou-se na Faculdade de Letras na PUC de Curitiba.
Em 1996, Alexandra Scotti entrou para a Companhia de Ópera Seca, do polêmico diretor teatral Gerald Thomas. Participou dos espetáculos “Nowhere Man" e “Os reis do iê-iê-iê” viajando por várias cidades brasileiras, ao mesmo tempo em que continuava com seus shows. Permaneceu até 1997.
Em 1998, participou de vários festivais de músicas pelo país.
Na cidade de Alfenas (MG) recebeu o prêmio de “Música mais comunicativa“ com a canção “Rio Grande do Blues“.
Em dezembro, venceu em Tóquio (Japão) o concurso Miss and Mister University International 1998. Esse concurso não visava apenas beleza, mas sim, aptidão artística.
Em 1999, decidida a conquistar um espaço maior com sua música, Alexandra Scotti mudou-se para São Paulo e chamou para tocar em sua banda de músicos gaúchos que lá moravam.
Depois de alguns meses fazendo shows em São Paulo e no sul do Brasil, o selo Alarme Records de Porto Alegre contratou a cantora.
Em 2000, Alexandra Scotti lançou seu primeiro cd intitulado “Amor Brechó“, com 9 canções próprias e uma releitura de “Paixão”, sucesso da dupla gaúcha Kleiton e Kledir.
Em 2001, numa de suas visitas à família em Curitiba, Alexandra Scotti conheceu o produtor musical Nelson Motta numa palestra sobre seu livro Noites Tropicais.
Entusiasmado com o trabalho musical de Alexandra, Nelsinho incentivou a cantora a morar no Rio de Janeiro.
No final de 2001, Alexandra mudou-se para o Rio de Janeiro, onde reside atualmente.

Em 2002, após alguns shows na cidade, Alexandra participou do projeto para novos talentos chamado "Noites Cariocas" apresentado por Nelson Motta. Nessa mesma época, a gravadora EMI interessou-se pelo seu trabalho.

No final de 2002, Alexandra Scotti assina contrato com a EMI e entra em estúdio para a gravação de seu segundo CD.

Suas canções são executadas nas principais rádios do Brasil como Antena 1 e MPB FM (Rio de Janeiro), Eldorado FM e Rádio Cultura
(São Paulo), Itapema FM (rede do sul do Brasil), Rádio Senado (Brasília), Lumen FM e Educativa FM (Curitiba), entre outras.

Atuando também como produtora cultural, idealizou e produziu um festival para novas cantoras chamado “Projeto Gloss – a nova música das mulheres“, que teve sua primeira edição em outubro de 2006 na casa de shows Melt, no Rio de Janeiro.

Atualmente, Alexandra Scotti vem fazendo shows em várias cidades brasileiras e lança em 2007 seu terceiro cd intitulado “Irresistível“, produzido por Luciano Granja.

Além disso, foi convidada para participar da peça infantil "A história do príncipe que nasceu azul" de autoria e direção de Marcelo Aquino.

abril 07, 2009

Big Gilson - Alto astral!

Ontem tive a oportunidade de conferir, em Copacabana, na Modern Sound, o lançamento do disco, Sentenced to Living, do guitarrista Big Gilson. Como sempre, ele deu um show de guitarra mostrando o novo repertório. Com auxilio luxuoso do baixista Pedro Leão e do baterista Gil Eduardo, Gilson despejou tudo que tinha vontade! Eu achei ótimo porque Gilson estava descontraído, tocando mais do que nunca! Como se não bastasse, Big Gilson convidou o Beale Street - Ivan Mariz – guitarrista e Cesar Lago – baixista - neto do famoso, já falecido, ator e compositor Mário Lago, para fazer uma participação. Aliás, o baterista que toca com Big Gilson é também filho de famoso! Gil Eduardo é filho do Erasmo Carlos e, ex-integrante do Blues Etílicos. A noite só tinha que ser ótima! Não é a toa que Big Gilson é tido como – Orgulho nacional do blues.

Prestigiaram o evento pessoas como: Kleber Dias, Otávio Rocha, Big Joe Manfra...

março 25, 2009

Charles Master em alto clima!

Com carreira musical bem sucedida que nasceu no Rio Grande do Sul e percorreu o Brasil - ícone dos anos 80 e 90. Criador de belas canções que são sucessos eternos - Irmã do Dr. Robert, Oh Déby, Quem Procura Acha, Ana Banana, Não Sei, Cachorro Louco, Nunca Mais Voltar e outras tantas. Charles Master foi o líder do TNT, lendário grupo de rock da segunda metade dos 80. Atualmente o cantor vive um momento especial, com o lançamento do segundo trabalho solo, inédito, intitulado: “Ninguém é perfeito”.

Charles Master conseguiu, no estúdio, traçar e realizar seus planos e colocar em prática o próprio conceito musical sem pressões. Suas idéias fluíram livres e o resultado não poderia ser diferente. Mais um importante álbum de rock cheio de energia, recheado de versos lindos e com sacadas que Charles sempre inclui em suas letras. Nas onze faixas Charles traduz toda sua energia do roqueiro que busca sempre se atualizar nos padrões atuais e reciclando.

"Ninguém é perfeito" - começa em grande estilo com a balada/rock Alto Clima - uma declaração de amor para mulher amada. Você que me faz tão bem, você que é o meu par, você que tem meu amor todo dia... Eu me encontrei ao te achar...

Andam Espalhando Por Aí Que Eu Não Sou Mais Seu - segunda faixa, um country bem ao estilo do lendário Raul Seixas é uma animada fofoca onde o caluniado tenta explicar o que aconteceu, como diz o próprio Charles na letra: É hora de ficar cada um no seu lugar... falem bem ou falem mal, o importante sempre foi falar. ... Mas tratando os outros como cães nem o melhor amigo do homem aguenta...

Na terceira música Ninguém é Perfeito - faixa título, Charles Master tem a parceria do seu amigo e ator Théo Becker. Um rock com pegada das pérolas dos anos 70, transportada para 2008 onde a letra é perfeita para lembrar que todo ser humano tem defeitos, mesmo que sejam de diferentes dimensões. Ninguém é perfeito eu tenho defeitos, mas tenho um lugar lá no céu...

Na Minha - é uma parceria com Egisto Dal Santo, um nome importante dentro do rock gaúcho e fundador dos Colarinhos Caóticos e do rapper Piá que faz uma participação especial na faixa. Charles conta uma história de um cara quieto que não se metia com ninguém e que tem esperança que um dia tudo vai mudar para melhor. Eu era um cara tranqüilo não me preocupava Nem com isso e nem com aquilo... ... já tentei de tudo abro os meus olhos e vejo no escuro.... hoje é o meu dia acho que tudo vai mudar... Eu era um cara na minha... Essa é para tocar nas rádios imediatamente!

Ficar Junto – é uma declaração de amor por uma menina mimada, sem juízo e quer ter todas as vontades feitas, além de não querer mais ficar como ele. Eu sei, ela nunca teve juízo e é bem isso que eu preciso pra dar aquele ar juvenil...

A seguir vem Velho Lugar – uma autêntica balada, típica, de final de inverno, onde o casal fica juntinho curtindo.

O disco ainda vem com o grande sucesso de Teixeirinha, Querência Amada, um verdadeiro hino rio-grandense, Outra Noite Que Se Vai (Master-Armandinho), Tão Triste e Faltou Memória. Conseguimos furar agenda do cantor para bater um papo.


Por Elias Nogueira

- Primeira formação do TNT.
- Charles Master, Flávio Basso, Nei Van Sória e Felipe Jotz e foi meu primeiro trabalho na música.

- Discos lançados.
- Uma coletânea chamada Rock Grande do Sul, pela RCA Victor selo PLUG e depois mais três LPs.

- O mais gratificante em vinte anos de estrada com TNT?
- As gerações de fãs que fazem parte dessa história e que me ouvem até hoje.

- As idéias.
- Nunca tive problema porque as minhas, idéias, sempre foram as melhores! (risos) e geralmente quem se preocupava e fazia as músicas era eu. Sempre tive esse dom.

- Carreira.
- Tenho CD solo que lancei em 2001 pela Som Livre. Depois de dois anos de turnê e mais de 300 shows pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, fui convidado pela Orbeat para fazer um CD e DVD ao vivo, com os companheiros do grupo. Parei o meu trabalho individual pra poder dar atenção ao projeto TNT. O CD/DVD nos lançaram na estrada novamente, a pedido dos fãs e também da gravadora Orbeat. Encerramos as atividades do grupo com um disco de inéditas lançado em 2005. Hoje me dedico à carreira solo e o meu CD “Ninguém é perfeito”, vem bem do jeito que quero. Dez músicas de minha autoria mostram exatamente o momento que vivo e sei que vou adorar tocar todas nos meus shows. É sem dúvida o trabalho mais maduro da minha carreira e o melhor.

- Rio de Janeiro. Esteve no show do Rodrigo Santos do Barão Vermelho...
- O Rio de Janeiro é uma cidade que amo e quero estar o máximo possível. Tenho grandes amigos e muita cumplicidade com a cena musical da cidade. Gosto do trabalho dos grupos cariocas e é sempre um prazer fazer parte das festas e shows com a galera do show bussines. Sinto-me à vontade e muito inspirado na Cidade Maravilhosa.

- Essa parceria com a Secretária de Cultura é bom pra você? Sei que o disco é muito badalado no Sul.
- A parceria com a Secretária de Cultura é maravilhosa por que através dela e da Prefeitura Municipal de Porto Alegre consigo realizar um grande sonho que é lançar o meu cd.!

- Shows em, Santa Catarina, Paraná, Sã Paulo. Rio de Janeiro...
- Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, estão presentes, direto na minha agenda. O Centro do país vai ganhar uma atenção especial após show de lançamento em POA.


- Prêmio Açorianos de música, você foi indicado. Como ele funciona?
- Após a indicação 3 jurados definem as premiações em cada categoria. Tipo melhor CD, melhor compositor, melhor cantor, melhor instrumentista etc.. O prêmio é assim: É montado jurado com pessoas especializadas em música do Sul e os discos que foram lançados durante o ano, são escutados e indicados.

- DVD em carreira solo.
- O meu próximo projeto vai ser um CD E DVD. Gravo ainda esse ano.

- Quando compõem você pensa em seu cotidiano ou apenas concentra-se em fazer um tema para criar?
- Sem compromisso em compor ou tendo que falar disso ou daquilo. Falo coisas que me vem à cabeça e que possam ajudar a mim e as pessoas que escutarem meu som, sejam com palavras de conforto, verdades ou apenas trechos que façam as pessoas esquecerem-se de tudo enquanto cantam durante o dia.


- Fale da primeira faixa do disco - Alto Clima - que pra mim é uma das melhores.
- Alto Clima compus em um Ukulele, um instrumento típico havaiano que parece um cavaquinho, mas não é. Ele foi inspirado no cavaco mesmo só que possui cordas de nylon e a afinação não tem nada a ver com o cavaco que é um Am7 (lá menor com sétima) se tocarmos as cordas sem digitar em nenhuma casa. Comprei na Mandolim Bros, Staten Island NY loja preferida do Beatle George, em outubro de 2007, quando estive lá tocando, em New Jersey. O Ukulele ia comigo todas as manhãs pra o Central Park enquanto a família se preparava pra começar a nossa jornada diária de turistas. Então, em uma manhã dessas saiu Alto Clima que compus pra minha mulher e em extensão pra o pequeno Kim – meu filho que na época com dois anos e quatro meses e que nos acompanhava na viajem. Alto Clima é um momento de felicidade da minha vida e eu consegui ser tão verdadeiro que consigo transmitir essa felicidade pra as pessoas que a escutam. Mais de cem pessoas, entre elas parentes, amigos, desconhecidos... enfim todo o tipo de gente seja pessoalmente por e-mail, Orkut, e outras formas de comunicação, já me falaram dela. Levando em consideração as palavras dessas pessoas e formas como elas se expressaram pra me falar de Alto Clima, é que resolvi que ela vai ser a encarregada de manter o meu no trabalho na mídia a partir de abril quando devemos virar a música de trabalho.

março 23, 2009

A hora e a vez de Twiggy!
Dez anos de carreira, Letícia - paulistana de Pindamonhangaba, SP - lança o tão esperado primeiro disco de sua carreira. Com apenas 17 anos, e mais de dez anos de trabalho poderiam parecer um infinito, já que ela começou a cantar aos sete anos. Participou de corais e concursos, foi para um programa de televisão e chegou a vencer o concurso de jovens talentos de Raul Gil em 2005. Seu primeiro disco teve uma concepção natural, enquanto a adolescente transformava-se numa mulher que o Brasil vai conhecer em seu disco que sai pelo selo Discobertas. Twiggy (nome artístico) para os íntimos no Brasil a dentro.

Gravado em 2008 com três integrantes do grupo Dr. Sin, e produzido pelo baixista Andria Busic, o disco de estréia de Twiggy foi todo preparado no moderno estúdio Norcal - São Paulo, e traz no repertório canções de Erasmo Carlos, Rita Lee, Leoni, Cazuza e Barão Vermelho, dentre outras entregues especialmente à voz da cantora.

“Twiggy”, a bolachinha, abre com “Olho do Furacão”, faixa de trabalho que revisita o belo rock composto há alguns anos por Erasmo Carlos e os rapazes, do extinto, LS Jack. De Erasmo também é a faixa que fecha oficialmente o disco - “Escorregadia”, parceria com o guitarrista Rick Ferreira. O disco conta com releituras de “Ovelha Negra” Rita Lee, “Pense e Dance” Barão Vermelho e “Diga Não” Leoni. O interessante é que as inéditas, feitas por Liah, Rodrigo Leal e Dr. Sin, foram feitas especialmente para o disco. “O Nosso Amor a Gente Inventa" do Cazuza, gravada por Twiggy para uma trilha sonora de novela, e “Piggies” de George Harrison, que a cantora registrou com acompanhamento da banda de Andreas Kisser em 2008 aparecem como faixas extras.

Em 2008, Twiggy teve a chance de gravar uma canção inédita de Paul McCartney, “Suicide”, um jazz com arranjo moderno de big band feito pelo maestro Zezo de Almeida e que rendeu a faixa incluída somente na coletânea “Letra & Música”. Em entrevista a cantora faz revelações, fala de carreira, disco e futuro.


Reportagem por Elias Nogueira

- Dezessete anos de idade e dez anos de carreira. Como é isso?
- Para ser bem sincera, nunca tinha pensado nesse número! O fato é que comecei tão cedo que a música acabou fazendo parte do meu crescimento, de uma forma tão natural que nem costumo me dar conta. Parando pra pensar, é mesmo bastante tempo. Mas de forma alguma me sinto uma veterana. Posso dizer que apesar de tudo que já fiz, estou apenas começando.


- Como surgiu o nome Twiggy?
- Twiggy surgiu por acaso, quando fui fazer fotos em São Paulo e o produtor comentou que por algum motivo, ali, eu lembrava a Twiggy, top-model inglesa dos anos 60.

- Elaboração do disco. Quanto tempo levou até finalizar?
-
O disco inicialmente seria meu presente de 15 anos! Sem dúvida, naquela época não havia pressa alguma em gravar numa grande gravadora. Mas desde o início fiz questão de que fosse um disco bem produzido, com bons músicos, repertório, estúdio, capa etc. Por isso foi um longo processo, que se iniciou em 2006/2007 com a escolha do repertório e depois com a gravação entre 2007/2008. Na época em que gravei "Piggies" para o projeto Álbum Branco, o disco já estava em fase de mixagem e masterização. Daí para o lançamento, pelo selo Discobertas, foi uma conseqüência, quase, natural. Era pra ter saído no final de 2008, mas havia uma quantidade enorme de produtos, na fila, da Sony DADC e nós tiramos o pé do acelerador.

- Seleção de repertório.
- A seleção do repertorio foi feita aos poucos, por escolha minha e sugestões de produtores. Costumo dar palpites na produção do disco sim. Acredito ser primordial estar totalmente satisfeita com o resultado final do trabalho. Por sorte, na produção do disco, assim como nas participações como a do Álbum Branco, estive sempre cercada dos melhores músicos, contribuindo com suas opiniões. Dou palpites, mas também costumo ser bastante receptiva.

-
Gravar Erasmo Carlos, Cazuza, Rita Lee... Causou certo receio?
- Tento não pensar dessa forma, pois afinal não é pretensão minha de forma alguma fazer melhor ou substituir algum desses grandes artistas. Comparações podem até surgir, mas com esse tipo de coisa não me preocupo. Prefiro encarar essas versões simplesmente como homenagens de uma fã a artistas que de certa forma a influenciaram.

- Vejo que é linkada com nomes badalados do meio como Andreas Kisser, Érika Martins... Como os conheceu?
- Conheci muitas pessoas graças aos programas de TV - inclusive o pessoal do Dr. Sin, que foi um contato vital. Uma das minhas exigências era que o disco fosse gravado com eles, e hoje nós temos uma amizade bem bacana. Eles não só deram uma roupagem especial ao repertório, como também contribuíram com duas músicas, sendo uma inédita. Já o Andreas Kisser, conheci por intermédio do Marcelo Fróes, na época de participar do Álbum Branco, assim como Paulo Zinner e Daniel Latorre - fechando o power trio que gravou "Piggies" comigo. Ainda não tive o prazer de conhecer a Érika Martins pessoalmente, mas soube que ela curtiu tanto a versão de "Piggies" que o Marcelo então sugeriu que ela verbalizasse isso no encarte do meu primeiro CD. Foi muito legal da parte dela ter aceitado. Érika é uma das grandes cantoras de rock da nova geração.

- Você se espelha em alguma cantora ou cantor, para criar seu próprio estilo? - Na verdade não. Tenho vários artistas prediletos, dos quais sou praticamente tiete, mas hoje em dia não tenho a pretensão de espelhar minha carreira na deles. Até porque não ouço apenas um estilo e, principalmente, porque acho que como artistas somos frutos indireto de todas, nossas, influências. Acredito que tudo o que ouvimos nos influencia de alguma forma. Mas, na maior parte das vezes, não considero esse processo intencional. Talvez em termos de arranjo, algumas vezes seja necessário citar influências para transmitir uma idéia, mas em termos de vocal não.

-
"Álbum Branco". Foi seu primeiro registro lançado? Como foi sua participação?
- Meu primeiro registro em disco foi em 2005, em uma homenagem aos - 40 Anos da Jovem Guarda do quadro "Jovens Talentos" do programa Raul Gil. Gravei o clássico de Eduardo Araújo, "Vem Quente que eu Estou Fervendo". Nesse ano cheguei a ganhar o concurso. Depois gravei músicas para trilhas sonoras de duas novelas da Rede Record - Prova de Amor e Luz do Sol. Mas considero minha participação no Álbum Branco como algo especial em minha carreira, por ter me dado oportunidade de conhecer pessoas, extremamente, talentosas e produzir algo totalmente diferente de tudo o que eu havia feito anteriormente. Sem falar na honra de gravar Beatles!

- Você está na Alemanha. Retorna ao Brasil?
- Estou na Alemanha desde janeiro, estudando música e fazendo contatos com músicos e pessoas do mercado em geral. Farei algum trabalho de divulgação do disco, afinal há duas faixas em inglês e este é o idioma universal do rock. Além disso, para aqueles que, como eu, gostam de estilos mais pesados como Metal, a Alemanha é um oásis! Mas sim, retorno ao Brasil em Janeiro de 2010.

- Shows?
- No momento shows não são prioridade. Fiz muitos shows na época em que estava gravando o disco, e mesmo antes, sempre tive banda. Participei, inclusive, dos shows nas festas de lançamento do Álbum Branco. Mas na Alemanha, por enquanto e por tempo indeterminado, estou sem banda. Mas já em minhas primeiras semanas aqui tive que cantar Bossa Nova em um evento para convidados!

março 11, 2009

Jefferson Gonçalves - Lona Cultural Gilberto Gil


Jefferson Gonçalves lança seu mais recente CD "Ar puro" na Lona Cultural Municipal Gilberto Gil, dia 21 de Março - sábado.

Show: Jefferson Gonçalves & Banda
Lançamento CD "Ar Puro"
Abertura: Beale Street


Dia: 21/03 - Sábado
Local: Lona Cultural Gilberto Gil - Av. Marechal Fontenelle nº 5000 – Realengo - Rio de Janeiro - RJ
Ingressos: R$ 20 (inteira) - R$10 (1/2 entrada)
Obs.: 0s 300 primeiros pagam 1/2 entrada = R$10

Telefone: (21) 3462-0774 / 3333-2889 Fax: (21) 3355-1028 – Cel.: (21) 9995-7070 / Nxt: 7891-6070 (ID: 8*74070)
Contatos: www.lonagilbertogil.com.br contato@lonagilbertogil.com.br
Horário: 22h
Faixa etária: 16 anos
450 lugares sentados
Mais arquibancadas sem cadeiras = Total geral 800 pessoas




Jefferson Gonçalves & Banda – AR PURO

As margens do rio Mississipi e o sertão do Cariri são paisagens distantes, mas para o gaitista Jefferson Gonçalves elas são complementares e o músico fez delas suas referências para criar seu mais recente CD, intitulado: AR PURO (Blues Time Records).

O trabalho é fruto de uma intensa pesquisa de ritmos e melodias nordestinas, iniciada em 2001 e já presente em seus discos anteriores. Com essa mistura o musico cria uma sonoridade própria e instigante, se tornando assim o pioneiro nesse estilo. Seus shows são uma viagem musical, tendo no repertório: músicas autorais, clássicos do Blues, Country Blues, Folk, Funk Blues, entre outros estilos, num show alto-astral, contagiante e porque não, dançante.

Oriundo da banda Baseado em Blues, com passagem pelo trio Blues Etc, Jefferson Gonçalves tem se destacado como um dos mais versáteis gaitistas de sua geração. Tendo em seu currículo gravações e shows com artistas como Victor Biglione, Belchior, Celso Blues Boy e Vanessa Barun, entre outros – inclusive representando o Brasil em encontros internacionais, como o da Sociedade para a Preservação e Avanço da Harmônica (SPAH, em 1998, em Detroit (EUA). Em 2002 e 2003, fez turnês na Argentina, se apresentando em algumas das melhores casas de Buenos Aires, como o Teatro San Martin. Lançou-se em carreira solo em 2004 com o bem sucedido - Gréia. Depois de conquistar o território nacional, partiu para mais uma turnê pelos EUA ao lado do bem conceituado guitarrista Big Gilson e do cantor inglês The Wolf em agosto de 2005, apresentando-se em espaços considerados essenciais para o blues e o jazz, entre os quais o Blue Note (Nova York), Deep Ellum Blues (Texas) e Bamboo Room (Florida), dentre outros. Nos meses de março e abril de 2007, realizou sua primeira tour pela Europa, com o apoio da Hering Harmônicas. Sua primeira parada foi em Frankfurt – Alemanha, na maior feira de instrumentos musicais a MUSIKMESSE, onde fez o lançamento oficial da linha de gaitas com sua assinatura fabricada pela Hering Harmônicas e depois seguiu para a Espanha onde se apresentou ao lado do guitarrista Big Gilson, nas cidades de Madrid e Toledo.

O ano de 2008 começa com muitas realizações e novidades para o músico, em fevereiro se apresentou com sua banda na 9°edição do festival de Jazz e Blues de Guaramiranga – CE e no mês de junho se apresentou junto do guitarrista Kléber Dias, no Senegal Folk Festival, realizado em Dakar, no Théâtre de Verdure do Institut Français Léopold Sédar Senghor, o convite partiu da Embaixada do Brasil no Senegal e do grupo musical senegalês, Les Frères Guissé; Além de se apresentarem com o grupo, a dupla mostrou ao povo senegalês um pouco da mistura do blues com os ritmos nordestinos e músicas de seu bem sucedido CD - Ar Puro.

Com toda esta experiência adquirida em centenas de shows, gravações, viagens e workshops, Jefferson Gonçalves tem sido uma referência em harmônica no Brasil, mostrando que a música transita sem barreiras, por inúmeros estilos. Aliás, limitação nenhuma faria sentido num cenário como o do Brasil, onde música plural se respira como se fosse ar... Ar puro.

Em seus shows Jefferson é acompanhado por: Kléber Dias (voz, guitarra, dobro, violão de 12 cordas e bandolim), Sérgio Velasco (Guitarra, Marimbal, dobro, violão de 6 cordas, Lap Steel e vocal), Fábio Mesquita (baixo), Anderson Moraes (Bateria e Percussão) e Marco B.Z. (bateria e Percussão).
(Elias Nogueira)
Foto: João Paulo

fevereiro 18, 2009



Autoramas - Best International Show - Gruta77- Madrid
LO MEJOR DE 2008 EN GRUTA77
08-01-2009
RANKING 2008

“Lo mejor del año en Gruta’77”
Que la revista G’77 se viera obligada a decir adiós no es razón suficiente para que no publicáramos el esperado ranking, con lo mejor de 2008 en el escenario de Gruta’77. Un año en el que han pasado muchísimas bandas nuevas por la sala y en el que el nivel ha seguido aumentando. Las fechas del ranking se cerraron el día de Navidad, por lo que han quedado fuera de la evaluación grandes nombres como los ruso-americanos de Jancee Pornick Casino o los malagueños Airbag. A continuación, te dejamos nuestra opinión sobre lo mejor del año 2008 en Gruta’77.


MEJOR CONCIERTO ROCK INTERNACIONAL
01. AUTORAMAS…7 de nov.
02. MOTHER SUPERIOR…4 de oct.
03. CREEPSHOW…15 de nov.
04. MAGNOLIAS…20 de jun.
05. DUB TRIO…13 de oct.
06. MARY WEISS…29 de may.
07. BABY WOODROSE…13 de ene.
08. PEACOCKS…9 de may.
09. BLACK HALOS…24 de may.
10. KEPI THE BAND…31 de oct.

A las puertas se quedaron dentro del sonido country-50’s AL & THE BLACK CATS, RENO BROTHERS y SLAM & HOWIE, entre los clásicos de siempre UK SUBS, DWARVES y NEW CHRISTS, y además MUCK & THE MIRES, el swing de MARC TORTORICCI y TEXAS TERRY con la mejor formación que ha traído jamás a España. El primer puesto se lo llevó la deslumbrante apuesta de AUTORAMAS, unos brasileños poco conocidos por aquí y en su primera visita a Europa, pero grandes músicos, muy originales y con un sonido de guitarra trabajado para cada canción, resultando tremendamente divertidos y frescos. MOTHER SUPERIOR personificaron la perfección técnica absoluta y CREEPSHOW dejaron claro que dentro del mundo psychobilly ofrecen una apuesta totalmente original que trasciende al estilo. Curiosamente en este ranking no repite nadie del año pasado.


fevereiro 14, 2009


Omero Renato Bordin, 51 anos, pai de três filhos, empresário, é dono de uma das maiores empresas de seguros do Oeste do Paraná - Vip Seguros. É catarinense por nascimento e paranaense de coração. Morador, desde jovem, da cidade de Toledo, situada a 543 km de Curitiba. Amante da boa música, aficionado por Raul Seixas e adorador da Jovem Guarda. Produtor de shows em cidades do interior do Paraná, onde já levou The Originals, Márcio Augusto... Amigo de Raul Seixas, Demônios da Garoa, Cleudir, Pedrinho da Luz, Miguel Plopschi, Ed Wilson, dentre outros. Em minhas andanças, pude conhecê-lo. Em um bate papo, que duraram cinco dias, pudemos trocar idéias, experiências e, com isso, pude perceber o quanto este cara é importante na música. Durante esses dias pude ver a coleção pessoal dele, onde existem raridades que muitos colecionadores nem conhecem como vídeo, fotos e muitos badulaques. Consegui furar sua agenda, que não é pequena, para falar um pouco de tudo. Com vocês, Omero Bordin!

Infelizmente o que acontece, atualmente, de bom é velho! Não se cria mais nada, tudo é comercial do mais baixo nível! Tudo é passageiro!


Reportagem e fotos: Elias Nogueira


- Você é um empresário bem sucedido numa cidade no interior do Estado Paraná. Como aconteceu? Você é paranaense?
- Não. Sou catarinense da Cidade de Campos Novos, mas resido no Paraná desde 1960.

- Sua empresa - Vip Seguros - é uma das maiores no segmento? Que tipo de seguros ela faz?















- Todo e qualquer tipo de seguro que exista no mercado. Somos, hoje, uma das maiores corretoras da região Oeste do Paraná.

- Não sendo músico, você é um amante da música. Como a arte musical entrou em sua vida?
- Sempre gostei muito de rádio, na minha adolescência e juventude ouvia-se muito rádio. A Super Parada, as Mais Tocadas, Hit Parade etc. Então sempre acompanhei os movimentos da época; vem daí o gosto pela música. Sempre curti e acompanhei as carreiras de grandes ícones de nossa música. Desde garoto já curtia Raul Seixas, Rolling Stones, Tom Jones etc. Mas eu sempre fui amarrado, mesmo, no Raul Seixas. Esse eu curtia e curto prá valer!

- Você toca algum instrumento?
- Alguma coisa de violão. Mas sei muita coisa sobre tons, notas vocais e coisas assim. Sempre fui um cara muito interessado e curioso no assunto. Acho mesmo que a vida sem música é vazia e sem graça.

- Como você, atualmente, vê o cenário musical? Você acompanha o que acontece de novo?
- Acompanho com muita decepção, infelizmente o que acontece de bom, é velho. Não se cria mais nada, tudo é comercial. Comercial do mais baixo nível! Tudo é passageiro; conteúdo muito fraco. É só modismo; roda uma semana inteira depois desaparece. Já disse um grande compositor: "Hoje não se canta, apenas se requebra" e o pior todo mundo duro e balançando a cabeça. E, só!

- Vejo que você faz parte da elite de produtores de shows, que levam artistas para cidades como Foz do Iguaçu, Toledo... Como aconteceu? Partiu de você sozinho?
- Não. Foi uma necessidade. Hoje em dia, para quem é solteiro, para a meninada que só quer curtir um som passageiro, está cheio de opções. Mas, infelizmente, para casais e pessoas de mais idade não se tem nenhuma opção. É difícil para as casas de shows arriscarem qualquer coisa. Não se dá valor ao que é bom. Então, eu e mais alguns amigos tivemos a idéia de trazermos essa turma mais da velha guarda para nos brindar com shows maravilhosos e emocionantes, que hoje em dia é difícil de assistir. Quem mora nos grandes centros – Rio de Janeiro e São Paulo sempre têm essas opções, mas para o pessoal do interior é uma raridade. Então temos que nos juntarmos para trazer bons shows. E, no final, a rapaziada também acaba gostando.










- Em sua opinião, por que esse tipo de carência, de shows de grandes artistas, em cidades menores?
- Primeiramente, há o medo de investir. Segundo, o acesso a esses artistas é difícil. Existem muitos atravessadores, empresários inescrupulosos, que querem obter ao máximo de lucro no mais curto espaço de tempo. Com isso, o show fica caro. O artista é quem leva menos, quando na verdade eles é que deveriam faturar melhor. Depois que você obtém certo conhecimento no meio artístico, fica mais fácil, pois você trata mais direto com as pessoas, eliminando custos desnecessários.

- Percebi que você é ligado à Jovem Guarda. Poderia comentar?
- Simples. Na minha juventude vivia escutando Os Incríveis, The Jordans, Os Fevers, Os Mutantes - do tempo da Rita Lee, Jerry Adriano, Renato e seus Blue Caps, Roberto Carlos, Wanderléa, Paulo Sérgio, o Tremendão Erasmo Carlos, enfim, todo esse time maravilhoso que nos fez viver e ter um bom gosto musical. Essa turma, aliás, hoje está resumida e muito maravilhosamente representada pela banda The Originals, que é um pouco de cada uma destas bandas e cantores que mencionei. Teríamos que ter um dia inteiro para falar sobre Jovem Guarda. Gosto tanto dessa turma que costumo receitá-la para quem deseja saber o que foi e o que é a nossa verdadeira música jovem. São os melhores músicos daquela época e que hoje estão reunidos e levando alegria para esse país, de norte a sul. Adoro ver estes caras se darem bem.

- O que representa Raul Seixas em sua vida?
















- Mesmo sendo um cinquentão, posso te dizer tudo. Sou fã número um, a carteirinha do Fã Clube Raul Seixas está sempre comigo. Tenho um filho chamado Raul, em homenagem ao Maluco Beleza! Tenho todos os discos, do primeiro ao último, todos os livros, camisetas e etc. Li e estudei muito sobre Raul Seixas. Fui amigo, pessoal, tendo assistido diversos shows. O Raul Seixas é um cara que daqui a 100 anos sua obra ainda continuará atual. Acho que só isto já satisfaz a sua pergunta. Não acha?

- Além de artistas de Jovem Guarda você pretende produzir shows, de outros segmentos?










- Minha atividade, também, não permite muito. Se eu vivesse no meio artístico, os shows de grandes artistas, conjuntos, músicos seriam preferenciais. Temos grandes nomes esquecidos por aí. Eu gostaria de trazer muita gente boa para realizar shows na nossa região. Seria bem diferente do que acontece hoje. O pessoal só pensa em resultado financeiro, o que deveria ser conseqüência de um bom trabalho. Mas, a qualidade tem sido sistematicamente colocada de lado. Esse modismo de agora, virtual, é o chamado me engana que eu gosto.

- Se você pudesse classificar, numericamente, quais os melhores shows de sua vida?
- Roberto Carlos, Jimmy Cliff, Demônios da Garoa, Moacir Franco, Os Incríveis (autênticos, claro!) versão The Originals, Renato e seus Blue Caps, Raul Seixas, Camisa de Vênus, com Marcelo Nova, Os Pholhas e, sem esquecer um show, dos melhores que apareceram por aqui nos últimos tempos, o Márcio Augusto - ex-The Originals que vem fazendo um trabalho o qual tenho orgulho de recomendar a quem gosta do que é bom. Sem falar do que temos hoje de melhor - The Originals. Imagine músicos da categoria de Cleudir, Pedrinho da Luz, Ed Wilson, Guto, Paulo César Barros, no mesmo palco. É só emoção. Isso não é sonho não, minha gente. Isso é rock'n roll.



Fotos de arquivo pessoal: Demônios da Garoa, Almir Bezerra, Paulo César Barros e Os Ritmistas - conjunto do estado do Paraná na década de 70.



fevereiro 13, 2009

Gandhi Grecov

Gandhi Grecov - Guitarrista, cantor e compositor. Começou profissionalmente em 1997 com o grupo Nataraj onde gravou algumas demos e um CD intitulado: "Dentro da onda" produzido pelo músico mineiro Tatta Spalla. Em 2002, ainda na Bahia, formou com Joana Vollmer o grupo Outros Baianos. Como guitarrista participou do grupo carioca Os Supernaturais. Violonista, guitarrista e compositor de mão cheia, Gandhi já tocou em diferentes palcos no Rio de Janeiro como: Circo Voador, Hard Rock Café, Garden Hall, Teatro Odisséia, Lapa 40 Graus, Casa Rosa Cultural, Estrela Da Lapa, Néctar, dentre outros. Atualmente Gandhi Grecov é guitarrista solo do grupo SALA 5 onde divide palco com Lucas Parada (bateria), Rogger Guime (voz) e Rodrigo Levino (baixo). O quarteto acaba de lançar o SMD “Quando esse dia chegar” com seis faixas autorais. Em primeira mão, Gandhi Grecov, fala de sua carreira, do Sala 5 e outras coisas com exclusividade.

Por Elias Nogueira
eliassnogueira@gmail.com



- Você é de Limeira, ma viveu na Bahia. Foi lá que você teve o primeiro contato com a música?
- Sim. Sou natural de Limeira, mas fui criado na Bahia.
Meu primeiro contato com a música se deu por lá. Foi lá que comecei profissionalmente, tocando por todo o extremo Sul Baiano. Foi na Bahia que criei a minha primeira banda “Nataraj” banda de reggae rock de 1997 a 2004. Com esse grupo gravei meu primeiro CD com algumas composições de minha autoria com produção de Tatta Spalla. Ainda na Bahia criei junto com minha parceira musical Joana Vollmer, ex-vocalista da Nataraj, o grupo Outros Baianos. Que é um projeto voltado para MPB.
www.myspace.com/outrosbaianos).

- E o Rio de Janeiro?
- Já aqui no Rio, á medida que fui conhecendo pessoas do meio musical, fui me apresentando como músico, cantor compositor, desenvolvendo na medida do possível alguns projetos musicais. Você está ligado Elias! É correria!

- Você compõe, canta...
- Tento conciliar a idéia de ser cantor e compositor no meu trabalho solo Gandhi Grecov. Violonista e compositor do grupo Outros Baianos, guitarrista do grupo de rock SALA 5. Isso sem contar as guigs que sempre aparecem. Enfim, a passagem pelo Rio esta sendo muito produtiva em termos musicais.

- Seu instrumento sempre foi guitarra?
- Fiz piano clássico dos nove aos doze anos. Mas depois passei a estudar violão de forma autodidata. Um pouco mais tarde peguei a guitarra. Esses são meus instrumentos violão e guitarra.

- Vejo que você está na banda, já citada, Sala 5 que lançou SMD “Quando esse dia chegar” com seis faixas autorais. Como foi formado o Sala 5? - Foi formada através do meio de comunicação mais importante do mundo, a internet. Depois os músicos foram escolhidos através de algumas audições. Apesar do pouco tempo de banda, o grupo vem se destacando rapidamente. Já de cara conseguimos reunir um repertório próprio e o e fazer o primeiro disco "Quando esse dia chegar". Os shows estão acontecendo com freqüência.

- Quando você entrou no Sala 5 sabia que o baterista era filho do, também, baterista, Parada dos The Pops? Lendária banda instrumental do anos 60 e 70?
- Não! Já tinha ouvido falar nos The Pops, mas não sabia que o Lucas era filho dele. Estávamos fazendo as primeiras gravações do Sala 5 e numa dessas delas, o Parada foi ver. Ele achou bem bacana o trabalho! O Parada já foi em alguns shows também. Conferiu ao vivo e disse que está bem entrosado apesar do pouco tempo de banda. Quanto a participar diretamente ele não participou. Nós produzimos tudo.

- O que podemos esperar do sala5?
- Tenho bastante o pé no chão. Já tive experiência com outras bandas e sei que não é fácil, mas pelo andar da carruagem, está tudo indo muito bem. Shows com freqüência. Já lançamos a primeira demo no Estrela da Lapa. Algumas entrevistas já foram dadas, e no próximo mês, o vídeo-clipe estará saindo. Será gravado em Búzios e o roteiro está praticamente feito. Agora correr atrás. Tenho o pé no chão, como já falei, não fico me iludindo, mas sempre acredito!

janeiro 23, 2009

George Israel - Mistura Fina

Uma noite que era pra ser, não, muito agradável, foi gratificante para quem assistiu o show de George Israel (foto - camarim) no Mistura Fina – Rio de Janeiro quarta-feira (21). Dia de chuva, a cidade parou com o trânsito, alagamentos e até uma batida de veículos em frente à casa show. Nada disso foi suficiente para estragar a apresentação do “Abelha” George Israel. Com uma banda afinada, o cantor e compositor distribuiu simpatia, carisma e talento. Pude conferir o show que, além de contar com Guto Goffi (Barão Vermelho) e tantos outros, teve a participação especial de Toni Garrido que está lançando o primeiro disco solo depois de deixar o Cidade Negra. Veja alguns registros do show que contou, também, com Rodrigo Sha que dividiu o sax com George e cantou.





Toni Garido, George Israel e Guto Goffi (camarim)




Show

janeiro 21, 2009

Francisco Miceli é um daqueles jovens carioca que fez comunicação na PUC-RJ. ‘Mas a história dele, na música, começa quando inicia o estudo de violão clássico no começo dos anos 80. Aluno de mestres como: Hélio Ribeiro (Helinho do Banjo) e Genésio Nogueira, Chico Miceli – como é chamado pelo meio musical – já tinha escolhido a profissão muito antes de estudar violão no Conservatório di Santa Cecília em Roma e de ter passado pelas mãos dos professores citados. Na verdade o instrumento que ele havia escolhido era outro. “Interessei pela guitarra, muito, antes da música”, diz Miceli. Chico tem em seu currículo passagens, como músico, com vários artistas de renome, além do trabalho de produtor, arranjador e criador de trilhas para filmes e TV. Morou na Europa onde trabalhou e desenvolveu, mais, suas qualidades técnicas musicais tocando outros estilos que não fosse somente rock. Em conversa – exclusiva – Chico que agora reside no Rio de Janeiro e trabalha em seu estúdio – Riff – em Copacabana, contou um pouco de sua história. O Cara é fera no que faz! Pude acompanhar de perto o trabalho dele como produtor. Ele está finalizando o disco do cantor e compositor Renato Oliver. Acompanhe abaixo as falas de Chico Miceli.

Fotos e reportagem
Elias Nogueira



- Como foi que você iniciou sua carreira?
- Bem, me interessei pela guitarra-antes mesmo da musica- quando em 80 assisti ao show do Van Halen no Maracanãzinho. O prazer que ele passava tocando, me fez pensar "hum deve ser legal".
Profissionalmente meu primeiro trabalho foi com um cara chamado Bena Roberto, um baiano que sinceramente não sei que fim levou.

- Com quantos
anos.
- Tinha uns 18 anos.

- É coisa de família?
- Não!Lá em casa todo mundo é advogado. Quando souberam que seria musico foi um “Deus nos acuda”

- Você é músico de escola?
- Não exatamente. Não tenho nenhum titulo de estudo musical, mas estudei com vários professores particulares, e também no conservatório de Santa Cecília em Roma. Sei ler partitura, arranjar e orquestrar também. Mas tudo muito empírico.

- Você tocou, no Brasil, com alguns artistas de renome.
- Sim - Sidney Magal, Ivan Lins, Luis Melodia, Rosana, Biafra, Renata Arruda... Recentemente toquei com a Karla Sabah. Gravei com a Xuxa, com o José Augusto com a Rosana, dentre outros.

- A década de 80 foi importante pra você.
- Os anos 80 foram os anos da minha paixão pela música, da minha “formação” em termos de gosto, som, atitude. Tinha Van Halen, Police, Toto, Rush. Tinha toda aquela geração de guitarristas de Rock virtuoses tipo Joe Satriani, Steve Vai, Eric Johnson, Steve Morse e vários outros. Ate então os roqueiros eram, aqueles, caras, doidões, que não sabiam tocar direito, minha opinião, quando o músico “melhorava” virava “jazzista” não queria mais saber de rock ’n roll. Já ouvi muito: “É rock, mas é bom”. Então chegou o Eddie Van Halen e, a partir dele, toda uma galera que tocava mesmo e era roqueira mesmo, com pegada e atitude. Sou, bem, filho dessa geração, apesar de amar muito o jazz e ter até trabalhado, muito, tocando jazz e de ter aberto a cabeça para outras coisas também.

- Fale-me de sua carreira aqui no Brasil?
- Pois então: aqui trabalhei com o Ary Sperling, que é um arranjador e produtor que fazia muita coisa do pop-brega brasileiro, tipo: Rosana, Magal etc. Aí, fui tocando com esse pessoal e também gravava algumas coisas para a rede Globo - que no inicio dos anos 90 desmantelou a “Orquestra da Globo” e começou a contratar produtores musicais. Alguns deles são meus amigos até hoje e desde então gravo coisas para os programas da TV Globo que eles produzem. Aconteceu uma, pequena, pausa de 12 anos que foi o período que vivi na Europa. O Rodolpho Rebuzzi meu amigo guitarrista e produtor da Rede Globo foi quem me apresentou o Ary e Max Pierre. Depois fui conhecendo outros.

- Você tem uma carreira internacional.
- Em 1993 fui convidado para acompanhar uma cantora napolitana chamada Teresa de Sio. Fui para a turnê de três meses, mas voltei mesmo definitivamente para o Brasil, em 2005! Lá toquei com vários artistas e músicos de jazz e, também, orquestras televisivas na RAI e Canale 5. Fiz uma escola de música, casei, tive filhos.

- Quantos discos lançados?
- No meu nome nenhum! Mas participei de vários aqui e na Europa.

- Você é compositor também?
- Sim.

- E na produção? Como você iniciou?
- Sempre fui instrumentista, me assustava a idéia de dedicar mais tempo operando maquinas que tocando. Mas, com a idade e os cabelos brancos, comecei a me interessar por produção e em 2002 ainda em Roma comprei esse equipamento que uso hoje e que trouxe para o Rio quando me mudei em 2005. Trouxe tudo! Até mesa de computador!


- Quem, você, está produzindo atualmente?
- Atualmente o Renato Oliver, Iran Mello e Edinho Queiroz. Além disso, faço publicidade também.

- Você tem estúdio? Fale-me dele. Como funciona? Onde fica?
- Sim. Tenho uma sala no prédio onde também funcionam a Pró - Music, a Guitar Tech e outras lojas de música e luthiers, também! Diria que é o paraíso dos músicos no Rio de Janeiro. É um estúdio pequeno, modesto, mas suficiente para realizar, bem, as idéias e também confortável para receber as pessoas. Fica na Rua Barata Ribeiro 391, sala 1004. Copacabana.



RIFFSTUDIO. Contatos e links: Rua Barata Ribeiro 391 sala 1004. Copacabana Rio de Janeiro (21) 2256-0085 produtora. (21) 9421-2132 - 9673-8895 www.riffstudio.com.br www.myspace.com/chicomiceli
www.myspace.com/riffstudiobr

janeiro 12, 2009

Ele é um compositor que todos os cantores, românticos, gostariam de gravar. Com uma carreia de 22 anos, com mais de uma centena de canções prontas – Renato Oliver – gaúcho de Bagé, radicado no Rio de Janeiro, lança seu primeiro disco autoral onde mostra maturidade e bom gosto. Amparado pelo, conceituado, guitarrista e produtor multinacional, Chico Miceli, Renato Oliver despeja criatividade e bom gosto nas nove faixas do disco homônimo. Em conversa – entre uma gravação e outra, o cantor e compositor falou um pouco de sua carreira e outras coisas interessantes.

Fotos e reportagem: Elias Nogueira


- Quando foi que você se descobriu para a música?
- Com oito anos já cantarolava músicas do Roberto Carlos, claro que não todas, mas as que eu mais gostava. Por exemplo: Quando, Calhambeque, Negro Gato... Quando fiz 12 anos ganhei um violão do meu pai, tive algumas aulas e lembro que a 1ª música que aprendi a tocar foi Linha do Horizonte do Azymuth depois Roberto Carlos, Raul Seixas, Renato e seus Blue Caps. Nessa época, ainda, morava em Bagé - RS.

- Onde você acha inspiração para compor?
- Depende do meu estado de espírito. Às vezes acordo como uma idéia, levanto e coloco no papel. É como se fosse um gancho e outras vezes, volto ao passado e lembro-me de romances que já vivi e outras somente imaginações ou acontecimentos do dia a dia.

- Onde você nasceu?
- Bagé RS

- Quantos anos de carreira você têm?
- 22 anos, juntando os anos do Rio grande do Sul mais os do Rio de Janeiro, sendo que dei uma parada durante cinco anos e depois retornei a cantar na noite.

- Você se considera um cantor ou compositor que interpreta a sua obra?
- Me considero um compositor que canta suas musicas, apesar de já ter tocado na noite e interpretar duas músicas de outros autores nesse disco.

- Se você fosse - rotular sua obra - como você a classificaria? Romântico, pop....
- Minha obra eu considero pop romântico, até porque tenho influências da minha infância quando eu gostava muito de cantar Roberto Carlos, Erasmo Carlos, José Augusto, Renato e seus Blue Caps, por volta da década de 70.

- Você está com disco de canções inéditas. Poderia fazer um faixa a faixa sobre seu disco?

Amor Eterno - Aqueles romances que passaram, mas que de vez em quando voltam à memória da gente... É como aquele galo que dói quando passa a mão... Fiz a letra e uma melodia bem simples, aí meu parceiro Chico Miceli mudou a melodia, fez as mudanças de tom e deu uns “pitacos” na letra.

Vou Ficar Aqui - Um desencontro amoroso - aliás, em toda a relação tem sempre quem ama e quem é amado, mesmo que isso mude, mas num determinado momento tem sempre um que esta dando e o outro recebendo né?Enfim, o cara magoou a mulher e quer o seu perdão, e para isso vai ficar aqui nesse lugar esperando por ela e seu perdão... Harmonia bem simples, um pouco U2... Mas essas são as melhores musicas, e as mais difíceis de fazer também...

O Amante - Letra meio machista, fala do cara que só quer “pegar”, quer só sexo e diz isso claramente. Para não ter mal entendidos nem confusões. É o melo do Ricardão! Mas aí, sem querer o cara se envolve... Melodia simples e doce, com a habitual “sabedoria harmônica” do meu parceiro Chico Miceli, que mexeu na harmonia, na melodia, e fez o especial.

Primeiro Amor – Letra romântica, de historias que passam e deixam lembranças. Especialmente o primeiro amor!!Um “balanço” bem típico do pop/funk carioca. Apesar de ser gaúcho. O meu parceiro/produtor diz que eu sou o gaúcho mais carioca que tem!Adoro a guitarra meio “Hendrix”, que dá um tempero especial!

Te Encontro no Leblon – Outro “charm” bem carioca, urbano. Com cara de verão carioca, azaração, romance, paixões à luz do luar... Diria que Jorge Benjor encontra George Benson e Cláudio Zolli. A base foi produzida pelo Reno Duarte, amigo nosso e produtor musical, porque o Miceli estava na Itália tocando, e aí me deixou nas boas mãos do Reno...

Nota 10 – Declaração de amor explícita à minha mulher Silvia. Fala da vida de solteiro, que se transforma e ganha novos significados quando se encontra uma mulher de verdade, companheira mesmo!Uma canção romântica, doce e apaixonada.

Menina Princesa – Singela, simples, de uma inocência quase desconcertante. Queríamos dar uma sonoridade anos 70, “charm”, meio Stevie Wonder e aquela rapaziada maravilhosa da Motown... Aí o Chicão caprichou tocando Clavinets, Piano Rhodes, guitarras “jazz” Alá George Benson. Funcionou bem para o que era a intenção da música.

Indo e Vindo - Amores que passam, separados pela distancia. Às vezes é melhor não pensar muito nas coisas... Se está certo ou não... Às vezes a razão atrapalha e separa as pessoas. Penso que uma dose de inconseqüência não faz mal. Essa é uma parceria minha com o guitarrista DiCastro do grupo Sangue da Cidade. O Miceli tocou um monte de guitarras, que parecem uma orquestra!

Deborah – Desencontros que deixam saudades. Já reparou que muitas vezes o sonho é melhor do que a realidade?Agente inventa a pessoa, idealiza, e ela fica muito melhor nos nossos sonhos do que ela é de verdade... Também sonhar não custa nada, não dá trabalho, nem despesa e ainda rende boas canções... Essa ficou com um sabor “country” com direito a slide e tudo mais.
WEBSERIE “Desenrola” PROMOVE CONCURSO PARA ENCONTRAR NOVO VOCALISTA PARA A BANDA - ESTUDANTE PAGA MEIA
O vencedor gravará uma música inédita com a banda no Rio de Janeiro
A webserie “Desenrola” sai do mundo virtual para a realidade com o concurso para encontrar um novo vocalista para a banda Estudante Paga Meia, de Miguel, personagem de Rafael Pereira. A promoção entra no ar no portal www.desenrola.com.br no dia 9 de janeiro e os interessados podem participar até o dia 26 deste mês.

A banda Estudante Paga Meia contou com a colaboração de Diego Miranda, da Scracho, que cedeu a música inédita “Tento entender”, composta por ele aos 17 anos, mesma idade de Miguel. A letra da música está disponível no blog do Miguel, no portal Desenrola. Para dar mais veracidade a personagem, Miguel entrevistou Falcon e Gesta, respectivamente baterista e baixista do Dibob, sobre como a banda deles começou, quais as dificuldades que eles encontraram e como eles conciliaram estudos com os ensaios da banda, entre outras coisas. Confira a entrevista no canal do Desenrola no YouTube: www.youtube.com.br/desenrola.

Para participar do concurso Procura-se um vocalista, basta enviar um vídeo interpretando (cantando ou cantando e tocando) uma música qualquer até o dia 26 de janeiro. O participante deve informar no título do vídeo o nome da música escolhida e seu autor. Os três vídeos mais votados no site serão os finalistas da primeira fase, cujo resultado será divulgado no dia 28 de janeiro. Para votar, é necessário se cadastrar no site. O vencedor do concurso será escolhido por uma comissão formada por uma roteirista, um músico, o coordenador e a diretora geral do site, além dos integrantes da Estudante Paga Meia. A banda e seu novo vocalista gravarão, no Rio de Janeiro, uma música inédita, que será tema de Miguel na série. Caso o ganhador seja menor de idade, a gravação dependerá da autorização formal de seus responsáveis.

www.desenrola.com.br é um portal jovem, multimídia, que aproveita diversas plataformas interativas para exibir e produzir conteúdo. Tudo isso servirá de base para a produção do filme “A primeira vez”, de Rosane Svartman, cujo lançamento acontecerá até o final de 2009.

O projeto foi cuidadosamente pensado por uma equipe de profissionais multimídia, com a desafiadora proposta de articular o que há de mais convidativo e sedutor em termos de tecnologia, associando essas ferramentas à discussão aprofundada de temas controversos e fundamentais para a juventude brasileira: sexualidade, drogas e primeiro emprego.

Através do portal, os visitantes interagem com as personagens através de seus vídeos diários, blogs, fórum, galerias de fotos, ações interativas e jogos. O projeto conta com patrocínio do Oi Futuro e já atingiu milhares de jovens que estão se familiarizando com o filme, antes mesmo dele começar de fato.

Formato da webserie
Três jovens que passam pelas mesmas confusões, ansiedades e alegrias de muitos outros jovens do Brasil usam a internet para se expressar e contar o seu cotidiano. Sem caretice, nenhum dos três fala nada como estatuto de verdade; a proposta é fazer parte da discussão e ser mais um interlocutor nas conversas que tratam da juventude. Desde a dúvida de como deve ser "a" primeira vez, sobre as responsabilidades e as cobranças de serem "alguém na vida" e também abordando questões sobre o envolvimento com drogas, Miguel, Orelha e Priscila têm muitas histórias pra contar. Mas, mais do que isso, eles querem ouvir o que as pessoas têm a dizer e para isso o portal Desenrola oferece diversas ferramentas interativas que chamam o público à participação. Isso sem contar que as personagens estão literalmente inseridas no mundo virtual, com perfis em redes social de relacionamento, como o Orkut e o Twitter.

Cada personagem da webserie utiliza uma ferramenta principal de interação:

Priscila trabalha especialmente a temática “sexo” em seu fórum.

Miguel instiga a produção artística dos participantes através da criação compartilhada de arquivos de áudio e vídeo e da promoção para encontrar um novo vocalista para sua banda.

Orelha é o responsável pelo suspense e aventura da trama através de um ARG (Alternate Reality Game), fomentando a cooperação entre os participantes.

Raccord Produções
Com mais de 15 anos de experiência no mercado audiovisual, a Raccord Produções tem em seu currículo mais de 20 filmes entre curtas, médias e longa-metragem, como: “Mais uma vez amor”, “Cartola” e “Como ser solteiro”. Além disso, as sócias Rosane Svartman e Clélia Bessa produziram cerca de 300 horas para TV aberta e a cabo, videoclipes e filmes institucionais para parceiros como Petrobras, Fundação Roberto Marinho e Volkswagen.

Racc Idéias
A Racc Idéias é um braço da empresa específico para oferecer ao mercado de cinema soluções criativas e inovadoras para as mais diversas plataformas de mídia, tanto on-line quanto off-line. Com uma equipe de profissionais atuantes no campo da publicidade, internet e cinema, a Racc desenvolve estratégias adequadas ao produto que tem em mãos, trabalhando o conceito, a unidade gráfica, animando a rede, bem como produzindo teasers, promoções interativas e peças exclusivas para atingir nichos diferenciados.